Protestos contra antena: DGS aceita reunir com pais de alunos da Escola D.Maria II

A Direção Geral da Saúde respondeu positivamente a um pedido de reunião da associação de pais da escola D. Maria II. O encontro tem como objetivo analisar e discutir o impacto que a antena de telecomunicações, instalada a cinco metros do recinto escolar, possa ter para a comunidade educativa e local.

O presidente da associação de pais, Paulo Correia, disse à Cidade Hoje que um dos pontos de discussão será o fato de, no parecer da ARS-Norte, que foi tornado público na passada semana, não constar a distância entre a antena e a escola. Uma informação que, na opinião do dirigente, poderá ser relevante para o processo.

Entretanto, a associação de pais da escola D.Maria II deverá convocar uma assembleia geral com os encarregados de educação, de forma a que todos se possam pronunciar e definir futuras tomadas de posição sobre esta situação que tem gerado descontentamento.

Processo de levantamento de escolas com amianto ainda não acabou

Há mais de um ano que o Movimento Escolas Sem Amianto (MESA) e a associação ambientalista Zero têm vindo a questionar os serviços do Ministério da Educação para saber quantos edifícios de ensino ainda têm materiais contendo amianto.

Segundo a lei em vigor há quase uma década, a lista das escolas devia ser pública, assim como a calendarização das obras para retirar este material, que quando se degrada liberta fibras com propriedades cancerígenas.

A Zero foi agora informada pela Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE) que o processo de levantamento das escolas com amianto ainda não terminou.

A informação chegou depois de uma queixa feita pela associação ambientalista à Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos (CADA) exigindo conhecer a lista de edifícios escolares com materiais contendo amianto.

Na resposta a que a Lusa teve acesso, a diretora-geral dos Estabelecimentos Escolares explicou que “os documentos solicitados (…) constam de processos ainda não concluídos pelo que (…) não estão ainda em condições de ser disponibilizados”.

À Lusa, a representante da Zero Iria Roriz Madeira admitiu ter ficado surpreendida com a resposta da DGestE.

“Disseram que não tinham nenhum documento para nos entregar. Ficámos bastante surpreendidos porque mesmo que exista uma lista incompleta ela tem de ser divulgada”, declarou Iria Roriz Madeira.

Para a arquiteta e voluntária da Zero, esta resposta revela problemas mais graves: “O que mais nos assusta neste processo é que temos a noção de que há uma série de escolas que não foram ainda inventariadas ao nível dos materiais contendo amianto”.

O receio é baseado nas denúncias feitas pelo MESA como foi o caso dos diretores escolares que, há menos de dois meses, admitiram ter recebido telefonemas da DGEstE a questionar se nas suas escolas havia amianto.

Também o coordenador do MESA, André Julião, considerou a resposta da DGestE “extremamente preocupante”, mas, ao contrário da Zero, não ficou surpreendido com a resposta.

Para André Julião, este tipo de situações “é demonstrativo da falta de rigor com que anda a ser feito o diagnóstico”.

O coordenador lembrou que o movimento já encontrou “escolas que estavam dadas como estando livres de amianto, mas que nunca tinham sido intervencionados”.

A somar a estas situações, Iria Roriz Madeira recordou os casos de estabelecimentos que foram intervencionados, mas só removeram parte dos materiais com amianto.

“Remove-se o fibrocimento nos telheiros e fica ainda por remover nas coberturas de pavilhões. Nem sequer sabemos em que lista ficam estas escolas, se na de escolas já intervencionadas ou se nas por intervencionar”, alertou a arquiteta.

Médicos asseguram ter curado uma paciente infetada com coronavírus

A paciente em causa é uma mulher de 71 anos que deu entrada num hospital de Hua Hing, no sudoeste de Banguecoque, e foi transferida mais tarde com sintomas fortes para o hospital Rajavithi na capital tailandesa, segundo o diário Bangkok Post.

Em conferência de imprensa, os médicos tailandeses Kriangsak Atipornvanich e Suebsai Kongsangdao de Rajavithi indicaram que a mulher se recuperou ao fim de 48 horas de ter sido iniciado o tratamento.

O tratamento consta de oseltamivir, um antigripal utilizado em pacientes afetados pelo síndrome respiratório do Médio Oriente (MERS), e dois medicamentos antirretrovirais usados conjuntamente contra o VIH: lopinavir y ritonavir.

Em 24 de janeiro, um grupo de cientistas chineses indicaram em entrevista à revista The Lancet que estão a desenvolver ensaios clínicos para curar o coronavírus com lopinavir e ritonavir, que foram também usados durante a crise do Síndrome Respiratório Agudo Grave (SARS) em 2003 e 2004.

O coronavírus de Wuhan (2019-nCoV), o SARS e o MERS provocam sintomas como febre, tosse e dor de garganta, assim como insuficiência renal e pneumonia, podendo ser fatais.

A China elevou hoje para 304 mortos e mais de 14 mil infetados o balanço do surto de pneumonia provocado pelo novo coronavírus detetado em dezembro passado, em Wuhan, capital da província de Hubei (centro).

As Filipinas anunciaram também hoje a morte de um cidadão de nacionalidade chinesa, vítima de uma pneumonia causada pelo novo coronavírus, a primeira vítima fatal fora da China.

Além do território continental da China e das regiões chinesas de Macau e Hong Kong, há mais casos de infeção confirmados em 24 outros países, com as novas notificações na Rússia, Suécia e Espanha.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou na quinta-feira uma situação de emergência de saúde pública de âmbito internacional (PHEIC, na sigla inglesa) por causa do surto do novo coronavírus na China.

Coronavírus: Recomendações da Direção Geral da Saúde

A Direção Geral da Saúde está a distribuir diverso material informativo sobre o Coronavírus. É importante que, assim que sentir os sintomas referidos na imagem, reporte de imediato a situação através da linha Saúde 24 (808 24 24 24).

Até ao momento, não existe ninguém em território português infetado com este vírus que já matou perto de uma centena de pessoas no mundo.

Deco pede à ASAE para retirar do mercado incensos que podem provocar cancro

Numa nota enviada às redações, a Associação Portuguesa para a Defesa do Defesa do Consumidor (Deco) diz que as conclusões das análises que fez relativamente aos incensos “continuam a ser assustadoras” e que nada mudou em sete anos, quando foram realizados os primeiros testes a incensos e velas aromáticas.

“Concluímos no sentido de que devem ser retirados do mercado – já apresentámos este pedido à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE). Demos, igualmente, conhecimento à Direção-Geral da Saúde”, refere a Deco, em comunicado.

Na nota, a Deco sublinha: “são uma mescla de substâncias irritantes para olhos, nariz e vias respiratórias; algumas são reconhecidamente carcinogénicas e outras, pelo menos, suspeitas”.

“Acetaldeído, acetona, acroleína, benzeno, etilbenzeno, formaldeído, monóxido de carbono, naftaleno e outros compostos orgânicos voláteis” são alguns dos químicos que a Deco detetou na queima dos seis incensos analisados, substâncias que considera “altamente perigosas”.

Todos falharam na avaliação da presença de contaminantes químicos, segundo a associação, que lembra que todos os incensos testados “são comprovadamente perigosos para a saúde dos consumidores a curto (irritações) e a médio e longo prazos (variando com os períodos de exposição, patologias respiratórias crónicas, doença oncológica)”, refere.

“É comum encontrarmos nas embalagens as palavras: ‘natural’, ‘purificante’, ‘seguro’ ‘energia positiva’ – que, de um ponto de vista da segurança dos consumidores e da obrigação da prestação de uma informação verdadeira e comprovável, são absolutamente inadmissíveis”, afirma a Deco.

“Some-se, ainda, uma rotulagem insuficiente, com alegações falsas, impressa de forma ilegível e que, verdadeiramente, só contribui para o quadro grave que encontrámos”, acrescenta.

A Deco diz ainda que, nestes casos, os consumidores estão “perante produtos comprovadamente perigosos, que são poluentes do ar interior e cuja utilização deve ser, no mínimo, fortemente desaconselhada”.

A associação diz ainda que, já após o teste que fez há sete anos, alertou os grupos parlamentares para esta questão e que a Comissão Internacional de Normalização produziu normas que contemplam os parâmetros abordados e estabeleceu métodos de análise e tetos máximos de exposição, “mas que carecem, ainda, da regulamentação necessária de modo a que tenham força de lei”.

Entre os produtos analisados estavam à venda nas várias lojas visitadas pela Deco estão os incensos Zara Home Encens, Green Tree 7 Chakras, Satya Sai Baba Nag Champa Cônes d’Encens e Satya Sai Baba Nag Champa Agarbatti Incense Sticks, Eurescents Sensations, Green Tree 7 Chakras e Casa Escape Black Oudh.

Nas velas, a Deco analisou a Yankee Candle, Airwick Anti-tabaco, Kasa Vermelho, A Loja do Gato Preto Vela Verde, Arte Regal Vela Antiolor (Ref. 28395), Glade Relaxing Zen e Casa Wood Rustic.

Hospital de Famalicão: Serviço de Obstetrícia recebe nota máxima em avaliação externa

Os serviços do Centro Hospitalar do Médio Ave (Hospitais de Famalicão e Santo Tirso) obtiveram nota positiva do SINAS – Sistema Nacional de Avaliação em Saúde, revelou esta terça-feira a Entidade Reguladora da Saúde.

Os parâmetros de avaliação vão de 1 a 3, sendo que o Hospital de Famalicão/Santo Tirso conseguiu classificações de nível dois nas áreas de cardiologia (enfarte agudo do miocárdio), neurologia (acidente vascular cerebral) e pediatria (cuidados neonatais e pneumonia).

No entanto, a área dos “Partos e Cuidados Pré́-natais”, da especialidade de Obstetrícia, mereceu o nível máximo do rating com atribuição da Excelência Clínica de nível 3. Nesta área analisa-se a ocorrência de cesarianas, partos vaginais, partos programados e lacerações perineais graves, assim como a correta prescrição e administração de esteróides antes do parto. Na avaliação dos indicadores específicos da especialidade de Obstetrícia, dos 5 indicadores avaliados 3 obtiveram 3 estrelas, todos com valores observados superiores aos valores nacionais de referência.

A avaliação teve em conta: excelência clínica, segurança do doente, adequação e conforto das instalações, focalização no utente e satisfação do doente.

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