Continental Mabor festeja 30 anos

A fábrica de pneus da Continental Mabor festeja 30 anos. Após três décadas de desenvolvimento contínuo e sustentável, o tempo é de festa. «A fábrica da Continental em Lousado é uma história de sucesso, estamos todos muito orgulhosos dos nossos 30 anos de enormes conquistas e, principalmente, pelo êxito conseguido pela nossa equipa», refere o presidente do Conselho de Administração da Continental Mabor, Pedro Carreira.

A 2 de julho de 1990, os colaboradores em Vila Nova de Famalicão produziram na nova empresa os primeiros pneus para automóveis. Até ao final daquele ano, cerca de 6.000 pneus saíram diariamente da unidade industrial. Mas, até à data saíram das linhas de produção quase 350 milhões de pneus “Made in Lousado”.

O ano de 2020 não está a ser favorável devido à covid-19, mas o presidente do conselho de administração garante que «vamos permanecer fortes, juntos como uma equipa motivada, e continuaremos a ser um parceiro de negócios de confiança para todos os nossos fornecedores e clientes, como nos últimos 30 anos».

Pedro Carreira agradece «a todos os colaboradores que desde a fundação da empresa tornaram possível este sucesso, bem como à atual equipa de Lousado, com quem contamos para superar os atuais desafios».

Eurodeputado do PCP ao lado dos trabalhadores da Continental

João Ferreira, deputado do PCP no Parlamento Europeu, esteve esta segunda-feira com os trabalhadores da Continental Mabor que estão em protesto contra a redução do salário e alteração dos horários de trabalho. São cerca de 650 funcionários da empresa que trabalham no turno do fim de semana.

O eurodeputado comunista mostrou-se solidário com a luta destes trabalhadores que considera «justa» e promete levar estas reivindicações até ao Parlamento Europeu. «Estamos a falar de uma empresa que, ao longo dos anos, tem vindo a beneficiar de generosos apoios públicos; inclusivamente, financiamentos da união europeia. A utilização deste tipo de apoios públicos tem por condição o respeito pelos direitos dos trabalhadores», sublinha o deputado comunista.

Entretanto, a comissão de trabalhadores reuniu esta segunda-feira com representantes da administração da empresa para tentar chegar a um acordo. Os trabalhadores, na voz do sindicalista Fernando Costa, prometem endurecer a luta se a empresa não for sensível às pretensões destes colaboradores.

Trabalhadores da Continental contra corte de salários

Cerca de 150 trabalhadores da Continental Mabor concentraram-se esta segunda-feira à porta da empresa em protesto contra a redução salarial de 24% aos trabalhadores do turno de fim de semana. Em causa estão 675 colaboradores, de um total de 2.300 funcionários da empresa.

Em declarações ao Jornal de Negócios, fonte da Continental Mabor diz que este é um processo que não está fechado, mostrando-se surpreendido com a manifestação de trabalhadores. Afirma que, neste momento, este turno não está a funcionar por falta de encomendas e que a empresa está a negociar com a Comissão de Trabalhadores uma nova organização destes turnos.

Os trabalhadores estão contra os cortes nos salários que dizem ter sido adquiridos por estes trabalhadores ao longo de 20 anos e «que lutaram junto com a empresa pelos avultados lucros de milhões ao longo dos anos». No caso dos trabalhadores de fim de semana, sublinham que se privaram «da sua vida familiar e social em prol da empresa e, como contrapartida de um salário justo que agora ameaça ser retirado».

Recorde-se que a Continental esteve fechada três semanas, entre 22 de março e 13 de abril. Reabriu a 14 de abril, de forma condicionada por causa do covid-19, com rotação de equipas. O pessoal afeto à produção está dividido por três turnos diários, mantendo-se suspensa a laboração de fim de semana.

Continental enfrenta um dos anos mais difíceis da sua história

A empresa Continental Mabor, de Lousado, está a produzir apenas a 40% do que seria normal numa semana de trabalho. Os trabalhadores estão a laborar por turnos, com os de fim de semana incluídos na semana de trabalho.

Segundo o administrador da empresa, Pedro Carreira, tal não se deve ao Plano de Contingência para combater a covid-19, mas por causa da redução das encomendas. «Deve-se a uma quebra brusca e clara do setor automóvel», reconhece o administrador da empresa, em declarações à imprensa, esta segunda-feira, durante uma visita do Primeiro-Ministro e do Ministro da Economia à empresa de Famalicão.

Apesar de estarem a trabalhar com dificuldades e de reconhecer que «este será um dos anos mais difíceis da história desta empresa», Pedro Carreira garante que os postos de trabalho (a termo certo ou a prazo) são para manter. As perspetivas de regressar aos planos iniciais da empresa só lá para o ano de 2021.

Recorde-se que a empresa, com cerca de 2.300 trabalhadores, esteve parada 15 dias, mas desde abril que retomou a laboração de forma parcial. Metade dos trabalhadores cumpre duas semanas e a outra metade fica em casa em lay-off. Depois invertem-se os papéis. Desta forma garante a quarentena dos trabalhadores e o despiste da doença.

O Ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, disse que a visita à Continental e a outras empresas do Norte serviu para analisar no terreno como estão as empresas a regressar à normalidade, após um período de paragem devido ao covid-19.

«Viemos ver como uma grande exportadora retoma a laboração, mas também perceber como se estão a adaptar a um novo conceito de trabalho e a regras de higiene, saúde e segurança no trabalho que têm de ser mais exigentes», explicou o Ministro.

Calendário Mabor presta homenagem ao automobilismo

A Continental lançou uma edição limitada do Calendário Mabor. São duas mil unidades deste calendário, que é já uma referência para muitos portugueses.

Para o diretor de Marketing da Continental em Portugal, Nuno Rebelo, «este calendário é uma homenagem aos automóveis que eternizaram o nome de Portugal na história do automobilismo mundial. Eles, tal como a Mabor, materializam o espírito explorador, inventivo e desassossegado que habita em cada português. Eles são os clássicos de todos nós».

Em doze meses, o calendário presta homenagem ao automobilismo nacional. Janeiro e fevereiro são dedicados ao mítico Alba; março e abril ao primeiro carro português construído em série – o Sado 550; em maio e junho, o UMM assume o protagonismo bem como a prestação do piloto português José Megre no Paris-Argel-Dakar; nos meses de julho e agosto, as cinco unidades revolucionárias do AGB IPA são as protagonistas; em setembro e outubro é o MG Canelas. O sucesso do todo o terreno Portaro encerra o ano de 2020 numa edição limitada do calendário Mabor.

A marca Mabor nasce em 1938, em Lousado, pioneira no fabrico de pneumáticos em Portugal. Em 1946, inaugura a sua primeira fábrica e no próprio dia da inauguração apresenta o primeiro pneu da marca. Este foi também primeiro pneu produzido em Portugal. É durante a década de 50 que inicia a sua aposta no mundo dos desportos automóveis, tornando-se uma importante referência nacional nesta área. A Mabor destaca-se nas competições automóveis, não só a nível técnico, mas também enquanto marca, publicitando os maiores circuitos e competições da altura. A partir daqui passa a ser impossível dissociar a marca do meio automobilístico português. Os maiores pilotos da altura, como era o caso de Vasco Sameiro, corriam com pneus Mabor. Em 1990, a Continental AG adquire participação maioritária na Mabor. A Continental Pneus Portugal (CPP) é, desde 2013, líder de mercado no segmento de pneus ligeiros. Responsável pela comercialização e distribuição de 11 marcas do universo Continental, nos segmentos ligeiros, pesados e industriais, – das quais se destacam a Continental, a Uniroyal, a Mabor e a Barum.

Famalicão: GNR desmonta esquema de furto de pneus novos

O Comando Territorial de Braga, através do Núcleo de Investigação Criminal de Barcelos recuperou esta quarta-feira 46 pneus furtados, no concelho de Famalicão.

No âmbito de uma denúncia por furto, os militares apuraram que os suspeitos ocultavam os pneus no sistema de logística/expedição, permitindo desviá-los durante a expedição, furtando-os e lesando a empresa num valor estimado superior a 50 mil euros.

No seguimento das diligências, os militares realizaram cinco buscas domiciliárias e oito buscas em veículos que culminaram na apreensão de 46 pneus, no valor de 3 500 euros, seis telemóveis, uma faca e cinco aerossóis de gás pimenta.

Durante a ação foram constituídos sete arguidos, com idades compreendidas entre os 36 e os 55 anos e os factos remetidos ao Tribunal Judicial de Famalicão.

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