AFSA reage a episódio de violência no final de jogo de futebol

A direção Associação de Futebol de Salão Amador de Famalicão (AFSA) já reagiu ao episódio de violência, registado no final do jogo entre a AD Pedome e o Grac, na noite desta sexta-feira, e que terminou com quatro adeptos hospitalizados.

Leia o comunicado:

A direção Associação de Futebol de Salão Amador de Famalicão (AFSA) repudia e condena os atos de violência que sucederam…

Publicado por AFSA – Associação Futebol Salão Amador de Vila Nova de Famalicão em Sábado, 7 de março de 2020

“Violência [doméstica]” é a palavra do ano 2019

“Violência [doméstica]” recolheu 27,7% dos mais de 20.000 votos registados, divulgou hoje a Porto Editora.

A escolha é justificada pela Porto Editora “em consequência dos inúmeros casos que foram sendo conhecidos ao longo do ano e que, infelizmente, resultaram em vítimas mortais – de acordo com notícias recentes, foram 35 mulheres, homens e crianças assassinadas em Portugal no contexto de violência doméstica só no ano passado”.

Em segundo lugar, a apenas uma décima de distância ficou a palavra “sustentabilidade”, que “liderou a votação desde o início até praticamente o final da votação, ficando assim notória a crescente preocupação que o tema da sustentabilidade desperta na sociedade portuguesa perante as sérias ameaças que pendem sobre a vida coletiva em consequência das alterações climáticas”, segundo comunicado da editora.

Outro tema “que não passou ao lado dos portugueses é o problema da difusão de informações falsas através das redes sociais”: ”desinformação” ficou em terceiro lugar com 13,8% dos votos.

A divulgação dos resultados da votação da “Palavra do Ano”, que esteve ‘online’ durante o passado mês de dezembro, foi feita esta manhã pela Porto Editora, na Biblioteca Municipal José Saramago, em Loures, nos arredores de Lisboa.

“Esta iniciativa vem sublinhar o poder das palavras ao refletir o quotidiano da nossa sociedade em cada ano: os factos, os hábitos, os acontecimentos, as preocupações coletivas”, refere a editora, promotora da iniciativa, numa nota.

Os dados mais recentes da Polícia Judiciária, divulgados pelo Governo, revelaram que até ao dia 22 de novembro foram mortas 33 pessoas em contexto de violência doméstica, nomeadamente 25 mulheres, uma criança e sete homens, tendo também havido um aumento de mais de 10% das ocorrências participadas à GNR e à PSP entre janeiro e setembro de 2019, além de uma subida de cerca de 23% nos atendimentos na rede nacional de apoio às vítimas de violência doméstica.

Já dados divulgados pelo Observatório de Mulheres Assassinadas (OMA) da União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR) referem, que entre 1 de janeiro e 12 de novembro de 2019, foram mortas 28 mulheres, mais oito do que no ano anterior.

A estas mortes juntam-se as de duas outras mulheres; uma assassinada em Cascais, pelo companheiro, e outra mulher com cerca de 35 anos, cujo homicídio ocorreu nos últimos dias do ano em Leiria.

Aos três primeiros lugares, sucederam-se por ordem decrescente os termos “jerricã” com 7,5%, “nepotismo” com 5,7%, “seca”, com 4,3%, “trotinete”, com 4,2%, “lítio”, com 4,2%, “influenciador”, com 4%, e, em último lugar, “multipartidarismo” (1%).

A iniciativa Palavra do Ano teve a sua primeira edição em 2009, quando foi escolhido o termo “esmiuçar”.

“Violência [doméstica]” sucede a “enfermeiro”, escolhida em 2018, numa votação que contou com mais de 226 mil participações.

O ano passado a eleita foi a palavra “enfermeiro”, com 37,8% dos 226 mil votos validados, seguida de “professor”.

Nos anos anteriores as vencedoras foram ”esmiuçar” (2009), “vuvuzela” (2010), “austeridade” (2011), “entroikado” (2012), “bombeiro” (2013), “corrupção” (2014), “refugiado” (2015), “geringonça” (2016) e “incêndios” (2017).

Casos de Violência Doméstica: GNR retira armas e mais de 2 mil munições aos agressores

O Comando Territorial de Braga, através do Posto Territorial de Fafe, ontem, dia 15 de outubro, apreendeu cinco armas de fogo e mais de 2 mil munições, relacionadas com crimes de violência doméstica e de posse de arma proibida, no concelho de Fafe.

No âmbito da investigação por violência doméstica, os militares apuraram que um homem de 55 anos agredia, ameaçava e injuriava a sua esposa, de 59 anos. Foi realizada uma busca domiciliária que permitiu apreender uma caçadeira.

No seguimento de uma outra investigação, independente da anterior, que durava há um mês e meio, relacionada com a posse de arma ilegal, os militares apuraram que um homem, de 76 anos, teria armas e munições na sua posse, sem que estivesse habilitado para tal. Foi realizada uma busca domiciliária tendo sido apreendidas 2 157 munições de diversos calibres, três espingardas, uma espingarda de pressão de ar e uma pistola.

Os suspeitos foram constituídos arguidos e os factos remetidos ao Tribunal Judicial de Fafe.

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