Centro da vila de Joane alvo de alterações profundas

Decorre até 17 de abril o período formal de discussão pública da proposta de delimitação da Unidade de Execução da UOPG 5.2 – Expansão da Área Central de Joane.

A aprovação desta proposta permitirá, em primeiro lugar, infraestruturar uma área urbana adjacente a uma zona urbana já estabilizada, situada entre a Estrada Nacional 206, a antiga feira e o Parque da Ribeira, bem como criar um novo espaço verde público para utilização recreativa e de lazer com ligação ao referido parque.

A proposta para a delimitação desta Unidade de Execução incide sobre uma área de 26 mil metros quadrados e visa o reparcelamento e a infraestruturação de um espaço urbanizável para a construção de edifícios multifamiliares destinados aos usos de habitação, comércio e serviços numa das zonas centrais da vila.
Durante este período de discussão pública os interessados poderão, por escrito, formular reclamações, sugestões ou observações, através do correio eletrónico [email protected] e por via postal, ou por telefone, através do número 252 320 900.

Riba de Ave acredita no futuro… mas não esquece o passado

Na sessão solene evocativa do 32.º aniversário de elevação de Riba de Ave a vila foi vincada a ideia de que a comunidade deve continuar a reagir contra a perda de vários serviços públicos. As obras de requalificação do Teatro Narciso Ferreira e da escola básica são sinais «de um novo futuro que encaramos com ânimo», assumiu, na noite desta quarta-feira, a presidente da Junta de Freguesia, Susana Pereira. Obras que, segundo Paulo Cunha, vão em contraciclo com tudo aquilo que tem acontecido na comunidade.

O presidente da Câmara Municipal, numa alusão à perda do balcão da Caixa Geral de Depósitos e dos CTT, bem como o fim dos contratos de associação com as escolas da vila, fala em ações «que evidenciam que não concordamos com as decisões que foram tomadas no passado e que muito prejudicaram as expectativas de Riba de Ave, mas são também ações que dão um sinal à comunidade de que há instâncias no poder público que têm em conta aquilo que são os interesses da comunidade e que criam condições para que haja investimento económico, desenvolvimento e qualidade de vida».

Na sessão solene houve homenagens. No campo desportivo foram entregues de sete prémios de mérito: ao Clube de Xadrez A2D da Didáxis, ao ciclista Luís Machado, ao jogador da Seleção Portuguesa de Futsal do Clero, Padre Vitor Pinheiro, ao clube de pesca desportiva Centro Popular de Trabalhadores, ao praticante de Karting Ilídio Fernandes e aos hoquistas Diogo Abreu e Gonçalo Machado.

Na área cultural, destaque para a homenagem à Orquestra Juvenil da Banda de Música de Riba de Ave. O Prémio de Mérito de Cidadania foi para a docente já aposentada da Didáxis de Riba de Ave, Irene Alferes.

Vila de Joane em festa com a Feira Rural

A vila de Joane recebe este fim de semana uma das suas maiores festas. A Feira Rural de Joane decorre este sábado e domingo, no Parque da Ribeira.

No primeiro dia do evento organizado pelo Grupo Etnográfico Rusga de Joane a programação funde-se com o Peles – Internacional Drum Fest, com concertos de orquestras de percussão, arraial minhoto e folclore.

O domingo fica marcado pela recriação de um mercado à moda antiga, entre as 9 e as 19 horas, com a venda de produtos hortícolas, frutícolas, vinícolas, animais vivos, trajes, artesanato e tasquinhas tradicionais. Um grupo de cavaquinhos, folclore, concertinas e Maria do Sameiro animam musicalmente o dia.

Programa

Sábado, 14 de setembro

ARRAIAL MINHOTO e PELES – INTERNATIONAL DRUM FEST

18h30 e 22h15 – PELES – 4º encontro de orquestras de percursão comunitárias e sociais

21h30 – Rancho Paroquial de Guifões – Matosinhos

Domingo, 15 de setembro

10h30 – Grupo Cavaquinhos do Porto

15h00 – Rancho Folclórico e Recreativo de São Martinho de Candoso – Guimarães

15h30 – 11º Encontro de Concertinas de Joane

17h00 – Maria do Sameiro

Renascimento do Teatro Narciso Ferreira traz dinamismo e centralidade a Riba de Ave

A reabilitação física e cultural do Teatro Narciso Ferreira, em Riba de Ave, uma obra emblemática da freguesia que está atualmente em estado de ruína, é vista como um sinal de revitalização da própria vila.

“Vamos reerguer este edifício e vamos fazê-lo num contexto de rejuvenescimento de Riba de Ave”, afirmou o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, esta segunda-feira, durante a assinatura do auto de consignação, que marcou o arranque das obras de reabilitação do edifício.

Encerrado desde os anos 90, altura em que estalou a crise do sector têxtil que afetou o Vale do Ave, o Teatro Narciso Ferreira deverá voltar a abrir portas no final de 2020, através de um projeto de recuperação que chega aos 3,5 milhões de euros e cuja obra foi entregue à empresa Costeira – Engenharia e Construção, SA.

Com verbas aprovadas no âmbito do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU), assinado entre a autarquia e o Programa Operacional Norte 2020, o município tem garantido um cofinanciamento FEDER, no valor de 2,9 milhões de euros.

O lançamento desta obra é um “momento marcante para Riba de Ave. A vila vai ganhar uma nova valência e um conjunto de condições que lhe vai permitir ter uma atividade cultural. Riba d’Ave voltará a ter uma centralidade cultural, recreativa e lúdica. Voltará a ter condições para que as forças vivas desta comunidade ganhem um novo dinamismo e vitalidade”, assinalou Paulo Cunha.

Visivelmente emocionada, a presidente da Junta de Freguesia de Riba d’Ave, Susana Pereira, realçou que a recuperação do teatro “é um momento simbólico que traz uma nova esperança à freguesia”. A autarca que se recorda bem “das tardes de cinema e de teatro no edifício” salientou que se trata de “um equipamento único pela sua história e pelo fim a que se destina e ímpar pela sua obra”.

“Riba D’Ave perdeu as escolas, os CTT saíram da avenida. Têm acontecido coisas muito más e espero que com as obras do teatro, e a atividade que aqui se vai desenvolver, traga uma nova dinâmica”, salientou ainda Susana Pereira.

A requalificação do Teatro Narciso Ferreira, inaugurado em 1944 e batizado em honra do empresário têxtil responsável pela construção das fábricas mais importantes de Riba de Ave no século XX, é assim um investimento fundamental para o desenvolvimento sócio-económico da vila.

A requalificação, projetada pelo arquiteto Noé Dinis, “um filho da terra” vai preservar os traços exteriores, desenhados pelo arquiteto portuense Manuel Amoroso Lopes, mas remodelar todo o interior. “Trata-se de um belo exemplar da arquitetura modernista que importa manter”, referiu Noé Dinis, salientando que “a obra deverá homenagear a inovação e carater empreendedor de Narciso Ferreira e levar a bom porto o desígnio de desenvolvimento que Riba de Ave merece”.

O projeto foi elaborado em colaboração com ESMAE e com o arquiteto José Prata, nomeadamente no que respeita às áreas de Arquitetura de Cena e Acústica.

O Teatro Narciso Ferreira vai-se tornar num espaço multifacetado, preparado para espetáculos de teatro, de dança ou de música e para sessões de cinema e capaz de responder às necessidades da própria comunidade, mas também de albergar alguns espetáculos de âmbito mais profissional.

A sala de espetáculos apresentará uma tipologia contemporânea multifuncional, de cota única, contemplando uma bancada telescópica motorizada e um teto técnico integral praticável, características que lhe permitirão configurações cénicas variáveis, capazes de responder tanto a desafios criativos específicos quer a montagens mais tradicionais, e ainda a utilizações de carácter lúdico e de atividades do âmbito da formação e da vida comunitária. Reunirá ainda os requisitos técnicos necessários à realização de assembleias, reuniões magnas, atos públicos e sessões solenes; conferências, palestras e apresentações; dança; música de câmara e/ou solista – vocal e/ou instrumental; música moderna e contemporânea com componente eletroacústica dominante; Ópera e Teatro.

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