Famalicão: Museu do Surrealismo na Rede de Arte e Arquitetura Contemporâneas

O Museu do Surrealismo da Fundação Cupertino de Miranda integra o novo projeto da Direção Regional de Cultura que é sobre uma Rede de Arte e Arquitetura Contemporâneas no Norte de Portugal.

O projeto chama-se ARQ-ART Norte e deverá estar em funcionamento no final de 2021. O objetivo é o estabelecimento de uma rede temática de cooperação entre 12 museus de arte e arquitetura contemporâneas da região, orientada para “a valorização da oferta no território”, como referiu à Lusa a Direção Regional de Cultura do Norte.

Além do Museu do Surrealismo, a rede integra a Casa da Arquitetura, a Casa do Design (Matosinhos), o Centro de Arte Graça Morais (Bragança), o Centro Internacional de Arte José Guimarães (Guimarães), a Fundação de Serralves (Porto), o Lugar do Desenho – Fundação Júlio Pomar (Gondomar), o Museu Amadeo Souza Cardoso (Amarante), o Museu da Bienal de Cerveira (Vila Nova de Cerveira), o Museu de Arte Contemporânea de Chaves – Nadir Afonso, o Museu Internacional de Escultura Contemporânea (Santo Tirso), e a Oliva Creative Factory (São João da Madeira).

Além de valorizar a oferta do território, tem objetivos de criar sinergias entre os diferentes espaços museológicos e de exposição e valorizar a disseminação territorial dos espaços dedicados à arte e arquitetura contemporâneas.

Famalicão: Luto municipal pela morte de Cruzeiro Seixas

A Câmara Municipal de Famalicão decretou, esta segunda-feira, dia de luto municipal pelo falecimento de Artur Cruzeiro Seixas, artista plástico e poeta, um dos nomes do surrealismo português que, embora não sendo famalicense, deixou grande parte da sua obra à Fundação Cupertino de Miranda.

Artur Cruzeiro Seixas faleceu este domingo, aos 99 anos de idade, em Lisboa. «Partiu um amigo de Famalicão. Um artista único cuja obra vai permanecer viva em Famalicão. O município estar-lhe-á eternamente agradecido pela projeção cultural e artística que trouxe a Vila Nova de Famalicão. Aos seus familiares e amigos expresso as minhas mais sinceras condolências», afirma Paulo Cunha, presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão.

Em 2015, foi-lhe atribuída a medalha de honra do município de Vila Nova de Famalicão; em 2013, Cruzeiro Seixas foi homenageado com a atribuição do seu nome a uma das principais ruas de acesso ao Parque da Devesa, em Vila Nova de Famalicão.

Em outubro tinha sido distinguido, pelo Presidente da República, com a Medalha de Mérito Cultural, pelo «contributo incontestável para a cultura portuguesa».

Cruzeiro Seixas, que viveu uns anos na cidade de Famalicão, estará sempre ligado a esta cidade em virtude do seu espólio se encontrar na Fundação Cupertino de Miranda.

Artista plástico, poeta, Cruzeiro Seixas esteve ligado ao grupo “Os surrealistas”, ao lado de António Maria Lisboa, Mário Cesariny, Mário Henrique Leiria e Pedro Oom, entre outros. Foi consagrado, em 1989, com a atribuição do Prémio Artista do Ano, e com a edição de um álbum integrando numerosos testemunhos.

 

Cultura: Morreu Cruzeiro Seixas

Faleceu, este domingo, no hospital Santa Maria, em Lisboa, Mestre Cruzeiro Seixas, um dos maiores vultos do Surrealismo português. Em nota de imprensa, a Fundação Cupertino de Miranda (FCM), detentora do acervo artístico de Cruzeiro Seixas (1920-2020), «lamenta profundamente a perda deste vulto da cultura nacional, que apoiou e acompanhou ao longo dos anos», particularmente no período em que viveu em Vila Nova de Famalicão de 2012 a 2016.

Recorda-se que a FCM é detentora do seu maior acervo do artista constituído por cartas, postais, correspondência, cadernos manuscritos, fotografias, desenhos, catálogos, serigrafias, colagens, objetos, pinturas, entre outros.

Obra de Cruzeiro Seixas assinala Dia Mundial da Língua Portuguesa

Uma serigrafia do artista Cruzeiro Seixas marca o primeiro aniversário do Dia Mundial da Língua Portuguesa, que se assinala esta terça-feira. O Centro Português de Serigrafia escolheu a obra de Cruzeiro Seixas intitulada “Ruínas da Cidade Futura – Homenagem a Mário de Sá Carneiro”.

A serigrafia destinava-se a acompanhar a exposição de Cruzeiro Seixas, que tinha data prevista de inauguração a 5 maio, em Paris, na sede da Unesco, mas foi adiada por causa das restrições do covid-19.

O que não foi adiado foi o centenário de Cruzeiro Seixas. O mestre faz este ano cem anos de vida. Por isso, a edição desta serigrafia tem, no verso, a alusão às efemérides e é limitada a 100 exemplares, assinados por ele, em referência ao seu centenário.

Esta serigrafia, editada em parceria com a Fundação Cupertino de Miranda, onde está grande parte da obra de Cruzeiro Seixas, «mostra a junção de várias artes, onde um mestre nas Artes Plásticas oresta tributo a um vulto da Literatura Portuguesa», refere a diretora da Fundação, Marlene de Oliveira.

A exposição em Paris, em homenagem à Língua Portuguesa, será aberta em data anunciar, com a obra de Cruzeiro Seixas. Segundo o Embaixador de Portugal na Unesco, Sampaio da Nóvoa, «será um momento extraordinário para homenagear este mestre da arte e da vida. A sua arte, a sua presença, é-nos tão necessária que nem conseguimos imaginar o que seríamos sem o seu extraordinário talento, sem a sua incomparável capacidade de nos surpreender». A mostra será acompanhada de um catálogo editado pela Fundação Cupertino de Miranda onde figura esta marcante edição.

Exposição “Como a sombra a vida foge” na Fundação

A exposição “Isabel Meyrelles – como a sombra a vida foge”, é inaugurada às 19 horas do dia 15 de novembro, na Fundação Cupertino de Miranda.

Ao longo da exposição podemos reconhecer homenagens, a familiares e amigos, na forma de bustos e alto-relevos, mas também a personalidades que a artista admirava, como René Magritte, Alexandre O’Neill e André Breton.

A Fundação Cupertino de Miranda, que já tinha organizado, há 15 anos, uma exposição de esculturas de Isabel Meyrelles, apresenta, agora, uma exposição com 84 das 105 obras reunidas em catálogo, que contempla não só obras do seu acervo, mas também da coleção da artista, de colecionadores particulares e galerias.

Esta exposição, que pode ser vista até 14 de março do próximo ano, é uma homenagem a Isabel Meyrelles, que contribuiu, de alguma forma, para o nascimento do acervo surrealista na Fundação Cupertino de Miranda, a par de outros nomes importantes do Surrealismo Nacional. A exposição abrange todas as fases da artista onde a influência surrealista está presente em várias obras.

Esta poeta, tradutora, escultora e criadora de objetos e sonhos surrealistas nasceu a 29 de abril de 1929, em Matosinhos.

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