Famalicão: Riopele tem produção a trabalhar apenas quatro dias por semana

A Riopele, empresa têxtil de Pousada de Saramagos, está a laborar, desde o início de novembro, apenas quatro dias por semana, devido à falta de encomendas, segundo conseguiu apurar Cidade Hoje.

Os trabalhadores da produção estão a folgar à segunda-feira. Não são penalizados no salário e os dias em falta passam a constar de um banco de horas que serão descontadas quando a empresa precisar de trabalho extraordinário.

 

 

Famalicão: Segundo ciclo de conferências do Museu da Indústria Têxtil

O II Ciclo de Conferências do Museu da Indústria Têxtil arranca a 26 de setembro sob o tema: “Percursos e memórias da indústria na bacia do Ave. Ciclo de Conferências com visita guiada”.

Devido ao plano de contingência, a participação é limitada a 25 participantes. Inscrições gratuitas e obrigatórias, através do email:[email protected].

Neste dia 26 de setembro, a conferência é sobre o tema “A importância dos rios para a atividade industrial em Vila Nova de Famalicão: um contributo histórico-geográfico a partir dos trabalhos dos serviços hidráulicos». Para fazer a palestra foi convidado Francisco Silva Costa, do Departamento de Geografia da Universidade do Minho. Esta marcada para as 15 horas, na Central Hidroelétrica de Santa Rita, Fafe.

A segunda conferência deste ciclo será no dia 21 de novembro, pelas 15h00, sobre o tema “A indústria da Memória: análise da construção simbólica da Sampaio Ferreira e Companhia como património industrial de Riba de Ave”. Inclui visita a Riba de Ave. O orador escolhido foi Guilherme Pozzer, da Universidade do Minho.

A última conferência realiza-se a 12 de dezembro, também pelas 15h00, com a visita ao Hotelar Têxtil, instalada na antiga Fábrica de Fiação e Tecidos do Rio Vizela, em Negrelos, Vila das Aves. O coordenador científico do Museu da Indústria Têxtil da Bacia do Ave, José Manuel Lopes Cordeiro, abordará o tema: “A evolução societária da Fábrica de Fiação e Tecidos do Rio Vizela no 175.º aniversário da sua fundação (1845-2020)”.

 

Setor têxtil e do vestuário apresenta melhorias mas ainda vive dias de instabilidade

O setor têxtil e do vestuário continua a viver dias de complexidade e instabilidade por causa da covid-19. Segundo dados da ATP – Associação Têxtil e Vestuário de Portugal, as exportações de têxteis e vestuário caíram no mês de julho 8%, em termos homólogos, mas verificou-se uma melhoria face aos meses anteriores, uma vez que em abril caiu 42%, em maio 29% e junho 13%, sempre face aos mesmos meses do ano anterior.

Em contraciclo estão os têxteis-lar que registaram uma subida de 10%. Nesta categoria de produtos encontram-se as máscaras têxteis, que faturaram cerca de 11 milhões de euros.

As exportações de vestuário confecionado em feltros ou falsos tecidos, assim como vestuário confecionado com tecidos com borracha ou impregnados, revestidos ou recobertos com plástico ou outras matérias (de que faz parte o vestuário de proteção em termos médicos) cresceram cerca de 5 milhões de euros neste mês.

A balança comercial dos têxteis e vestuário apresenta um balanço positivo de 567 milhões de euros.

Efeitos da Covid-19 sentem-se nas exportações têxteis

Os efeitos da pandemia continuam a afetar a economia e a queda nas exportações do têxtil e vestuário no mês de abril foi de 43% relativamente ao mesmo mês do 2019. A única categoria de produtos que não esteve em queda nas exportações foi a de pastas, feltros e artigos de cordoaria, tendo registado um crescimento de 7,7%.

Apesar do covid-19 só estar a afetar o país a partir de março, os efeitos nos primeiros quatro meses do ano são de uma queda de -15% face ao quadrimestre de 2019. O valor das exportações deste ano cifrou-se em 1.527 milhões de euros.

Em termos de destinos, os não comunitários tiveram um melhor desempenho no quadrimestre, com +26%. Os EUA lideram com um acréscimo de 2,8 milhões de euros (+2,5%). As exportações para destinos comunitários caíram 23%, com destaque para Espanha (menos 140 milhões de euros, equivalente a -26%) e França (menos 27 milhões de euros, ou seja -11%). Inversamente, para a Dinamarca, Portugal exportou mais 1,7 milhões de euros de têxteis e vestuário, correspondendo a +6,7%.

As importações também estiveram em queda: -34% em abril e -15,5% no quadrimestre, evoluções homólogas.

A Balança Comercial dos têxteis e vestuário apresenta, ainda assim, um saldo de 289 milhões de euros e uma taxa de cobertura de 123%.

Covid-19 provoca queda das exportações têxteis

Os dados do INE confirmam que as exportações do têxtil e vestuário sofreram uma quebra de 19% no mês de março, face ao mesmo mês do ano anterior. No 1.º trimestre, Portugal exportou 1.277 milhões de euros e importou 1.013 milhões de euros, -10% do que em igual período do ano transato.

Ainda assim, a Balança Comercial dos Têxteis e Vestuário, no 1.º trimestre de 2020, registou um saldo de 264 milhões de euros e uma taxa de cobertura de 126%.

Houve uma quebra nas exportações em quase todos os artigos, com exceção de pastas, feltros e artigos de cordoaria, que tiveram um aumento de 8,4%, correspondendo a 6,3 milhões de euros; um aumento também de exportações de matérias-primas de algodão, incluindo fios e tecidos, de 2,3 milhões de euros (5,8%), e de outras fibras têxteis vegetais, incluindo fios e tecidos, com aumento de 268 mil euros (10,7%).

Em termos globais, o vestuário foi a categoria de produtos com pior desempenho, registando uma quebra de 66 milhões de euros, ou seja, – 8,1%.

Riopele tem o máximo de certificação

A Riopele junta-se a um grupo restrito de empresas têxteis internacionais que atingiram a classificação de nível 3. A atribuição da nota é da associação internacional OEKO-TEX – Produção Têxtil Sustentável. É um selo que indica implementação permanente de processos de produção respeitadores do ambiente, condições de trabalho seguras, saudáveis e socialmente aceitáveis.

Segundo a empresa liderada por José Alexandre Oliveira, «a Riopele ficou classificada no nível máximo e junta-se a um grupo restrito de empresas têxteis internacionais que atingiram a classificação de nível 3 (implementação exemplar das boas-práticas). Face a uma comparação com todas as outras empresas certificadas neste âmbito, a classificação média global é de nível 2 (boa implementação)».

Esta certificação resulta de uma auditoria presencial pelo CITEVE, entidade acreditada em Portugal pela associação OEKO-TEX, que avaliou e auditou a Riopele em seis categorias: Gestão de Químicos, Desempenho Ambiental, Gestão Ambiental, Responsabilidade Social, Gestão da Qualidade e Gestão da Saúde e Segurança. A avaliação destes parâmetros permitiu uma análise abrangente e fiável do grau de gestão sustentável patente no processo produtivo da Riopele.

No que diz respeito ao relatório da auditoria, a OEKO-TEX, responsável pela certificação STeP, emitiu, por um lado, uma série de ações de compromisso que a Riopele deve implementar, e outras de melhorias que a empresa deve analisar e, se justificável, implementar, com vista à melhoria contínua.

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