Ministério da Saúde determina que hospitais suspendam atividade não urgente

Por indicação do Ministério da Saúde, gerido por Marta Temido, os hospitais do SNS receberam esta terça-feira orientações para suspenderem, durante o mês de novembro, «a atividade assistencial não urgente que, pela natureza ou prioridade clínica, não implique risco de vida para os utentes, limitação do seu prognóstico e/ou limitação de acesso a tratamentos periódicos ou de vigilância».

Recorde-se que há hospitais do SNS que já acusaram estar no limite, foi o caso do Centro Hospitalar Tâmega e Sousa (que já tinha suspenso a atividade não urgente) e os hospitais de São João e Gaia também já estavam a limitar a atividade.

O diploma do Ministério determina que compete às Administrações Regionais de Saúde assegurar a coordenação da capacidade instalada nos hospitais; indica também que devem tomar as medidas adequadas à articulação entre as diferentes regiões e a coordenação de vagas em cuidados intensivos.

Não é a primeira vez que acontece, uma vez que nos primeiros meses da epidemia, toda a atividade não urgente do SNS esteve suspensa. Uma auditoria do Tribunal de Contas divulga que foram realizadas menos 58% das cirurgias programadas e as primeiras consultas hospitalares registaram um decréscimo de 40%.

Covid-19: 300 ventiladores para os hospitais até dia 19

Os hospitais do Serviço Nacional de Saúde vão receber, até ao dia 19, mais 300 ventiladores para “fazer frente ao novo coronavírus”, revelou o Ministério da Saúde.

Num comunicado em que elenca “aquisições e investimentos” para os hospitais públicos, em tempo de pandemia da doença covid-19, o Ministério da Saúde indica está prevista a distribuição de mais 300 ventiladores pelos hospitais públicos, “tendo por base os mesmos critérios técnicos definidos pela Comissão de Acompanhamento da Resposta Nacional em Medicina Intensiva”.

Aquele ministério prevê ainda distribuir 20 milhões de equipamentos de proteção individual – que incluem máscaras cirúrgias e máscaras de proteção FFP2 -, alocando outros cinco milhões para às áreas governativas da Segurança Social, Defesa e Justiça.

Os 25 milhões de equipamentos de proteção individual resultam de “diversos movimentos de compra”.

O Ministério da Saúde especifica que cinco milhões de máscaras cirúrgicas serão distribuídas para a região Norte, 1,6 milhões para a região Centro, 3,2 milhões para a região de Lisboa e Vale do Tejo, 130 mil para a região do Alentejo e 100 mil para a região do Algarve.

No que respeita às 1,8 milhões de máscaras FFP2 – que conferem maior proteção -, serão entregues um milhão para o Norte, 450 mil para o Centro, 350 mil para Lisboa e Vale do Tejo, 41 mil para o Alentejo e 44 mil para o Algarve.

Hidrofer vai produzir gratuitamente zaragatoas para o SNS

A Hidrofer vai produzir gratuitamente zaragatoas para o Serviço Nacional de Saúde (SNS), a pedido do Governo. A empresa da Carreira responde, assim, às necessidades do país para a realização de testes, essenciais para o combate à pandemia.

A empresa avança para a produção de zaragatoas depois de algum investimento «e de muito trabalho feito em anonimato. Estamos aptos a fazer zaragatoas com a qualidade exigida e em quantidade necessária, sendo nossa intenção fornecer o SNS gratuitamente», afirma Carlos Alberto Silva, administrador do Grupo Hidrofer.

São muitas as empresas que estão a trabalhar para que a economia não pare. Com a máxima proteção da saúde dos seus trabalhadores (escalas e não cruzamento de pessoas, entre outras medidas), estas empresas ajudam a lutar contra a pandemia e a Hidrofer é mais um exemplo.

Produtos como as bolas de algodão, algodão Zig-Zag, discos desmaquilhantes, rolos dentários, cotonetes, compressas e indapox fazem parte do portfólio desta empresa.

Desempenho do ACES Ave/Famalicão vale um lugar entre os dez melhores do SNS

A ACES Ave/Famalicão faz parte do top ten do índice de desempenho global do Serviço Nacional de Saúde, com 78 pontos.

O Agrupamento de Centros de Saúde (ACES Gerês/Cabreira), que serve os concelhos Vila Verde, Póvoa de Lanhoso, Terras de Bouro e Vieira do Minho, recebeu a melhor avaliação, entre os ACES do distrito de Braga, do Serviço Nacional de Saúde, no processo de avaliação do desempenho global.

O ACES Gerês/Cabreira garantiu 79 pontos em 100 possíveis, sendo que o “Top 10” do SNS foi liderado pelo ACES Póvoa de Varzim/Vila do Conde (83 pontos), seguindo-se o ACES Aveiro Norte e o ACES Vale do Sousa Sul (ambos com 81 pontos) e o ACES Santo Tirso/Trofa, com 80 pontos. No “Top 10” entrou, ainda, o Agrupamento de Centros de Saúde Ave/Famalicão

Centro de rastreio móvel já faz testes na Devesa

Entrou em funcionamento, na tarde desta segunda-feira, no parque de estacionamento da Devesa, junto ao Citeve, o centro de rastreio móvel ao covid-19.

Os testes são efetuados unicamente por marcação e a cidadãos sinalizados pelo SNS. Depois de receberem a prescrição, passada pelo Serviço Nacional de Saúde, devem fazer a marcação através do contacto telefónico 220 125 001.

O espaço, criado numa parceria entre a Câmara Municipal, ARS Norte e a UNILABS, funciona de forma a que as pessoas não precisem de sair do seu automóvel para fazerem o teste.

Este centro de rastreio funciona de segunda a sábado, das 9 às 18 horas, de forma gratuita. Inicialmente terá capacidade para realizar 50 testes por dia.

Trabalhadores de saúde em greve a 20 de dezembro contra degradação do SNS

Numa nota enviada à agência Lusa, o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (Sintap) afirma que “os trabalhadores da saúde foram empurrados para a greve” devido “à ausência de resposta por parte do Governo, em particular dos ministérios da Saúde e das Finanças no que respeita à resolução dos inúmeros problemas vividos diariamente pelos trabalhadores dos hospitais EPE”.

O Sintap alerta para a “progressiva degradação” das condições de trabalho e da qualidade dos serviços na dependência do Ministério da Saúde (MS).

“Com esta jornada de luta, que engloba os trabalhadores em regime de contrato de trabalho em funções públicas e os trabalhadores com contrato individual de trabalho, pretende-se pressionar os governantes e as administrações dos hospitais EPE no sentido de tomarem medidas tendentes a resolverem os problemas que exigem resposta urgente”, refere a estrutura sindical, em comunicado.

Entre os problemas citados destaca a progressão nas carreiras para todos os trabalhadores, a dignificação das carreiras da área da saúde, o reforço de recursos humanos nos quadros de pessoal dos hospitais EPE e demais serviços tutelados pelo Ministério da Saúde.

O pagamento das horas de trabalho extraordinário vencidas e não liquidadas, a inclusão de todos os trabalhadores na ADSE, o cumprimento do acordo coletivo de trabalho para os trabalhadores com contrato individual de trabalho, de forma a conferir-lhes um regime de carreira, em condições de igualdade face aos colegas em regime de contrato de trabalho em funções públicas.

Reivindicam igualmente a contagem do tempo de serviço, a adoção do vínculo único e a defesa do Serviço Nacional de Saúde.

“O Sintap insta o Governo a iniciar processos negociais com a máxima brevidade, “de modo a evitar o crescimento do descontentamento e a manutenção de um clima tendente a agravar as formas de luta que visam alcançar soluções para as justas reivindicações dos trabalhadores”.

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