Covid-19: País dividido em três zonas de risco? Famalicão pode entrar no escalão máximo

O Governo está a analisar a possibilidade de dividir os 308 municípios portugueses em três escalões, com base na incidência da Covid-19 por cada 100 mil habitantes nos últimos 14 dias, revelou esta terça-feira o deputado do PEV, José Luís Ferreira, depois de uma reunião com o Presidente da República.

Tendo por base os últimos dados municipais, divulgados na passada segunda-feira pela Direção-Geral da Saúde, há 28 concelhos que podem ser incluídos no escalão mais alto, com medidas mais restritivas de controlo à pandemia. De entre os concelhos no escalão máximo, está Vila Nova de Famalicão que no último relatório da DGS registou, nos últimos 14 dias, 1349 casos de infeção por 100 mil habitantes.

No escalão das restrições mais apertadas podem entrar os concelhos com mais de 960 casos por 100 mil habitantes – é o caso de VN Famalicão; no escalão intermédio entre 480 e 960; e no escalão mais baixo os municípios cuja incidência se cifre entre 240 e 480 casos.

No entanto, este é apenas um cenário, avançado pelo Eco, que ainda não foi confirmado, como também se desconhece que medidas podem ser aplicadas aos municípios em cada escalão.

Recorde-se que, também o ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, admitiu, esta terça-feira, que o Governo pode aplicar «restrições suplementares» para travar o contínuo aumento de casos de infeção pelo novo coronavírus nos municípios mais atingidos pela pandemia.

Operação Éter: PJ passa em todos os municípios do Norte

A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão foi um dos municípios auscultados pela Polícia Judiciária, no âmbito da Operação Éter que tem a ver com ajustes diretos na instalação de lojas interativas de turismo. Da diligência no Município famalicense não resultaram arguidos.

No distrito, a PJ ouviu todos os municípios que com a Turismo do Porto e Norte de Portugal celebraram protocolos para a instalação de lojas interativas de turismo. Segundo o MP, a investigação ainda não está concluída, sendo necessário proceder à recolha de mais elementos de prova, quer documental, quer testemunhal.

Na origem desta investigação estão os ajustes diretos que cerca de 60 câmaras municipais fizeram nas empreitadas das lojas interativas de turismo, alegadamente sem respeitarem as regras da contratação pública.

Recorde-se que no passado dia 25 de outubro, o Ministério Público (MP) deduziu acusação contra 29 arguidos (21 pessoas individuais e oito entidades coletivas), incluindo o ex-presidente da Turismo do Porto e Norte de Portugal, Melchior Moreira, que se encontra em prisão preventiva desde 18 de outubro do ano passado.

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