TUDO OCORRÊNCIAS MENORES

REVOLUÇÃO. Os comunistas andam por aí a comemorar efusivamente o centenário da Revolução de Outubro de 1917. Mas comemoram o quê? O Golpe de Estado? O regime de tirania, crueldade e terror imposto por Lenine?  A fome, a miséria, a carnificina e as guerras que instigou e patrocinou? A ditadura e o totalitarismo?  O saque violento e a apropriação da propriedade privada? A opressão, a perseguição, o silenciamento, a tortura e o assassinato “em nome do povo”? A morte de mais 100 milhões de pessoas? O que comemoram, afinal, tão entusiasticamente os comunistas?

PANTEÃO. António Costa, classificou o jantar no Panteão Nacional como uma utilização “absolutamente indigna do respeito devido à memória dos que aí honramos”. O Presidente da República concorda. Concordando-se ou não, a desfaçatez de António Costa é gritante. A realização do jantar do encerramento da  Web Summit,  naquele espaço, foi previamente abordado com o seu governo, autorizado pelo seu governo e nele participaram membros do seu governo. Tão pouco esta foi a primeira vez. No passado mês de outubro, a NAV Portugal, uma empresa pública tutelada pelo Ministério do Planeamento de Infraestruturas aí realizou o seu jantar de gala. António Costa toma os portugueses por imbecis e distraídos.

 ACONTECE. Uma auditoria do Tribunal de Contas conclui que o governo falseou os dados estatísticos de modo a diminuir artificialmente as listas e os tempos de espera para consultas e intervenções hospitalares. Uma “questão informática” comenta o governo. Pela primeira vez, num hospital público, um surto de Legionella infeta cinco dezenas de doentes e provoca a morte de cinco deles. Apenas “falhas técnicas” assegura o Ministro da Saúde. A PSP, por ordem do Ministério Público, interrompe os velórios para levar os corpos para autópsia. “São situações que acontecem” diz o governo perante o episódio macabro e a dor causada às famílias. Tudo é relativizado. Nada é grave. Para este governo os problemas são sempre ocorrências menores, são “situações que acontecem”.

Jorge Paulo Oliveira

(Deputado do PSD na Assembleia da República)

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