Está suspensa a entrega dos manuais escolares gratuitos

Os manuais escolares relativos ao ano letivo 2019/20 já não precisam de ser entregues. Por proposta do CDS-PP, aprovada no Parlamento, fica suspensa a obrigatoriedade de devolução dos manuais escolares gratuitos. A decisão, que teve apenas os votos contra do PS, tem por base a garantia de condições para a recuperação de matéria escolar em atraso, devido à suspensão das aulas presenciais.

Os pais manifestaram-se satisfeitos com esta medida mas alertam que algumas famílias já entregaram os livros. O prazo para a entrega arrancou na sexta-feira, dia que marcou o final do 3.º período, e terminaria a 28 de julho. Por isso, o presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), Jorge Ascensão, espera que as escolas possam devolver os manuais às famílias que já os entregaram, porque os alunos irão precisar deles no próximo ano letivo.

A proposta partiu do CDS e teve a aprovação dos restantes partidos, com exceção do PS que votou contra. A referida proposta faz parte do conjunto de alterações ao Orçamento de Estado Suplementar que esta terça-feira começou a ser discutido e votado na especialidade.

Os pais já tinham manifestado apreensão em relação à obrigatoriedade de devolver os manuais escolares utilizados este ano, questionando como é que os alunos iriam recuperar os conteúdos que ficaram por lecionar no 3.º período, sem o apoio dos livros.

Jovens do Ribeirão vão treinar a partir de casa

O novo modelo de treino individual que estava a ser preparado para os atletas do Ribeirão FC fica sem efeito, anunciou o coordenador do departamento de formação.

Leandro Loureiro, em nota publicada no facebook, anuncia que o clube vai apresentar alternativas, «para que os nossos atletas efetuem esse trabalho em casa durante a próxima semana».

Esta medida resulta da preocupação manifestada por pais «que sentiam um certo desconforto em função da situação que vivemos atualmente».

S.Silvestre de Famalicão continua a ser a terceira mais participada de Portugal

Com cerca de 2400 participantes, a S.Silvestre de Vila Nova de Famalicão, organizada pelo Eugenios Health & Spa Club, revalidou em 2019 o título de uma das mais participadas do país.

A iniciativa, que acontece em Vila Nova de Famalicão a 23 de dezembro, está em terceiro lugar no ranking de todas as provas do género de Portugal. À frente, em segundo lugar, encontra-se a prova do Porto, com cerca de 9400 participantes, enquanto que a capital lidera o top com mais de 10 mil atletas.

Veja o Ranking:

Xarope “Ben-u-ron” está em rutura de stock, mas há alternativas no mercado

Segundo a Associação Nacional de Farmácias (ANF), em declarações ao Jornal de Notícias, o paracetamol pediátrico Ben-u-ron xarope está praticamente esgotado. O medicamento é uma das marcas mais compradas para combater febre ou sintomas gripais em crianças. A rutura, que deverá ser sentida em todo o país, prende-se com problemas de produção.

Segundo uma fonte da ANF, a previsão é de que a reposição “não vai ser possível durante o mês de janeiro”.

A Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) assegurou hoje, no entanto, que há alternativas no mercado para substituir o xarope Ben-u-ron, que está em rutura de ‘stock’ em muitas farmácias, com a mesma forma farmacêutica e em quantidade suficiente.

Em declarações à agência Lusa, a coordenadora do Gabinete de Disponibilidade do Medicamento do Infarmed, Helena Ponte, afirmou que a autoridade do medicamento foi notificada pela Bene Farmacêutica, empresa titular da autorização de introdução no mercado (AIM) do Ben-u-ron da situação de rutura.

“O fabrico [do xarope] teve um problema de qualidade e a empresa titular da AIM agiu em conformidade e notificou o Infarmed com o tempo suficiente para nós realmente garantirmos o acesso a esse medicamento, o paracetamol em xarope 40 miligramas”, disse Helena Ponte.

Segundo a responsável, este medicamento tem alternativas no mercado nacional pela parte da Generis Farmacêutica, dos Laboratórios Basi e da Farmoz.

A notificação permitiu que a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde fizesse o seu trabalho “na garantia do seu acesso durante o período que há uma grande probabilidade do medicamento Ben-U-Ron estar em rutura”, sublinhou.

Durante esse período, salientou, o mercado nacional e todo o país terá “disponível o mesmo medicamento para ser consumido nas mesmas quantidades médias nesta altura do ano”, assegurou Helena Ponte.

A responsável adiantou que a empresa farmacêutica para mitigar o impacto desta rutura reforçou a disponibilidade de outras formas farmacêuticas, mas o Infarmed pugnou para que houvesse alternativas com a mesma forma farmacêutica, independentemente de haver um reforço de comprimidos ou de supositórios, que não é o foco do problema da rutura.

Questionada pela Lusa sobre se a rutura poderá ser até fevereiro, Helena Ponte afirmou que, neste momento, há “uma previsibilidade dessa rutura que pode ser superior, pode ser inferior, tendo em conta que é uma questão de qualidade”.

“Diria que, se calhar, em fevereiro seria o pior dos cenários, mas até para a empresa porque, do ponto de vista do consumidor nacional, há o medicamento em Portugal”, sustentou.

Mas, vincou, esses fatores já foram tidos em conta na análise do Infarmed. “Neste momento, já temos quantidade suficiente no mercado e em território nacional superior àquela que, em princípio, será necessária para o tempo de rutura, além dos mecanismos já ativados para a sua produção nas quantidades que forem necessárias”, reiterou.

Para o Infarmed, a avaliação desta rutura foi de “impacto reduzido ou nulo”, porque o medicamento está assegurado no mercado pelos genéricos.

O presidente da autoridade reguladora disse mesmo ao Observador que não há motivos para preocupação. Segundo Rui Santos Ivo, há pelo menos três alternativas também em versão xarope e a preços baixos no mercado, sendo que os farmacêuticos têm a obrigação de indicar as alternativas ao xarope ben-u-ron no ato de compra.

Jorge Amil Dias, presidente do Colégio de Pediatria da Ordem dos Médicos, procurou acalmar os pais reiterando em declarações à TSF que não há razão para alarme, uma vez que existem no mercado outros medicamentos “com o mesmo princípio terapêutico, que são perfeitamente equivalentes e podem ser utilizados com toda a segurança”.

A expectativa do director médico da empresa responsável pelo fabrico dos medicamentos Ben-U-Ron, Alfredo Tavares, em declarações ao Público, é de que a ruptura não se faça sentir tão cedo, mas assumiu que “a previsão é não recebermos o Ben-U-Ron xarope até ao final de fevereiro”.

Turismo, indústria e energia fazem do Norte região que mais cresceu em 2018

Os resultados provisórios das Contas Regionais de 2018 do INE indicam que apenas a região Norte (2,9%) e a Área Metropolitana de Lisboa (2,6%) apresentaram “um crescimento superior” à média nacional (2,4%), sendo que o Algarve teve um crescimento idêntico ao país.

Na região Centro (2,2%) e na Região Autónoma dos Açores (2%), o PIB registou “crescimentos mais moderados”, com o Alentejo e a Região Autónoma da Madeira a apresentarem “as variações do PIB mais baixas (1% e 0,6%, respetivamente)”, lê-se no documento.

Segundo o INE, os resultados finais de 2017 revelaram que as assimetrias do PIB per capita entre as 25 regiões atingem a sua expressão máxima na comparação do Alentejo Litoral (138,9) com a do Tâmega e Sousa (60,8), tal como acontecia em 2016.

Face a 2016, verificou-se “um aumento da disparidade regional neste indicador”, passando a diferença entre essas duas regiões (Alentejo Litoral e Tâmega e Sousa) de 72,1% para 78,1%.

De acordo com o INE, o crescimento do PIB da região Norte foi influenciado pelo desempenho do Valor Acrescentado Bruto (VAB) “do ramo da indústria e energia e pelo ramo do comércio, transportes, alojamento e restauração”.

Já a evolução menos favorável do PIB na Madeira foi influenciada “pela diminuição da atividade dos serviços de comércio localizada no Centro Internacional de Negócios da Madeira e, em menor grau, pela desaceleração da atividade turística”, com impacto no alojamento e restauração.

No caso do Alentejo, o crescimento do PIB foi influenciado negativamente pelo desempenho do VAB “da indústria e energia, especificamente, pelos ramos da indústria de fabricação de coque e de produtos petrolíferos e da eletricidade, gás, vapor, água quente e fria e ar frio”.

O INE recorda que, em 2017, em termos reais, todas as regiões registaram crescimentos do PIB, destacando-se o Algarve (5,4%), a Madeira (5,1%) e Lisboa (3,6%), que apresentaram variações reais superiores ao país.

A região Norte (3,5%) apresentou um crescimento idêntico ao nacional, enquanto as regiões Centro (3,1%), Alentejo (3,0%) e Região Autónoma dos Açores (1,7%) registaram crescimentos inferiores à média nacional.

Segundo o INE, em 2017, a produtividade do trabalho, avaliada pelo quociente entre o VAB em termos reais e o emprego medido em indivíduos totais, “manteve-se inalterada para o conjunto do país, apresentando, contudo, comportamentos diferenciados a nível regional”.

Na Área Metropolitana de Lisboa (-1,3%) e no Algarve (-0,2%) registaram-se decréscimos de produtividade, “em resultado do aumento real do VAB inferior à variação de emprego”.

Nas restantes regiões, verificaram-se aumentos de produtividade, sendo mais expressivos na Região Autónoma da Madeira (1,0%) e no Alentejo (0,9%).

Considerando as regiões NUTS III (Nomenclatura das Unidades Territoriais para Fins Estatísticos), a região do Alentejo Litoral continua a apresentar o maior índice de produtividade (143,6%) e a região do Douro o menor índice de disparidade (66,5%), refere o INE.

A região Alentejo Litoral é mesmo aquela que apresenta os maiores índices do PIB per capita e da produtividade, o que “está relacionado com a localização, na zona de Sines, de atividades económicas com elevado rácio capital/trabalho”.

Most Popular Topics

Editor Picks