Os vereadores do Partido Socialista vão abster-se na votação das Grandes Opções do Plano e Orçamento para 2026, documentos que serão discutidos esta segunda-feira.
Os socialistas falam de «uma oportunidade perdida» e que o seu sentido de voto resulta somente dos investimentos «que este plano permitirá concretizar, particularmente, no domínio da saúde e educação (construção e renovação e beneficiação de unidades de cuidados de saúde primários e escolas), graças ao PRR, pensado pela União Europeia, mas que o Governo do Partido Socialista conquistou para Portugal, tendo o município de Vila Nova de Famalicão muito beneficiado».
O PS acusa a maioria PSD/CDS de não acolher as suas propostas, acreditando que se tal tivesse acontecido «estaríamos a discutir um instrumento de gestão muitíssimo melhor».
Apesar de reconhecer que o eleitorado deu a maioria ao PSD/CDS e com isso o encargo de conduzir os destinos do município, os vereadores socialistas entendem que «em democracia e diálogo se procure a construção do futuro coletivo na colaboração, cooperação e até apropriação das boas ideias da oposição».
Em termos orçamentais, entre outras críticas, acusam a maioria de «não abrir mão da redução dos impostos, como foi o caso da proposta do Partido Socialista», de aumentar os custos com o pessoal; lamentam que as verbas livres para as freguesias aumentem apenas 20 por cento, quando a proposta socialista era a duplicação e defendem «transparência e justiça na distribuição destas verbas, não sujeitando os autarcas de freguesia ao “beija mão”».
A Câmara Municipal avançou, esta sexta-feira, que Vila Nova de Famalicão vai ter um orçamento de 256 milhões de euros, um aumento de 37.6 milhões em relação ao do ano passado. O maior orçamento da história prevê um investimento recorde de mais de 106 milhões de euros, em resultado da captação de financiamento comunitário, na habitação, saúde e educação.