Covid-19: Universidade Lusíada suspende aulas

O Conselho de Administração da Fundação Minerva e o Reitor da Universidade Lusíada – Norte, reunidos no dia 8 deliberaram «suspender as atividades letivas e de atendimento pessoal ao público, no campus de Vila Nova de Famalicão da UL-N, até ao próximo dia 13 (treze), altura em que a situação será reavaliada»; aconselham os estudantes residentes nos Municípios de Felgueiras e de Lousada a não se dirigirem à Universidade e a cumprirem as orientações da Direção Geral da Saúde e das respetivas autarquias locais;

«O Conselho de Administração da Fundação Minerva e o Reitor, em função da evolução da situação que estão a acompanhar, e das orientações determinadas pelos poderes públicos, sem prejuízo da sua própria avaliação, poderão estender as medidas agora tomadas ou deliberar quanto a outras que se afigurem necessárias para garantir a saúde e o bem estar da sua comunidade académica e, nessa medida, colaborar com as autoridades sanitárias nas ações de proteção da saúde pública portuguesa».

Câmara de Famalicão tem plano de contingência para o novo coronavírus

A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão dispõe de um plano de contingência que promove uma série de procedimentos para a operacionalização e implementação de medidas de prevenção tendo em vista o novo Coronavírus – COVID-19, seguindo as recomendações emitidas pela Direção-Geral da Saúde (DGS) e que será ativado se necessário.

Coordenado pelos Departamento de Saúde, Segurança e Higiene no trabalho e pela Proteção Civil Municipal, o plano aponta para vários níveis de intervenção e que definem as regras e cuidados a ter pelos serviços no atendimento municipal autárquico.

“Estamos atentos e estamos a acompanhar a evolução do coronavírus, mas sem alarmismos” afirmou a propósito o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, salientando que o município está neste momento a “reforçar a informação emitida pela DGS aos funcionários municipais, apostando nas medidas preventivas”.

Neste âmbito, o plano prevê diversos procedimentos, nomeadamente o reforço de dispensadores com desinfetante nos vários serviços municipais, a intensificação da informação e esclarecimento de trabalhadores municipais e ainda a referenciação de áreas de isolamento e circulação e a previsão de condições de teletrabalho.

Para já é fundamental “preparar respostas à situação, bem como medidas de informação, prevenção, vigilância e identificação de possíveis casos”, acrescenta o autarca.

Coronavírus: Máscaras “made in Famalicão” estão em todo o mundo, empresa subiu as vendas em 30%

A Raclac é uma empresa sediada na freguesia de Cruz, em Vila Nova de Famalicão, que vende máscaras e outros produtos descartáveis para os sectores da saúde, da indústria, da alimentação e da estética.

Com o alastramento do coronavírus, esta empresa famalicense viu a procura pelos seus produtos a crescer de uma forma anormal.

As máscaras, que são encaradas por muitos como um mecanismo que pode prevenir o contágio do vírus entre os seres humanos, terão sido as responsáveis pelo aumento na faturação desta empresa na ordem dos 30%, em comparação com o valor registado no mesmo período o ano passado, adiantou o administrador da Raclac em entrevista ao jornal Público.

O responsável refere ainda que a procura pelas máscaras vem um pouco por todas as partes do mundo, havendo também interesse por parte do mercado interno.

É expectável que, a verificar-se a existência de infetados pelo coronavírus em Portugal, as vendas destas máscaras “made in famalicão” venha a ter mais saída para o território português e, em consequência disso, a Raclac venha a subir ainda mais os bons números já registados no início de 2020.

 

Protestos contra antena: DGS aceita reunir com pais de alunos da Escola D.Maria II

A Direção Geral da Saúde respondeu positivamente a um pedido de reunião da associação de pais da escola D. Maria II. O encontro tem como objetivo analisar e discutir o impacto que a antena de telecomunicações, instalada a cinco metros do recinto escolar, possa ter para a comunidade educativa e local.

O presidente da associação de pais, Paulo Correia, disse à Cidade Hoje que um dos pontos de discussão será o fato de, no parecer da ARS-Norte, que foi tornado público na passada semana, não constar a distância entre a antena e a escola. Uma informação que, na opinião do dirigente, poderá ser relevante para o processo.

Entretanto, a associação de pais da escola D.Maria II deverá convocar uma assembleia geral com os encarregados de educação, de forma a que todos se possam pronunciar e definir futuras tomadas de posição sobre esta situação que tem gerado descontentamento.

Processo de levantamento de escolas com amianto ainda não acabou

Há mais de um ano que o Movimento Escolas Sem Amianto (MESA) e a associação ambientalista Zero têm vindo a questionar os serviços do Ministério da Educação para saber quantos edifícios de ensino ainda têm materiais contendo amianto.

Segundo a lei em vigor há quase uma década, a lista das escolas devia ser pública, assim como a calendarização das obras para retirar este material, que quando se degrada liberta fibras com propriedades cancerígenas.

A Zero foi agora informada pela Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE) que o processo de levantamento das escolas com amianto ainda não terminou.

A informação chegou depois de uma queixa feita pela associação ambientalista à Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos (CADA) exigindo conhecer a lista de edifícios escolares com materiais contendo amianto.

Na resposta a que a Lusa teve acesso, a diretora-geral dos Estabelecimentos Escolares explicou que “os documentos solicitados (…) constam de processos ainda não concluídos pelo que (…) não estão ainda em condições de ser disponibilizados”.

À Lusa, a representante da Zero Iria Roriz Madeira admitiu ter ficado surpreendida com a resposta da DGestE.

“Disseram que não tinham nenhum documento para nos entregar. Ficámos bastante surpreendidos porque mesmo que exista uma lista incompleta ela tem de ser divulgada”, declarou Iria Roriz Madeira.

Para a arquiteta e voluntária da Zero, esta resposta revela problemas mais graves: “O que mais nos assusta neste processo é que temos a noção de que há uma série de escolas que não foram ainda inventariadas ao nível dos materiais contendo amianto”.

O receio é baseado nas denúncias feitas pelo MESA como foi o caso dos diretores escolares que, há menos de dois meses, admitiram ter recebido telefonemas da DGEstE a questionar se nas suas escolas havia amianto.

Também o coordenador do MESA, André Julião, considerou a resposta da DGestE “extremamente preocupante”, mas, ao contrário da Zero, não ficou surpreendido com a resposta.

Para André Julião, este tipo de situações “é demonstrativo da falta de rigor com que anda a ser feito o diagnóstico”.

O coordenador lembrou que o movimento já encontrou “escolas que estavam dadas como estando livres de amianto, mas que nunca tinham sido intervencionados”.

A somar a estas situações, Iria Roriz Madeira recordou os casos de estabelecimentos que foram intervencionados, mas só removeram parte dos materiais com amianto.

“Remove-se o fibrocimento nos telheiros e fica ainda por remover nas coberturas de pavilhões. Nem sequer sabemos em que lista ficam estas escolas, se na de escolas já intervencionadas ou se nas por intervencionar”, alertou a arquiteta.

Médicos asseguram ter curado uma paciente infetada com coronavírus

A paciente em causa é uma mulher de 71 anos que deu entrada num hospital de Hua Hing, no sudoeste de Banguecoque, e foi transferida mais tarde com sintomas fortes para o hospital Rajavithi na capital tailandesa, segundo o diário Bangkok Post.

Em conferência de imprensa, os médicos tailandeses Kriangsak Atipornvanich e Suebsai Kongsangdao de Rajavithi indicaram que a mulher se recuperou ao fim de 48 horas de ter sido iniciado o tratamento.

O tratamento consta de oseltamivir, um antigripal utilizado em pacientes afetados pelo síndrome respiratório do Médio Oriente (MERS), e dois medicamentos antirretrovirais usados conjuntamente contra o VIH: lopinavir y ritonavir.

Em 24 de janeiro, um grupo de cientistas chineses indicaram em entrevista à revista The Lancet que estão a desenvolver ensaios clínicos para curar o coronavírus com lopinavir e ritonavir, que foram também usados durante a crise do Síndrome Respiratório Agudo Grave (SARS) em 2003 e 2004.

O coronavírus de Wuhan (2019-nCoV), o SARS e o MERS provocam sintomas como febre, tosse e dor de garganta, assim como insuficiência renal e pneumonia, podendo ser fatais.

A China elevou hoje para 304 mortos e mais de 14 mil infetados o balanço do surto de pneumonia provocado pelo novo coronavírus detetado em dezembro passado, em Wuhan, capital da província de Hubei (centro).

As Filipinas anunciaram também hoje a morte de um cidadão de nacionalidade chinesa, vítima de uma pneumonia causada pelo novo coronavírus, a primeira vítima fatal fora da China.

Além do território continental da China e das regiões chinesas de Macau e Hong Kong, há mais casos de infeção confirmados em 24 outros países, com as novas notificações na Rússia, Suécia e Espanha.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou na quinta-feira uma situação de emergência de saúde pública de âmbito internacional (PHEIC, na sigla inglesa) por causa do surto do novo coronavírus na China.

Most Popular Topics

Editor Picks