Tribunal decreta encerramento da SAD da Oliveirense

O Juízo de Comércio de Vila Nova de Famalicão decretou, segundo despacho de quinta-feira passada, 30 de janeiro, o encerramento da Associação Desportiva Oliveirense, Futebol, SAD que, assim, está impossibilitada de praticar qualquer ato de gestão. Pode, no entanto, a SAD ou qualquer outro credor, recorrer do despacho, e tem 15 dias para o fazer, mas o recurso não tem efeitos suspensivos. Com a decisão judicial, cessam, também, todos os contratos de trabalho.

Não é normal que uma decisão como esta aconteça antes da assembleia de credores, marcada para 27 de fevereiro, mas as informações recolhidas pelo administrador da insolvência levou-o a pedir o encerramento antecipado da SAD e o tribunal aceitou o pedido.

A SAD da AD Oliveirense funciona de forma caótica, onde «quem pode mandar, não quer, e quem quer mandar, não pode», assim escreve o administrador de insolvência no pedido feito ao tribunal.

No documento a que CIDADE HOJE teve acesso, com data de 27 de janeiro passado, o administrador da insolvência, ao longo de 13 páginas, expõe a situação da Associação Desportiva Oliveirense, Futebol SAD que foi declarada insolvente a 17 de dezembro de 2019.

Ao longo do documento, é manifesta a dificuldade em se perceber quem manda e quem faz o quê na SAD, há reservas quanto ao quadro de pessoal, bem como ao montante das dívidas. O não cumprimento das obrigações fiscais, pelo menos desde o início da presente época e documentos sem assinaturas originais (cópias de outros documentos) são, entre outras, situações graves descritas no relatório.

No pedido feito ao tribunal, o administrador descreve, por exemplo, que a presente época carece de qualquer planeamento financeiro, dada a insuficiência de receitas próprias; que desde julho de 2019 não há contabilidade organizada; bem como assinala que a insuficiência de capitais próprios e/ou receitas não garantem o cumprimento das obrigações – salários e outros encargos.

Perante este cenário, o administrador da insolvência requereu, a 27 de janeiro, ao Juiz do Tribunal da Comarca de Braga – Juízo do Comércio de Vila Nova de Famalicão, autorização para promover o encerramento antecipado da insolvente, antes da assembleia de 27 de fevereiro, pedido que foi aceite, conforme despacho de 30 de janeiro, a que CH teve acesso.

Ao longo das últimas horas, CH teve contactos com elementos próximos da SAD que dizem desconhecer a decisão judicial, assumindo que tudo corre normalmente e que até foram inscritos novos jogadores nos últimos dias.

Recorde-se que o pedido de insolvência da SAD da Oliveirense foi feito pelo ex-treinador Manuel Jesus Crespo Garcia, por falta de pagamento de salários que lhe eram devidos quando serviu o clube no início da presente época desportiva.

A AD Oliveirense, que compete no Campeonato de Portugal, tem jogo marcado para este domingo, no Campo de Ribes, com o Mirandela.

Famalicão: Autor de ameaças é apanhado com armas e munições

Esta sexta-feira, a GNR de Famalicão identificou e constituiu arguido, um homem de 49 anos, pelo crime de ameaças.

No âmbito do respetivo inquérito crime por ameaças, foram realizadas buscas domiciliárias – uma em oficina e seis em viaturas – que culminaram na apreensão de quatro espingardas calibre 12; uma arma de ar comprimido; e 97 cartuchos de calibre 12.

Os factos foram remetidos ao Tribunal Judicial de Vila Nova de Famalicão.

Famalicão: Alunos da D. Sancho experimentaram a vida militar

Quarenta jovens do 10.º e 12.º anos da Escola Secundária D. Sancho I visitaram o Regimento de Artilharia n.º 5 do Exército Português, em Vendas Novas.

A participação, que decorreu nos dias 28 e 29 de maio, esteve inserida no projeto Ser Militar, com o objetivo de desenvolver competências fundamentais como a camaradagem, a resiliência, a liderança e a capacidade de tomada de decisão sob pressão; além de aproximar os jovens das Forças Armadas e dos seus valores.

Acompanhados por 3 professores e 2 assistentes operacionais, executaram diversos exercícios como pista de obstáculos, topografia diurna e noturna, provas de liderança, demonstração de capacidades militares e hastear da Bandeira Nacional.

Famalicão: Dia do Dador de Sangue com colheita nos BV Famalicenses

No âmbito do vigésimo Dia do Dador de Sangue Famalicense, no dia 10 de junho, o quartel dos Bombeiros Voluntários Famalicenses recebe, entre as 9 e as 12h30, uma colheita de sangue, pelo Instituto Português do Sangue e da Transplantação.

Esta iniciativa, levada a cabo pela Associação de Dadores de Sangue de VN Famalicão faz parte da programação das Festas Antoninas. Antes da colheita de sangue, às 9 horas, na Matriz Antiga será celebrada eucaristia em memória dos dadores e diretores falecidos.

Mais tarde, às 13 horas, no Centro Pastoral de Santo Adrião, decorre o almoço de confraternização, seguido da sessão solene para entrega de galardões, com animação com Vítor Faria.

Famalicão: Gracafe promove noite de música e convívio

Na noite de 9 de junho, a partir das 21 horas, a GRACAFE – Associação Cultural de Pedome promove um convívio, na Rua de Faldrães, com atuação de Miguel Riva e Banda.
A associação de Pedome promete ambiente acolhedor, boa disposição e muita música ao vivo. A entrada é livre.

Famalicão: Fim de semana de festa Ruivães

Este fim de semana, na paróquia de Ruivães celebra-se a festa em honra da Senhora da Soledade. Amanhã, sábado, às 21h30, decorre a procissão de velas do Calvário para a igreja paroquial, com a participação dos escuteiros da freguesia.

No domingo, às 10h30, nova procissão, desta feita da igreja para o Calvário; às 11h15, na capela, celebra-se a missa solene. Na tarde deste dia, a partir das 16 horas, procissão do Calvário ao Cruzeiro. No final decorre um arraial minhoto.

Famalicão: Diogo Barros apresenta romance “O Chão Que a Minha Mãe Lava”

O ativista e escritor famalicense apresenta o seu primeiro romance, “O Chão Que A Minha Mãe Lava”, no próximo dia 10 de junho, quarta-feira, às 14h30, no Café 25 de Abril, localizado na Rua 25 de Abril, N 87, em Delães, terra natal do autor.

Diogo Barros, conhecido pelo seu envolvimento no cenário político e como cofundador do movimento Humanamente, diz que o livro pretende ser um «grito de guerra contra a precariedade laboral e a ascensão de discursos extremistas». A narrativa centra-se na jovem Maria, de 18 anos, e na sua mãe, Rosa, uma mulher que se desdobra em três empregos para “lavar o chão que a elite pisa”.

Segundo o autor, o livro tem por preocupação confrontar o leitor com «a escolha entre o silêncio e o risco da luta, espelhando a raiva de uma geração que procura a teoria para transformar a sua realidade».

Os interessados terão a oportunidade de conhecer o autor e adquirir um exemplar autografado. A entrada é livre.