Covid-19: Aulas de Educação Física devem privilegiar exercícios individuais

A Direção Geral da Saúde deu a conhecer às escolas as orientações para as aulas de Educação Física em tempos de covid-19. Assim, os professores devem privilegiar atividades em que o distanciamento seja possível, mas os alunos não precisam de usar máscara durante a aula no exterior.

Todo o material utilizado em aulas, como bolas, deve ser higienizado antes e depois de cada utilização. Devem, por isso, ser privilegiadas as práticas individuais em vez dos desportos coletivos, e recomendam o distanciamento de três metros em exercícios individuais.

Defendem a existência de circuitos no acesso às instalações desportivas e, sempre que possível, num só sentido; o calçado deve ser exclusivo para a prática desportiva.

No caso em que as aulas decorram em espaços fechados, nos intervalos deve ser feita a ventilação natural ou mecânica.

Acompanhe no facebook da Cidade Hoje debate sobre impacto da covid-19 no ensino

O impacto da covid-19 no ensino vai ser tema de debate promovido pela Cidade Hoje e com transmissão no facebook.

Pode acompanhar esta noite, a partir das 21 horas, as perspetivas das escolas, dos pais e da Câmara Municipal.

Cidade Hoje convidou Marco Magalhães, chefe de divisão da Educação na Câmara Municipal; Helena Pereira, diretora do Agrupamento de Escolas D. Sancho I; Amadeu Dinis, diretor da Escola Profissional CIOR; João Ruivo Meireles, do Colégio Machado Ruivo; e Antónia Oliveira, presidente da Federação Concelhia de Associações de Pais de Vila Nova de Famalicão.

Esta é mais uma conferência promovida pela Cidade Hoje depois do debate sobre o impacto da covid-19 na saúde/proteção civil e na economia.

É um debate que serve para apresentar ideias, fazer um balanço do impacto da covid no ensino e levantar algumas perspetivas sobre o ensino no próximo ano letivo.

Alunos até ao 9.º ano podem ter aulas pela televisão

Numa altura em que é cada vez mais difícil que o 3.º período arranque com aulas presenciais, o Governo encara como possibilidade o ensino pela televisão, à semelhança do que acontecia com a telescola. A ser concretizar, será para os alunos até ao 9.º de escolaridade.

Oferta vai ser criada em parceria com a RTP e usar canais disponíveis na TDT e outras plataformas da TV pública.

As aulas podem ser diárias, de segunda a sexta-feira, como na escola. O Jornal Público avança que o Governo tem vindo a trabalhar com o canal público com o objetivo de que a iniciativa arranque logo na primeira semana de aulas, com início previsto a 13 de Abril, depois do período de férias de duas semanas que coincidem com o feriado religioso da Páscoa.

Os conteúdos disponibilizados na televisão vão ser apresentados pelo Ministério da Educação como complementares ao acompanhamento que se pretende que os professores continuem a fazer à distância, como nas duas últimas semanas do 2º período. Ministério da Educação e RTP estão a estudar soluções para que não haja sobreposições de programação para as famílias que têm mais do que um filho.

Coronavírus: Universidade do Minho já identificou 180 pessoas que contactaram com aluno infetado

Os serviços da Universidade do Minho, em alerta depois de um estudante ter sido infetado com o vírus COVID-19, já identificou 180 pessoas que privaram com o doente.

Na manhã deste domingo houve uma reunião entre responsáveis da universidade, um delegado de saúde pública de Braga, e elementos da proteção civil, onde se definiram as estratégias para combater que o vírus se alastre.

O reitor, Rui Vieira de Castro, explicou aos jornalistas que todas as pessoas que contactaram com o infetado (estudantes e professores) já foram contactadas, e vão ficar sob “vigilância apertada”.

O aluno infetado é estudante de história, tem 19 anos, e é natural de Felgueiras. De acordo com a imprensa nacional, já terá infetado a namorada com coronavírus.

 

Famalicão: Já arrancou retirada de amianto na Escola Júlio Brandão

Foi no final do primeiro período letivo, depois do dia 17 de dezembro, que arrancaram os trabalhos de remoção de amianto na Escola Júlio Brandão, no centro de Vila Nova de Famalicão.

Este era um dos estabelecimentos que fazia parte da lista de escolas que ainda continha este material perigoso para a saúde humana.

A Cidade Hoje sabe que, todos os trabalhos do corpo docente, nomeadamente as reuniões de avaliação, foram transferidos para a escola Camilo Castelo Branco, de forma a facilitar a empreitada.

Escolas com amianto no concelho de Vila Nova de Famalicão

  • D. Maria II,
  • Nuno Simões
  • EB 1,2,3 de Arnoso Stª Maria e de Gondifelos
  • Secundária Padre Benjamim Salgado.

Na Escola Júlio Brandão, a remoção do amianto deve ficar concluída até ao regresso dos alunos para o segundo período, ou seja, até dia 6 de janeiro de 2020.

Professores regressam hoje à greve ao trabalho extraordinário

Os sindicatos alegam que a construção dos horários dos professores é ilegal, por impor um acréscimo de cerca de 30% às 35 horas semanais aplicáveis à generalidade da administração pública e também especificamente aos professores, conforme estabelece o Estatuto da Carreira Docente.

Pouco depois do arranque do ano letivo, os sindicatos retomam assim uma greve que transita do ano letivo anterior e que não tem data para terminar.

“A eventual suspensão desta greve dependerá da disponibilidade do Ministério da Educação, no caso, a próxima equipa ministerial, para respeitar o horário semanal de 35 horas que também se aplica aos docentes”, lê-se num comunicado da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), uma das dez estruturas sindicais que convocam a paralisação.

O pré-aviso de greve, que entra hoje em vigor, foi entregue ao Ministério da Educação na passada segunda-feira, e pressupõe que os docentes possam fazer greve a trabalho extraordinário como as reuniões intercalares de avaliação dos alunos, sempre que estas sejam marcadas fora do horário semanal de 35 horas.

“Este pré-aviso de greve destina-se a garantir que o horário semanal dos docentes seja efetivamente de 35 horas e não mais, bastando, para tanto, que os professores façam greve sempre que lhes for atribuída atividade que faça exceder, em cada semana, aquele número de horas de trabalho”, explica a Federação Nacional de Educação (FNE), também em comunicado.

A greve incide sobre reuniões de avaliação, reuniões de preparação e coordenação de trabalho letivo, secretariado de provas de aferição e exames, ações de formação, coadjuvação de aulas ou apoio a alunos, entre outras atividades, sempre que estas sejam marcadas fora do horário de 35 horas.

“Responsáveis do Ministério da Educação (ME) tentaram fazer passar a ideia de que semelhante greve, no ano que passou, não teve impacto, mas isso é falso. É verdade que a sua visibilidade pública não teve o impacto que têm as greves que deixam os alunos sem aulas, mas a greve, em muitas escolas, levou as respetivas direções a corrigir as ilegalidades e a acabar com os abusos. Isto só foi possível porque, contrariamente ao que afirmaram responsáveis do ME, as consequências fizeram-se sentir, através da anulação de reuniões ou da ausência de muitos docentes nas que se realizaram”, refere a Fenprof.

As duas federações recordam que tentaram dialogar com o ME no final do ano letivo passado sobre a revisão dos horários dos professores, de forma a respeitar as 35 horas semanais, mas sem resultados.

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