Motoristas de transporte de passageiros do Norte em greve durante dezembro

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos do Norte (STRUN), a greve é para ser feita às folgas e feriados, assim como nos restantes dias às duas primeiras e últimas horas de cada dia, entre as 00:00 do dia 02 de dezembro e as 24:00 de 01 de janeiro de 2020.

Segundo o sindicato, no passado dia 09 de novembro decorreu mais uma reunião de negociações com a ANTROP (Associação Nacional de Transportes de Passageiros), “onde depois de se ter obtido consenso em quase todas as matérias, veio por fim a ANTROP dar o dito por não dito no que diz respeito aos retroativos a atribuir aos trabalhadores”.

Inicialmente a ANTROP, refere o STRUN, afirmou, que caso chegassem a acordo, “aplicaria os retroativos a todos os associados desde fevereiro”, contudo, mais tarde “veio dizer que apenas paga a partir da assinatura do acordo”.

Na referida reunião, acrescenta o sindicato, foi possível chegar a acordo em matérias como o “agente único”, as diuturnidades ou as horas noturnas. Contudo, no que respeita à subida da disponibilidade para 04:00 e à não acumulação do subsídio de alimentação com a refeição em deslocado, foi possível chegar a um entendimento.

“Como podem verificar, o acordo estava praticamente feito. A ANTROP, no final, é que roeu a corda no que diz respeito ao pagamento dos retroativos como estava acordado”, refere o STRUN em comunicado.

Em declarações à Lusa, o coordenador do STRUN, José Manuel Silva, salientou, contudo, que ainda é possível chegar a um acordo, caso a ANTROP esteja na disponibilidade de pagar os 30 euros por mês de retroativos, tal como havia sido acordado.

“São 30 euros por mês desde fevereiro, mais o subsídio de férias, o que totaliza 10 meses até outubro”, afirmou.

O sindicato, que se vai reunir na quarta-feira por causa dos serviços mínimos, reclama o pagamento de 300 euros, um montante muito superior aos 60 euros que o STRUN diz terem sido proposto pela antrop na segunda-feira.

À Lusa, o presidente da ANTROP, Luís Cabaço Martins, salientou que este sindicato está isolado dos restantes que já assinaram o acordo, e que, apesar disso, a ANTROP sempre esteve disponível para negociar, oferecendo as mesmas condições.

“Não fazia sentido agora pagar os retroativos desde fevereiro, quando tiveram a oportunidade de assinar o acordo e não o fizeram”, afirmou.

Luís Cabaço Martins considera que aceitar este pagamento seria desrespeitar os outros sindicatos, mas admite, no entanto, “no limite” uma solução de compromisso, como por exemplo, o pagamento de um mês de retroativos.

“Esta greve é absurda. É um sindicato que rejeita aumentos salariais. É ridículo”, concluiu, afirmando que não é verdade que a ANTROP faltou ao acordado.

GNR reforça fiscalização ao cinto de segurança, cadeirinhas de crianças e uso de capacetes

A GNR vai reforçar a fiscalização, a partir de segunda-feira, ao uso de cintos de segurança, cadeirinhas para crianças e dos capacetes para promover “comportamentos mais seguros” e “diminuir a gravidade” dos acidentes, indicou hoje a corporação.

A operação “de fiscalização intensiva”, que se chama “Proteção máxima, risco mínimo, vai decorrer até 15 de setembro em todo o país, refere a Guarda Nacional Republicana, em comunicado.

A corporação destaca que a operação tem o objetivo de “promover comportamentos mais seguros por parte dos condutores e ocupantes dos veículos e diminuir a gravidade das consequências dos acidentes de viação”.

Segundo a GNR, o cinto de segurança e o sistema de retenção para crianças (SRC) têm por finalidade impedir a projeção dos ocupantes, minimizando a gravidade dos ferimentos, em caso de acidente de viação, enquanto o capacete constitui o principal dispositivo de segurança para os condutores das motas e tem por função absorver parte da energia do impacto, estimando-se que o uso seja responsável por evitar 50% das mortes em desastres.

A GNR detetou, em 2018, cerca de 19.000 condutores que não usavam o uso do cinto de segurança, ou estavam a utilizá-lo incorretamente, 1.446 por não utilização das cadeirinhas para crianças e 936 por não utilizarem capacete durante a condução de motas.

Este ano e até ao dia 31 de agosto, a GNR detetou quase 16.000 mil condutores que não usavam o cinto de segurança ou as cadeirinhas para crianças e 638 condutores de motas que não utilizavam o capacete, além de terem sido detidos 739 condutores por não terem habilitação legal para conduzir este tipo de veículos.

Durante a operação, a GNR vai alertar os condutores para “a importância da utilização dos dispositivos de segurança passiva, especialmente para os condutores de veículos de duas rodas a motor”, tendo em conta que constituem um grupo de risco pelas consequências dos acidentes serem normalmente graves devido à menor capacidade de proteção em caso de colisão ou despiste.

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