Concelho

Vinho de Famalicão levanta voo com a TAP

É com um aroma delicado, complexo, com apontamentos de fruta madura (marmelo/pêssego) e notas florais de laranjeira e violeta que Vila Nova de Famalicão se vai fazer representar nos voos da TAP de longo curso a partir do segundo semestre de 2018. O novo embaixador famalicense é o premiado vinho Casa de Compostela – Loureiro que conquistou o “TAP Awards 2017” na categoria de “Best Wine”.

Apesar de importante, o prémio é só mais um a acrescentar à galeria de distinções que os vinhos verdes da Casa de Compostela têm vindo a conquistar ao longo dos últimos anos, reflexo do trabalho de qualidade e de rigor que a Casa Agrícola de Compostela tem desenvolvido, na senda da bitola impressa nos anos 60 pelo Comendador Manuel Gonçalves aquando a criação da quinta em Requião.

Esta preservação do legado do fundador e a sua valorização e desenvolvimento através da introdução das inovações científicas e tecnológicas é um bom exemplo de uma gestão responsável e de excelência que honra o passado, mas ao mesmo tempo o presente e desde já o futuro, como destacou o Presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, na visita que fez na sexta-feira, à Casa de Compostela, no âmbito do Roteiro pela Inovação de Vila Nova de Famalicão.

A Casa Agrícola de Compostela desenvolve a sua atividade num terreno agroflorestal com 220 hectares, sendo 150 de floresta, 40 de vinha e 30 de forragens. Produz entre 250 a 350 mil litros de vinho e cerca de 60% dessa quantidade vai para exportação para países da Europa, América e Ásia, cota que os responsáveis pela quinta tencionam aumentar com a abertura de novos mercados.  A área reservada à produção vinícola vai ser ampliada no próximo ano em mais 12 hectares para responder ao crescimento do negócio, sobretudo na casta Alvarinho.

Joaquim Dias, enólogo da Casa Agrícola de Compostela, explica o segredo do sucesso pelo profissionalismo associado ao projeto, pela evolução das castas e pela tecnologia utilizada na produção. Nos 40 hectares de vinha, enquadrada na Região dos Vinhos Verdes, cultivada num solo rico em sílica e argila e com uma excelente exposição ao sol, predominam as castas recomendadas e autorizadas para esta área – Alvarinho, Arinto, Sauvignon, Loureiro, Pedernã, Trajadura e Fernão Pires.

Previous post

Tribunal começa a julgar ex dirigentes do G.D. Ribeirão

Next post

GDNF o mais medalhado nos Campeonatos Regionais