Santuário de Fátima prevê despedir até 50 trabalhadores

Devido à queda abrupta nas receitas causadas pela epidemia de covid-19, o Santuário de Fátima tem em curso um plano de reestruturação que prevê o despedimento até 50 trabalhadores.

O Santuário de Fátima iniciou um plano de reestruturação interna e informou os trabalhadores da situação.

A pandemia causou inúmeros constrangimentos e uma crise económica em todos os setores e o turismo, incluindo o religioso, não foi exceção, com um impacto muito significativo no fluxo de trabalho e na gestão económico-financeira do Santuário.

 

Eurodeputado do PCP ao lado dos trabalhadores da Continental

João Ferreira, deputado do PCP no Parlamento Europeu, esteve esta segunda-feira com os trabalhadores da Continental Mabor que estão em protesto contra a redução do salário e alteração dos horários de trabalho. São cerca de 650 funcionários da empresa que trabalham no turno do fim de semana.

O eurodeputado comunista mostrou-se solidário com a luta destes trabalhadores que considera «justa» e promete levar estas reivindicações até ao Parlamento Europeu. «Estamos a falar de uma empresa que, ao longo dos anos, tem vindo a beneficiar de generosos apoios públicos; inclusivamente, financiamentos da união europeia. A utilização deste tipo de apoios públicos tem por condição o respeito pelos direitos dos trabalhadores», sublinha o deputado comunista.

Entretanto, a comissão de trabalhadores reuniu esta segunda-feira com representantes da administração da empresa para tentar chegar a um acordo. Os trabalhadores, na voz do sindicalista Fernando Costa, prometem endurecer a luta se a empresa não for sensível às pretensões destes colaboradores.

BE e Câmara em desacordo quanto aos direitos dos trabalhadores

O Bloco de Esquerda denuncia, em comunicado, que a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão processou cortes nos vencimentos de cerca de mil funcionários que estiveram em casa nos meses de Abril e Maio. A estimativa é que estes trabalhadores tenham perdido cerca de 100 euros mensais relativos ao subsídio de alimentação.

A concelhia do BE exige ao município que «adote também medidas de proteção dos seus trabalhadores, restituindo os pagamentos e garantindo que os seus trabalhadores não percam direitos nem capacidade orçamental numa fase de dificuldade».

Entretanto, na resposta, a Câmara Municipal de Famalicão garante que defende os direitos dos trabalhadores e cumpre as regras da administração pública. Relembra o despacho do Conselho de Ministros de n.º 3614-D/2020, que estabelece que o funcionário em teletrabalho mantenha o subsídio de refeição, mas não estabelece para os trabalhadores em regime de disponibilidade, caso das “equipas em espelho”.

Assim, o município informa que no mês de março foram descontados subsídios de alimentação a 59 trabalhadores; no mês de abril foram descontados subsídios de alimentação a 189 trabalhadores; não foi descontado subsídio de alimentação aos trabalhadores que se encontravam em regime de teletrabalho.

Continental enfrenta um dos anos mais difíceis da sua história

A empresa Continental Mabor, de Lousado, está a produzir apenas a 40% do que seria normal numa semana de trabalho. Os trabalhadores estão a laborar por turnos, com os de fim de semana incluídos na semana de trabalho.

Segundo o administrador da empresa, Pedro Carreira, tal não se deve ao Plano de Contingência para combater a covid-19, mas por causa da redução das encomendas. «Deve-se a uma quebra brusca e clara do setor automóvel», reconhece o administrador da empresa, em declarações à imprensa, esta segunda-feira, durante uma visita do Primeiro-Ministro e do Ministro da Economia à empresa de Famalicão.

Apesar de estarem a trabalhar com dificuldades e de reconhecer que «este será um dos anos mais difíceis da história desta empresa», Pedro Carreira garante que os postos de trabalho (a termo certo ou a prazo) são para manter. As perspetivas de regressar aos planos iniciais da empresa só lá para o ano de 2021.

Recorde-se que a empresa, com cerca de 2.300 trabalhadores, esteve parada 15 dias, mas desde abril que retomou a laboração de forma parcial. Metade dos trabalhadores cumpre duas semanas e a outra metade fica em casa em lay-off. Depois invertem-se os papéis. Desta forma garante a quarentena dos trabalhadores e o despiste da doença.

O Ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, disse que a visita à Continental e a outras empresas do Norte serviu para analisar no terreno como estão as empresas a regressar à normalidade, após um período de paragem devido ao covid-19.

«Viemos ver como uma grande exportadora retoma a laboração, mas também perceber como se estão a adaptar a um novo conceito de trabalho e a regras de higiene, saúde e segurança no trabalho que têm de ser mais exigentes», explicou o Ministro.

PCP defende continuidade da feira e do mercado

A concelhia do PCP recomenda ao executivo municipal uma série de medidas de prevenção à infeção pelo covid-19, e também algumas de incentivo à economia local.

Através do seu deputado na Assembleia Municipal, Daniel Sampaio, diz que é preciso manter a feira semanal e o mercado em funcionamento, com o cumprimento das devidas medidas de distanciamento, por entender que estes espaços são a oportunidade para estes pequenos comerciantes e produtores escoarem os seus produtos.

O PCP propõe também a desinfeção dos espaços públicos, nomeadamente transportes, paragens, instalações públicas, contentores, zonas de maior passagem, etc. Recomenda que sejam criadas condições e fornecido o material necessário para que os alunos que recorrem às refeições diárias as possam levar para casa em regime de take-away.

Acrescenta que o material de proteção individual, como máscaras, luvas batas, deve ser entregue pelas autoridades sanitárias. O PCP condena, assim, o PS por ter andado a distribuir máscaras na feira semanal, uma atitude que o PCP classifica de «populismo» e «oportunismo eleitoralista».

Além da defesa da saúde e da economia local, o PCP diz que é necessário defender os direitos laborais. Este partido mostra-se atento aos «abusos» da parte dos empresários e promete denunciar situações de despedimento, férias forçadas, propostas de banco de horas e de lay-off, etc.

Coronavírus: Sindicato dos Trabalhadores dos Registos diz que serviços não estão preparados

“O STRN lamenta que os trabalhadores não tenham sido informados de normas orientadoras no procedimento a ter contra o novo vírus”, afirma em comunicado a direção da estrutura sindical.

O sindicato denunciou assim a “inexistência de medidas profiláticas” para prevenção de infeção, a falta de orientações para a mitigação de eventuais consequências de contágio e o facto de não ser conhecido qualquer plano de contingência ou informação sobre como atuar nos diversos cenários que podem colocar-se.

O sindicato espera medidas da tutela, nomeadamente na Região Autónoma da Madeira. Pede que sejam distribuídas máscaras aos trabalhadores, desinfetante para mãos e objetos, bem como um manual de procedimentos.

O sindicato alega que os trabalhadores estão particularmente expostos quando fazem atendimento público.

“A falta de 1.500 trabalhadores, os equipamentos totalmente obsoletos e as aplicações sempre a falhar, têm como consequência elevados tempos de espera que fazem com que os cidadãos permaneçam durante muito tempo dentro dos serviços”, lê-se no comunicado.

No documento, o sindicato diz que a falta de condições de saúde, segurança e higiene “na esmagadora maioria dos serviços”, que se encontram “deficientemente instalados em espaços exíguos e sem a devida ventilação” não podia ser pior para este tipo de doenças.

Os trabalhadores, refere a estrutura, têm uma média etária de 57 anos: “Encontram-se nos grupos de risco mais suscetíveis a este tipo de doenças”.

O surto de Covid-19 – a doença provocada pelo novo coronavírus, que pode causar infeções respiratórias como pneumonia – já provocou cerca de 3.200 mortos e infetou mais de 93.000 pessoas em 78 países, incluindo cinco em Portugal.

Das pessoas infetadas, cerca de 50.000 recuperaram.

Além de 2.983 mortos na China, há registo de vítimas mortais no Irão, Itália, Coreia do Sul, Japão, França, Hong Kong, Taiwan, Austrália, Tailândia, Estados Unidos da América e Filipinas.

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