Incêndios: Meios de combate reduzidos a partir de quarta-feira

O número de meios terrestres e aéreos é reduzido após terminar hoje o nível III de empenhamento operacional, em que estiveram mobilizados, desde o início do mês, 9.279 elementos, 1.972 veículos e 60 aeronaves.

A diretiva operacional que estabelece o DECIR indica que a partir de quarta-feira o empenhamento dos meios de combate vai estar no nível II, passando a estar no terreno as forças de empenhamento permanente e 39 meios aéreos.

Fazem parte das forças de empenhamento permanente os elementos dos corpos de bombeiros, da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro (UEPS) da GNR, da Força Especial de Bombeiros e as Equipas e Brigadas de Sapadores Florestais.

O DECIR ressalva que “a avaliação do perigo e do risco determinará o nível de empenhamento adicional de meios”.

No âmbito da Rede Nacional de Postos de Vigia, mantêm-se em funcionamento até ao dia 06 de novembro os postos da rede primária, num total de 72.

O último relatório do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) indica que, entre 01 de janeiro e 30 de setembro, ocorreram 10.359 incêndios rurais, mais 16 do que no mesmo período de 2018, de que resultaram em 41.014 hectares de área ardida, mais 375 hectares do que em período idêntico do ano passado.

O relatório provisório adianta que o ano de 2019 apresenta, até 30 de setembro, o terceiro valor mais baixo em número de incêndios e o terceiro valor mais reduzido de área ardida, dos últimos 10 anos, sendo 2014 e 2018 os anos que apresentam dados inferiores.

O ICNF destaca também que setembro foi o mês com o maior número de incêndios rurais (2.458) e julho o que registou maior área ardida este ano (14.035 hectares).

Época mais crítica dos incêndios termina esta segunda-feira

Depois da época mais crítica que termina hoje, passa-se na terça-feira a um nível de empenho operacional denominado “reforçado de nível III”, de acordo com a Diretiva Operacional Nacional (DON), que estabelece o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR).

A partir do dia 16 de outubro e até ao fim do mês entra-se no nível de empenhamento operacional “reforçado de nível II”, passando a “permanente de nível I” nos dois últimos meses do ano.

Depois do empenho operacional “reforçado de nível IV” dos últimos três meses, o nível da primeira quinzena de outubro integra até 9.279 elementos (11.492 de julho a setembro) e até 1.972 veículos (2.493 até agora) dos vários agentes presentes no terreno e até 60 meios aéreos, além de 2.147 equipas (menos 503 do que nos meses mais críticos).

De 15 a 31 de outubro os meios aéreos passam a 39, embora a avaliação do perigo possa determinar o empenhamento de outros meios.

Nos dois últimos meses do ano, em que a mobilização de meios é a mais baixa, os meios aéreos permanentes passam a 17, três do Estado e 14 locados.

Também com o nível I, o período de 1 de janeiro e 14 de maio conta com as forças de empenhamento permanente e 14 meios aéreos.

Dados disponíveis na página da Internet do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) indicam que este ano, até 27 de setembro, deflagraram 10.289 incêndios rurais, que atingiram 41.006 hectares, 51% de povoamentos florestais, 38% de matos e 11% de agricultura.

Até 1 de julho tinham deflagrado 4.888 incêndios rurais que atingiram 9.705 hectares de florestas, 41% dos quais em povoamentos florestais, 43% em matos e 17% em áreas agrícolas.

Os números indicam que houve um aumento para o dobro do número de incêndios e quadruplicou a área ardida.

No ano passado, até 15 de setembro, o ICNF tinha registado 9.725 incêndios rurais, que resultaram em 38.223 hectares de área ardida.

Até agora a época de incêndios foi também marcada por vários acidentes com aeronaves, o último deles a 05 de setembro, quando um piloto morreu na sequência da queda do helicóptero que operava no combate a um incêndio em Valongo, Porto.

O acidente foi o sexto envolvendo aeronaves de combate a incêndios durante este ano, depois de se terem registado situações em Ferreira do Zêzere e Tomar junto à Barragem de Castelo de Bode (distrito de Santarém), Pampilhosa da Serra (Coimbra), barragem do Beliche (Algarve) e Sabugal (Guarda).

Most Popular Topics

Editor Picks