Junta de Famalicão/Calendário enaltece civismo da população

A União de Freguesias de Famalicão e Calendário enaltece o civismo manifestado pela população, no que diz respeito à frequência do cemitério de Calendário.

Neste tempo de confinamento social, os cidadãos têm respeitado esta norma e o cemitério tem estado, praticamente, vazio ou pouco frequentado.

A Junta de Freguesia, liderada por Estela Veloso, espera que esta atitude se mantenha nos próximos dias.

Serviços de fiscalização da Câmara de Famalicão mais próximos da população

Os serviços de fiscalização da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão vão ficar mais próximos dos munícipes. A partir de fevereiro e até ao final do ano, seis equipas destes serviços da autarquia vão percorrer todo o concelho proporcionando um atendimento mais próximo e descentralizado à população, tirando dúvidas, esclarecendo e informando quem precisar sobre as regras que tutelam as mais variadas operações de licenciamento de obras, de atividades e de ocupação do espaço público.

“Queremos ir ao encontro dos famalicenses, facilitando-lhes a vida”, assinala o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha. “A fiscalização é um tema que não está acessível a toda a gente, existem muitas regras a respeitar, assim como uma legislação especifica. Desta forma, criamos seis equipas que duas vezes por mês, irão sair dos Paços do Concelho e instalar-se em várias freguesias para receber os cidadãos e orientá-los nos procedimentos legais que regulam os processos de licenciamento” explica o autarca.

A iniciativa arranca já no próximo dia 3 de fevereiro, pelas 10h00, nas freguesias de Lousado, Calendário, Pedome, Fradelos e Mogege. Os interessados em participar deverão informar-se nas respetivas juntas de freguesia.

Refira-se que o executivo de Paulo Cunha tem vindo a apostar numa política de descentralização e de uma maior proximidade com as populações. Exemplo disso mesmo são as constantes visitas do autarca às freguesias e às escolas do concelho.

Por outro lado, o município tem em marcha o projeto de descentralização cultural intitulado “Há Cultura”, com atividades culturais que envolvem a comunidade na sua criação, promovendo o acesso à fruição cultural, formando novas dinâmicas culturais um pouco por todo o concelho.

Landim: Vaga de assaltos a casas durante a noite assusta população

Num espaço de poucas semanas, pelo menos três casas foram assaltadas, no lugar do Sobreiral, na freguesia de Landim, em Vila Nova de Famalicão.

Ao que a Cidade Hoje conseguiu apurar, todos os roubos aconteceram no período da noite, em momentos em que não havia ninguém no interior das habitações. O último assalto aconteceu esta segunda-feira, tendo os autores do crime deixado um rasto de destruição.

Próximo desta habitação, no lugar de Campas, zona de fronteira entre Landim e Avidos, uma outra moradia, que estava para venda, ficou sem parte do recheio que tinha no seu interior. Os assaltantes conseguiram atuar durante a noite, sem que ninguém tivesse dado conta do que estava a acontecer.

Apesar de reportarem todos os casos às autoridades, e uma vez que os assaltantes parecem conhecer muito bem os hábitos de quem ali mora, os populares não se sentem seguros e exigem mais policiamento de proximidade, de forma a afastar os meliantes.

Contactado pela Cidade Hoje, o presidente da junta de freguesia confirmou a existência desta vaga de assaltos, acrescentado que a mesma terá começado “há cerca de três meses e também nas freguesias vizinhas”.

Ordem quer nutricionistas nas escolas, centros de saúde e autarquias

A Ordem dos Nutricionistas (ON) tem seis ideias que gostaria de ver no Orçamento do Estado 2020 (OE2020), tendo enviado uma carta com as medidas ao primeiro-ministro assim como a todos os partidos políticos com representação parlamentar.

“São um conjunto de propostas muito compreensíveis que visam melhorar a saúde através da alimentação, nutrição e do envolvimento dos nutricionistas”, explicou à Lusa a bastonária Alexandra Bento.

A primeira medida passa pelo reforço das verbas investidas em cuidados preventivos: Portugal gasta 1,8% do total em despesas de saúde com cuidados preventivos, enquanto a média da OCDE ronda os 3,2%, segundo a bastonária.

A Ordem quer que Portugal esteja ao lado do resto da Europa e por isso defende um reforço de investimento que permita “atingir em 2020 a média atual da OCDE, ou seja, os 3,2%”.

Para a Ordem, as receitas do imposto especial sobre as bebidas com açúcar e adoçante deveriam ser investidas em cuidados preventivos.

A contratação de mais nutricionistas para o Serviço Nacional de Saúde (SNS) é outra das propostas da ON que considera haver “um número manifestamente insuficiente” de profissionais.

No próximo ano deveriam ser contratados 55 profissionais para os cuidados de saúde primários. Este aumento traduz-se no reforço “dos agrupamentos de centro de saúde com mais um nutricionista. Continua a ser muito insuficiente, mas queremos que o Governo leve a efeito, todos os anos, o concurso nacional para o incremento deste recurso humano”, explicou Alexandra Bento.

Focada na promoção da saúde, a ON lembra que a escola é o lugar privilegiado para promover e educar para uma alimentação saudável. Por isso, a Ordem volta a lembrar a proposta já feita ao Ministério da Educação de contratar 30 nutricionistas.

“Temos de utilizar a escola como palco de excelência, mas não é responsabilizando os agrupamentos dos centros de saúde pela promoção da alimentação saudável das escolas, porque estes agrupamentos não têm meios suficientes”, criticou.

Também os mais velhos são uma preocupação da ON que exige a presença obrigatória de nutricionistas no setor social e solidário, ou seja, nos lares e centros de dia, “onde os idosos passam grande parte do seu dia”.

“Os nossos idosos que estão nos lares e centros de dia gozam de pior estado nutricional dos que os que não estão”, alertou a bastonária, sublinhando que tal facto revela uma carência de profissionais capazes de providenciar uma boa alimentação.

A medida já tinha sido alvo de uma recomendação da Assembleia da República, no verão do ano passado, e por isso a Ordem pede apenas que o diploma seja posto em prática.

“Não nos podemos esquecer que 15% dos nossos idosos estão em risco de desnutrição, 39% têm peso a mais e 70% dos nossos idosos sofrem de hipertensão”, lembrou.

Também nas autarquias, deverá ser garantida a presença obrigatória de nutricionistas, tendo em conta o processo de transferência de competências: “Só cerca de 10% das autarquias têm nutricionistas nos seus quadros, e só estas trabalham de forma eficiente”, lamentou.

Outra das medidas é a realização sistemática e regular de um Inquérito Alimentar Nacional, a iniciar já em 2020.

“Não podemos deixar que aconteça o que aconteceu no passado. Tivemos o primeiro Inquérito Alimentar Nacional em 1980 e só em 2016 é que voltámos a ter um novo retrato do consumo alimentar da população portuguesa”, recordou Alexandra Bento.

Para a bastonária, este tipo de estudos deve ser feito de cinco em cinco anos: “É importante fazer uma vigilância periódica” que permita ter “dados consistentes” para desenhar as políticas na área, explicou.

A ON pede também que seja criada a carreira especial de nutricionista no SNS e assim regularizar a situação atual que conta com a dispersão do nutricionista por três carreiras diferentes: técnico superior de saúde, técnico superior e técnico de diagnóstico e terapêutica.

Todos os dias são diagnosticadas 200 pessoas com diabetes em Portugal

O alerta da APDP surge a propósito do Dia Mundial da Diabetes (14 de novembro) que vai ser assinalado este ano com a campanha de sensibilização “Diabetes: Proteja a sua família”, promovida pela Internacional Diabetes Federation.

“Portugal é o país da União Europeia que tem mais pessoas com diabetes”, advertiu o presidente da APDP, José Manuel Boavida, para quem é “urgente mudar este paradigma”.

Os dados apontam “um quadro muito negro, de um peso enorme, com mais de um milhão de pessoas com diabetes e cerca de dois milhões de pessoas em risco de ter diabetes”, disse o endocrinologista à agência Lusa.

No total, são três milhões de pessoas com diabetes ou pré-diabetes, o que representa 40% da população portuguesa, números que considera “absolutamente esmagadores”.

Neste momento, “a diabetes é considerada a quarta causa de morte por si própria”, mas a doença está “subestimada na sua importância” porque ela “duplica ou triplica” a mortalidade nas pessoas com cancro, com doença respiratória e doenças cardiovasculares.

Por esta razão, José Manuel Boavida defendeu que a diabetes deve ser assumida como “um risco para a saúde pública” e “não como uma doença com a qual já se lida facilmente” e que já permite uma boa qualidade de vida.

“As pessoas com diabetes necessitam de um acompanhamento cada vez mais rigoroso e principalmente necessitamos de um diagnóstico precoce da diabetes (…) e das suas complicações a fim de minorar os seus impactos seja na mortalidade, nas amputações, na cegueira, nas insuficiências renais”, salientou.

O presidente da APDP salientou que mais de metade dos casos de diabetes tipo 2 são possíveis de prevenir com “hábitos simples” que começam em casa, como uma alimentação saudável, a prática de exercício físico e um ambiente familiar saudável.

“A campanha internacional é um alerta para recordar que as famílias têm um papel ativo a desempenhar na prevenção e gestão da diabetes e que os profissionais de saúde devem ter acesso a informação e ferramentas para ajudar os doentes e as suas famílias”, adiantou.

Apela também para a importância do diagnóstico precoce, uma das principais ferramentas para “prevenir ou adiar complicações que se podem revelar fatais”.

“Há dois milhões de pessoas com pré-diabetes que têm que ser diagnosticadas com urgência e isso implica que os centros de saúde e os cuidados primários tenham políticas ativas de rastreio dessa população”. Isso também implica que “a medicina do trabalho assuma as suas responsabilidades” porque muitas destas pessoas estão em idade ativa e não frequentam os centros de saúde.

“A ligação ou mesmo a integração da medicina do trabalho nos centros de saúde tem de ser equacionada e tem que se encontrar formas para que se possa avançar para que este rastreio seja sistematizado e que todas as pessoas tenham possibilidade de acesso”, defendeu.

Para o especialista, o Dia Mundial da Diabetes deve representar “um alerta que deve ter consequências ao nível da organização dos cuidados de saúde (…) e da participação das pessoas com diabetes na decisão política”.

Por outro lado, “as instituições não devem ficar fechadas sobre si próprias, não devem ter uma limitação da sua atividade. Devem ter permanentemente em atenção as pessoas que têm diabetes e que são o alvo principal de toda a nossa ação”.

Famalicão junta-se ao dia europeu sem carros e corta o trânsito no centro da cidade

No Dia Europeu sem Carros, que se assinala a 22 de setembro, as ruas do centro da cidade de Famalicão vão estar encerradas ao trânsito e vão encher-se de atividades para toda a família, transformando-se num gigantesco anfiteatro ao ar livre, com concertos musicais, aulas de teatro, demonstrações de dança, zonas de leitura, iniciativas desportivas e ações ambientais.

O comércio também sairá à rua com as suas montras participando nesta festa pela mobilidade e pela sustentabilidade.

As ruas encerradas ao trânsito são a Rua Adriano Pinto Basto (a partir do entroncamento com a rua Daniel Santos), Rua Santo António, Topo Norte da Praça D. Maria II, Praça D. Maria II (largo em frente à Fundação Cupertino de Miranda e Alameda) e Praça 9 de Abril.

Most Popular Topics

Editor Picks