Protesto na Escola: Alunos da D.Maria II gritam “antena ligada, escola fechada”

Os alunos da Escola D.Maria II, em Gavião, Vila Nova de Famalicão, prometeram esta terça-feira fazer greve às aulas, em protesto contra a antena de telecomunicações que foi instalada num terreno vizinho, e que, segundo funcionários da operadora NOS, foi ligada esta terça-feira.

A comunidade voltou a juntar-se, depois de uma primeira manifestação no passado mês de dezembro, e, à porta daquele estabelecimento de ensino, exigiu que a infraestrutura fosse retirada, por entender que a mesma emite radiações que podem ser prejudiciais para a saúde, uma vez que está instalada a cinco metros da escola.

Os professores, forçados a interromper as aulas por não terem alunos nas salas, dizem-se solidários com a causa.

Greve da Função Pública: Funcionários famalicenses mobilizam-se para manifestação em Lisboa

Está marcada para esta sexta-feira mais uma greve da função pública. Este protesto poderá levar ao encerramento de escolas e de outros serviços públicos (hospitais, repartições de finanças, conservatória, recolha de lixo).

A Cidade Hoje sabe que há funcionários públicos de Vila Nova de Famalicão que se estão a mobilizar para participarem na manifestação que vai decorrer em Lisboa, na tarde desta sexta-feira. Alguns deles vão viajar em grupo, deslocando-se em autocarros.

As estruturas sindicais estimam que milhares de trabalhadores estejam na capital para se manifestarem contra o aumento salarial proposto pelo governo para a função pública.

Além dos aumentos salariais “para todos os trabalhadores”, a Federação de Sindicatos da Administração Pública (Fesap) reivindica, ainda, “a correcção das distorções da Tabela Remuneratória Única”, alterações ao Sistema de Avaliação de Desempenho (SIADAP), o alargamento da ADSE a novos beneficiários, entre outras matérias.

 

Médicos de saúde pública ameaçam sair de juntas médicas

A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) e o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) reuniram-se com os grupos parlamentares destes três partidos, aos quais “manifestaram preocupação com o estado atual do SNS e reafirmaram a necessidade de valorização da Carreira Médica para atrair e reter os médicos no SNS”.

Em comunicado conjunto divulgado após as reuniões, FNAM e SIM defenderam ainda que os sindicatos dos médicos “constituem parte da solução para o problema”, apresentando seis propostas.

Rever a carreira médica para contemplar nas grelhas salariais a possibilidade de dedicação exclusiva dos médicos, uma tabela de valorização do trabalho em urgência e uma redução dos horários dos turnos em serviço de urgência das 18 horas para as 12 horas, “permitindo mais tempo para a atividade assistencial e a diminuição das listas de espera” estão entre as propostas.

Propõem ainda rever o número de utentes por médico de família, um estatuto de “desgaste rápido, risco e penosidade acrescidos para a profissão médica” e “medidas de proteção e segurança dos médicos nos seus locais de trabalho”.

“Os recentes casos de violência contra médicos são reflexo da deterioração dos cuidados de saúde e à passividade governamental na sua resolução”, criticam os sindicatos.

A 15 de janeiro as duas estruturas sindicais vão reunir-se com os grupos parlamentares do PS, CDS-PP e PAN, aguardando ainda que seja agendada uma reunião com a comissão parlamentar de Saúde.

Polícias organizam hoje encontro nacional para decidir protestos de 21 de janeiro

O encontro, que vai realizar-se na Voz do Operário, em Lisboa, foi decidido após “a postura intransigente” do Ministério da Administração Interna (MAI) no processo negocial em curso, segundo a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), um dos sindicatos organizadores.

O presidente da ASPP, Paulo Rodrigues, disse à Lusa que provavelmente os protestos a realizar a 21 de janeiro não vão passar por uma manifestação idêntica à de 21 de novembro do ano passado, estando a ser pensadas outras ações de luta.

O protesto de 21 de janeiro foi decidido na manifestação de 21 de novembro, em que os sindicatos da PSP e as associações profissionais da GNR exigiam uma solução para as principais reivindicações da classe.

O Movimento Zero (M0), um movimento social inorgânico criado em maio de 2019 por elementos da PSP e da GNR, já anunciou a realização de uma concentração em todos os aeroporto portugueses em 21 de janeiro e apelou a todos os polícias para que participem nesse protesto.

O Movimento Zero, bastante visível na manifestação de novembro, precisa também que a partir de 21 de janeiro os aeroportos portugueses vão ter elementos do movimento “por tempo indeterminado”.

“Não vamos permitir nova humilhação em São Bento, com muros idênticos aos que cercam criminosos. Não vamos permitir um adiar de soluções, com usual desdém, seja por parte da tutela, seja por parte das altas hierarquias das instituições PSP e GNR”, sublinhou o grupo.

Paulo Rodrigues afirmou à Lusa que esta ação do M0 “não vai condicionar” outros protestos.

Entre as reivindicações da classe policial e militar da GNR estão o pagamento do subsídio de risco, a atualização salarial e dos suplementos remuneratórios, o aumento do efetivo e mais e melhor equipamento de proteção pessoal.

O Ministério da Administração Interna definiu um calendário específico das matérias objeto de diálogo com os sindicatos e as associações socioprofissionais das forças de segurança, tendo o primeiro ponto das negociações, o pagamento dos retroativos dos suplementos não pagos em período de férias, decorrido sem um acordo.

Para hoje está agendada uma nova reunião com o secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, Antero Luís, e em cima da mesa das negociações vai estar o plano plurianual de admissões para a PSP e a GNR.

Em 16 de janeiro de 2020 o tema de uma nova reunião será sobre os suplementos remuneratórios, em 13 de fevereiro estará em discussão a nova lei de programação das infraestruturas e equipamentos das forças e serviços de segurança, e em 05 de março será a segurança e saúde no trabalho.

Aeroportos: Greve de três dias arranca esta sexta-feira

A paralisação foi convocada pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Aviação Civil (SINTAC) e irá afetar os aeroportos de Lisboa, Porto, Faro e Funchal.

Num comunicado, o SINTAC indicou que decidiu avançar com o referido pré-aviso de greve na empresa porque, “através dos seus administradores pertencentes ao grupo Vinci, respondeu com a denúncia do acordo de empresa em vigor, e não cumpriu o devido descongelamento de carreiras no passado mês de novembro conforme tinha assinado em 2016”.

O SINTAC referiu que, “como se ainda não bastasse”, a empresa “começou a cortar abonos sociais e direitos adquiridos por todos os seus trabalhadores ao longo de 20 anos, não reconhecendo assim todo o esforço dos trabalhadores ao longo dos anos, e tudo isto com um único objetivo, o de não baixar os seus lucros a fim de poder encher ainda mais os cofres do grupo Vinci”.

O sindicato sublinhou que “durante três anos os trabalhadores viram os seus aumentos e progressões de carreira congelados a fim de melhorar a saúde financeira da empresa, e contribuíram imenso” para o seu crescimento.

Entretanto, o SINTAC resolveu avançar com um novo pré-aviso de greve na Portway, desta vez ao trabalho suplementar, banco de horas e fins de semana, entre 01 de janeiro e o final de março.

Em declarações à agência Lusa, Fernando Simões, dirigente do SINTAC, deu conta desta nova paralisação, por entre críticas à atuação da empresa de ‘handling’ em aeroportos (assistência em terra).

“Tivemos contactos de alguns ex-trabalhadores que estiveram este verão ao serviço da Portway e, como sempre, tendo em conta a sazonalidade do verão IATA, foram dispensados entre o final de setembro e início de outubro, e que nos disseram que a Portway está a ligar-lhes na tentativa de fazer contratos de dez dias, a começar por volta de 21, 22 de dezembro”, indicou Fernando Simões.

Para o SINTAC, isto é uma “tentativa clara de substituir grevistas”, sendo que, de acordo com o dirigente sindical, a contratação de trabalhadores em cima da hora pode ter impactos a nível da segurança.

O mesmo dirigente sindical já tinha adiantado que “se a empresa atender à reivindicação e cumprir”, ou seja, apresentar-se junto do “Ministério do Trabalho e assinar um documento em que diz que até ao final do ano regulariza a situação das pessoas que devia ter regularizado em 2019”, assumindo o compromisso de cumprir que “quem tem que progredir na carreira avance em 2020, a greve será desconvocada”.

Por sua vez, a empresa afirmou que “cumpre escrupulosamente a lei e toda a regulamentação aplicável, tanto ao nível da legislação laboral como em termos de acordos e protocolos aplicáveis à empresa”, pelo que “não reconhece fundamentos para esta paralisação”.

“A Portway procedeu em novembro à aplicação das tabelas remuneratórias convencionadas e à aplicação das restantes condições remuneratórias previstas no Acordo de Empresa em vigor, o que representou um aumento médio de cerca de 8% nas remunerações”, assinalou.

Recordou também que foi “desenvolvida a negociação de um novo acordo de empresa, que não foi possível assinar por indisponibilidade do SINTAC após fecho da negociação”, mas a Portway “declarou, desde logo, a disponibilidade para diálogo futuro”, que mantém “com todos os parceiros sociais”, apelando para o “retomar das negociações no sentido de evitar esta paralisação”.

Segundo o SINTAC, a greve não tem serviços mínimos.

Riba d’Ave: Trabalhadores da Resinorte em greve esta quinta e sexta

Os trabalhadores da Resinorte, com unidade de produção localizada na vila famalicense de Riba d’Ave, estão em protesto esta quinta e sexta-feira.

“Os trabalhadores estarão em greve pelo aumento geral dos salários, exigem o respeito pelas estruturas representativas dos trabalhadores e do direito constitucional à contratação coletiva, o direito à carreira profissional, por melhores condições de vida e de trabalho”, sublinhou o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL), numa nota.

De acordo com o STAL, a administração da holding recusa-se “a iniciar qualquer processo de negociação coletiva global ou local”.

O sindicato sublinha que, além da melhoria dos salários, são exigidas melhorias noutras “prestações pecuniárias, nomeadamente, do subsídio de refeição e transporte” para a recuperação do poder de compra perdido, “um plano de carreiras que assegure a progressão e a promoção” e um seguro de saúde para todos.

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