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UGT garante que consegue colocar Salário Mínimo acima dos 600 euros

O secretário-geral da UGT garantiu este sábado que vai conseguir colocar o Salário Mínimo Nacional acima dos 600 euros, mas considerou «ridícula» a exigência de 650 euros feita pela CGTP. Carlos Silva garante que nem o Governo nem as empresas têm dinheiro para viabilizar a exigência também assumida pelos comunistas.

Para o secretário-geral da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Carlos Silva, o aumento do Salário Mínimo Nacional para 650 euros «não vai ser de certeza». Isso por «nem o Governo vai em loucuras nem os portugueses acreditam no ridículo da proposta» já assumida pela CGTP, vincou Carlos Silva. O dirigente nacional da UGT, que falava na cerimónia de encerramento do 3.º Congresso da UGT Braga considerou a proposta da central sindical dirigida por Arménio Carlos «uma fuga para a frente». «Mas nós não fazemos fugas para a frente, porque em primeiro lugar, para nós, está o país. E perceber que valor as empresas podem pagar», sublinhou o também militante do Partido Socialista, deixando claro que é necessário «perceber o que o Estado também pode pagar, porque ele é o maior empregador do país».

Carlos Silva deixou claro que a UGT «não vai em maluqueiras», mas vai conseguir arrancar do Governo «mais de 600 euros» porque «o compromisso está estabelecido». Por isso, quando a UGT «disser quanto é, o país saberá e compreenderá que a UGT deixa o Bloco para trás e deixa muito longe a CGTP», vincou o sindicalista, que apontou o conhecimento «do valor do pragmatismo e do realismo a que o país pode responder como a maior qualidade da UGT». Para ilustrar o peso nas contas públicas de um aumento para mais de 600 euros, Carlos Silva salientou que na Administração Pública Central e Local e nas empresas privadas existem centenas de milhares de trabalhadores a ganhar o Salário Mínimo Nacional.

Para o líder da UGT, a capacidade para chegar a acordo com o Governo e com os patrões está na capacidade de uma negociação realista. «E temos é que perceber que a negociação é um denominador comum, onde todos ganham e todos perdem», destacou, deixando claro que apesar de assumir uma posição reivindicativa em várias questões laborais, como o combate à precariedade, a UGT «tudo fará» para garantir «estabilidade governativa e paz social, porque Roma e Pavia não se fizeram num dia». «Mas quando não há possibilidade de termos paz social, não temos medo de ir para rua», referiu, alegando que foi a UGT que, esta semana, «fechou 700 escolas no país» e levou o ministro da Saúde a assinar «um acordo histórico» com os profissionais de saúde. Carlos Silva expressou o desejo de conseguir um acordo similar para o setor da Educação, vincando que «o Governo está a fazer o seu trabalho» e que a UGT «tudo fará para premiar os que se sentam à mesa [da Concertação Social] com o princípio do compromisso».

Fonte: Diário do Minho

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