Um quarto dos trabalhadores ganha salário mínimo e são maioritariamente mulheres, jovens e precários

Cerca de um quarto dos trabalhadores em Portugal recebe o salário mínimo nacional (SMN), que é sobretudo auferido pelos trabalhadores precários, pelas mulheres, pelos jovens e por pessoas com menos habilitações, que trabalham maioritariamente em pequenas empresas.

De acordo com o relatório “Retribuição Mínima Mensal Garantida 2021”, do Gabinete de Estatística e Planeamento (GEP) do Ministério do Trabalho, em junho de 2021 ganhavam o SMN 24,6% dos trabalhadores.

Segundo o documento, que foi distribuído na reunião da Comissão Permanente de Concertação Social de dia 16 de novembro, “a incidência do salário mínimo nacional é razoavelmente mais elevada nos Trabalhadores por Conta de Outrem (TCO) com contratos não permanentes do que nos TCO com contratos permanentes”.

“Com efeito, em 2019, 30,2% dos TCO com contratos não permanentes tinham remuneração base igual ao salário mínimo, o que compara com 17,1% dos TCO com contratos permanentes (mais 13,1 pontos percentuais)”, refere.

Da análise feita “sobressai um padrão de continuidade do ponto de vista do sexo, sendo que a incidência da Retribuição Mínima Mensal Garantida (RMMG) é sempre mais elevada nas mulheres do que nos homens, padrão que reflete as desigualdades salariais prevalecentes entre os dois sexos”.

Em junho de 2021, 27,0% das mulheres tinham remuneração base equivalente ao valor da RMMG, o que compara com 22,6% dos homens.

Por escalão etário, verificou-se que, entre os jovens com menos de 25 anos, a proporção de trabalhadores com salários iguais à RMMG, nos primeiros seis meses de 2021, se manteve próxima dos 34,0%, acima do segmento dos jovens adultos (25-29 anos), onde a proporção de pessoas abrangidos pela RMMG rondou os 26,0%.

Nos dois casos, e em termos trimestrais, a variação dos últimos três meses face ao primeiro trimestre do ano representou uma ligeira diminuição (menos de 0,2 pontos percentuais).

Nas pessoas com mais de 30 anos, que representavam em junho de 2021 cerca de 24,0% dos trabalhadores com remuneração declarada igual à RMMG, registou-se uma variação na mesma ordem de grandeza, de 24,0% para 23,8% entre os dois trimestres de 2021.

Segundo o relatório do GEP, na situação observada no mês de julho de 2021, e tendo em atenção as características das pessoas empregadas e das entidades empregadoras com maior incidência do salário mínimo nacional no emprego, sobressaiu mais uma vez a incidência relativamente mais elevada da RMMG nas mulheres (29,3%) e nos jovens com menos de 25 anos (40,3%), sendo que os dados mostram ainda que o peso relativo do salário mínimo é mais elevado nos trabalhadores com habilitações até ao 3.º ciclo do ensino básico (33,3%) e quase residual nas pessoas com o ensino superior (6,6%).

Tendo como referência as características das entidades empregadoras, sobressaem, por apresentarem uma incidência elevada de pessoas abrangidos pela RMMG, as atividades das famílias empregadoras de pessoal doméstico e atividades de produção das famílias para uso próprio (45,4%), o setor do alojamento, restauração e similares (45,3%) e a agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca (44,0%), seguidas pelas atividades imobiliárias (35,2%) e pela construção (34,6%).

O relatório salienta também que “a incidência do salário mínimo tende a ser tanto maior quanto menor o escalão de dimensão da empresa, variando entre um mínimo de 11,3% nas entidades empregadoras com 1.000 e mais trabalhadores e um máximo de 47,4% nas entidades empregadoras com menos de cinco trabalhadores”.

Por região do território continental, é o Alentejo que apresenta atualmente a incidência mais elevada do salário mínimo (31,7%), seguido pelo Algarve (30,8%).

Em junho de 2021, o número de pessoas com remuneração base declarada igual à RMMG era de 893,2 mil, o que representa um acréscimo de 1,7% face ao mesmo mês do ano passado (mais 15,1 mil), embora o peso relativo desta remuneração tenha descido de 25,2% em junho de 2020 para 24,6% em junho de 2021 (menos 0,6 pontos percentuais).

Em termos médios anuais, entre 2010 e 2020, a proporção de pessoas com remuneração igual à RMMG situou-se entre os 13% e os 23%, crescendo à volta de dez pontos percentuais em dez anos.

Covid-19: Novo recorde de infetados: 56.426

Portugal bateu um novo recorde diário de infeções pelo novo coronavírus. São 56.426 nas últimas 24 horas e mais 34 mortes.

O Norte é a região que continua a apresentar o maior número de casos: 24.422 novos casos e 10 mortes.

Os internados, em enfermarias, são 2.004 (mais 45) e em UCI há 152 (menos 1).

Covid-19: Novo recorde de infetados, 52.549, no dia em que se sabe que quem estiver em isolamento pode ir votar

Portugal registou, esta terça-feira, um novo recorde diário de infetados pelo novo coronavírus. São 52.549 novos casos e 33 mortes.

O Norte volta a ser região o número mais elevado de infeções, com 22.455 casos. Há, ainda, 10 falecimentos.

No que diz respeito aos internamentos, nas enfermarias estão 1959 pessoas (mais quatro); em UCI há 153 doentes (menos 7).

Recorde-se que esta quarta-feira, o Governo decidiu que as pessoas que estiverem em isolamento no dia das eleições legislativas, marcadas para 30 deste mês, vão poder sair para exercer o seu direito de voto. A informação foi avançada pela ministra Francisca Van Dunem em conferência de imprensa realizada ao início da tarde.

 

Tony Carreira está positivo à Covid-19 e cancela concertos em França

Tony Carreira anunciou esta terça-feira, num vídeo publicado nas redes sociais, ter contraído a Covid-19. O cantor de 58 anos, informou os fãs de que está infetado e não poderá dar os concertos que tinha agendados em França – a 21 de janeiro, no Zenith D’Orleans, em Orleães e no dia seguinte, no L’Olympia, em Paris.

«Infelizmente contraí a Covid-19 e estou infetado. Soube isso há minutos. Amanhã de manhã iria embarcar para Paris. Lamentavelmente não poderei dar esses dois concertos», lamentou o cantor que, em junho passado, sofreu um enfarte do miocárdio e esteve internado durante dois dias no Hospital de Faro, sempre estável e livre de perigo.

CeNTI em projeto europeu de oito milhões para acelerar digitalização das empresas

O CeNTI é a única entidade portuguesa que faz parte de um projeto europeu que tem oito milhões de euros para acelerar a digitalização das empresas. E são já 46 as empresas com acesso direto a um conjunto alargado de serviços de valor acrescentado, desde a testagem e manufatura de produtos eletrónicos, suporte ao desenvolvimento até à formação.

O projeto está em funcionamento desde 2020 até final de 2022. Numa próxima fase, as empresas vão ter acesso a uma rede europeia de colaboração, constituída por várias empresas, start-ups e investigadores, que criam um ecossistema de inovação para conjugar esforços.

Suportando-se na eletrónica flexível, o projeto pretende fomentar o desenvolvimento de produtos tão inovadores como têxteis que permitem aliviar a dor, vestuário que monitoriza a postura corporal e equipamentos que emitem luz que os torna visíveis no escuro.

Durante a primeira fase do projeto, as empresas podiam concorrer a oportunidades financiadas para usufruir destes serviços, de que estão a beneficiar. Posteriormente, empresas poderão recorrer ao markeplace para acederem a estes serviços a um preço justo.

A par do Centro de Nanotecnologia, que tem instalações em VN Famalicão, fazem parte do consórcio diversas empresas, centros de investigação e inovação e organizações focadas na eletrónica flexível, eletrónica orgânica, nanotecnologia e tecnologias digitais. Recorde-se que a eletrónica flexível está hoje presente em vários setores – automóvel, saúde e bem-estar, têxtil, eletrónica de consumo, energia, embalagens – e permite tornar os objetos inteligentes, conferindo-lhes propriedades e funcionalidades únicas e garantindo a partilha de informação entre os objetos e o utilizador. A sua aplicação traz, por isso, ganhos acrescidos para as empresas, que podem, assim, responder às atuais tendências digitais com soluções tecnológicas disruptivas, úteis e com elevado valor para o mercado.

Covid-19: Novo máximo de casos, 43.729, nas últimas 24 horas

Portugal registou, nas últimas 24 horas, 43.729 novos casos pelo novo coronavírus, um novo máximo diário. Há, ainda, a lamentar 46 mortes.

A região Norte contabiliza 18.116 novas infeções e 11 mortes.

Os internamentos, nas enfermarias, sobem: 1955 (mais 17); em UCI desce, 160 doentes (menos 14)

Economia: Brasmar renova selo Sabor do Ano pela sexta vez consecutiva

A empresa alimentar Brasmar, com uma unidade em Famalicão, renovou o Selo Sabor do Ano.

Em 2022, este selo é atribuído ao Polvo Limpo Ultracongelado e pelo terceiro ano aos Lombos e Postas de Bacalhau Demolhado Ultracongelado.

Para Fátima Macedo, responsável pela marca da Brasmar, «os excelentes resultados que, mais uma vez conseguimos, comprovam que os consumidores reconhecem o polvo e o bacalhau da Brasmar enquanto símbolos de qualidade».

Na unidade da Trofa, a Brasmar apresenta uma capacidade de produção mensal para o polvo limpo, premiado com o Sabor do Ano pelo 6º ano consecutivo, de mais de 500 toneladas.

Já o bacalhau, das 6 unidades industriais da Brasmar, 5 delas processam bacalhau e 3 dedicam-se em exclusivo à produção de bacalhau salgado e seco, nomeadamente, na Noruega, Gafanha da Nazaré e Famalicão. É na unidade da Trofa que se produz mensalmente 500 toneladas de bacalhau demolhado, premiado Sabor do Ano pelo 3º ano consecutivo.

A Brasmar, empresa participada do VigentGroup e do private equity MCH, foi fundada em 2003, assumindo atualmente a posição de líder nacional no setor alimentar de produtos do mar. A marca está atualmente presente em mais de 40 países, contando com unidades industriais em Portugal, Espanha e Noruega e com mais de 650 colaboradores. Em 2020, ano em que se constituiu a holding – Brasmar Group SGPS, a faturação do grupo ascendeu aos 191 milhões de euros.