Setenta profissionais de saúde ausentes do serviço

Os Centros de Saúde de Famalicão estão sem 70 profissionais de saúde, por motivos que se prendem com baixas médicas, apoio aos filhos e quarentena devido ao Covid-19. Entre os profissionais ausentes contam-se médicos, enfermeiros e pessoal administrativo.

Face a esta situação é à necessidade de responder ao surto de covid-19, o ACES – Agrupamento de Centros de Saúde de Famalicão procedeu a uma série de alterações nos centros de saúde, nomeadamente nos horários de atendimento e na reorganização dos serviços, tal como Cidade Hoje deu conta na passada semana.

As Unidades de Saúde Familiares estão em funcionamento, mas os centros de saúde de Gondifelos, Ruivães, S. Cosme e Fradelos, estão encerrados. Os utentes são atendidos noutros centros próximos. As consultas programadas foram desmarcadas mas são atendidas as situações urgentes e os tratamentos de enfermagem, assim como o atendimento a grávidas, renovação de baixas e de medicação de doenças crónicas.

Em caso de suspeita de covid 19 ligue primeiro para a linha Saúde 24 (808242424)

Seis famalicenses infetados, dez aguardam resultados das análises

Estão confirmados seis famalicenses infetados pelo coronavírus, enquanto que 10 aguardam o resultado das respetivas análises. Esta informação foi prestada ao CIDADE HOJE por responsável oficial.

Esta fonte CIDADE HOJE confirmou, ainda, a criação nas unidades de saúde de um “corredor de acesso a pessoas com problemas respiratórios”, que são doentes prioritários. A criação deste mecanismo de acesso determinou a reorganização dos serviços e espaços internos de várias unidades de saúde. Esta reformulação levou ao fecho dos centros de saúde de Gondifelos, S. Cosme e Ruivães.

Os clínicos destes espaços foram transferidos para outras unidades, a fim destas poderem dar a melhor resposta possível sempre que solicitada.

Um dos casos alvo de reorganização interna é em Delães. A unidade de saúde está apta a receber quem sinta os sintomas do COVID-19, para uma primeira triagem, razão pela qual não está a receber os utentes habituais (consultas de rotina). Esta limitação, garante a fonte Cidade Hoje, nada tem a ver com a suspeita de médicos (dois) infetados nesta unidade. A enfermagem está a funcionar, bem como outros serviços.

No entanto, a suspeita de que dois médicos estão infetados determinou que vários funcionários e utentes desta unidade de saúde estejam de quarentena e sob vigilância pela Saúde 24.

Médicos asseguram ter curado uma paciente infetada com coronavírus

A paciente em causa é uma mulher de 71 anos que deu entrada num hospital de Hua Hing, no sudoeste de Banguecoque, e foi transferida mais tarde com sintomas fortes para o hospital Rajavithi na capital tailandesa, segundo o diário Bangkok Post.

Em conferência de imprensa, os médicos tailandeses Kriangsak Atipornvanich e Suebsai Kongsangdao de Rajavithi indicaram que a mulher se recuperou ao fim de 48 horas de ter sido iniciado o tratamento.

O tratamento consta de oseltamivir, um antigripal utilizado em pacientes afetados pelo síndrome respiratório do Médio Oriente (MERS), e dois medicamentos antirretrovirais usados conjuntamente contra o VIH: lopinavir y ritonavir.

Em 24 de janeiro, um grupo de cientistas chineses indicaram em entrevista à revista The Lancet que estão a desenvolver ensaios clínicos para curar o coronavírus com lopinavir e ritonavir, que foram também usados durante a crise do Síndrome Respiratório Agudo Grave (SARS) em 2003 e 2004.

O coronavírus de Wuhan (2019-nCoV), o SARS e o MERS provocam sintomas como febre, tosse e dor de garganta, assim como insuficiência renal e pneumonia, podendo ser fatais.

A China elevou hoje para 304 mortos e mais de 14 mil infetados o balanço do surto de pneumonia provocado pelo novo coronavírus detetado em dezembro passado, em Wuhan, capital da província de Hubei (centro).

As Filipinas anunciaram também hoje a morte de um cidadão de nacionalidade chinesa, vítima de uma pneumonia causada pelo novo coronavírus, a primeira vítima fatal fora da China.

Além do território continental da China e das regiões chinesas de Macau e Hong Kong, há mais casos de infeção confirmados em 24 outros países, com as novas notificações na Rússia, Suécia e Espanha.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou na quinta-feira uma situação de emergência de saúde pública de âmbito internacional (PHEIC, na sigla inglesa) por causa do surto do novo coronavírus na China.

Médicos de saúde pública ameaçam sair de juntas médicas

A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) e o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) reuniram-se com os grupos parlamentares destes três partidos, aos quais “manifestaram preocupação com o estado atual do SNS e reafirmaram a necessidade de valorização da Carreira Médica para atrair e reter os médicos no SNS”.

Em comunicado conjunto divulgado após as reuniões, FNAM e SIM defenderam ainda que os sindicatos dos médicos “constituem parte da solução para o problema”, apresentando seis propostas.

Rever a carreira médica para contemplar nas grelhas salariais a possibilidade de dedicação exclusiva dos médicos, uma tabela de valorização do trabalho em urgência e uma redução dos horários dos turnos em serviço de urgência das 18 horas para as 12 horas, “permitindo mais tempo para a atividade assistencial e a diminuição das listas de espera” estão entre as propostas.

Propõem ainda rever o número de utentes por médico de família, um estatuto de “desgaste rápido, risco e penosidade acrescidos para a profissão médica” e “medidas de proteção e segurança dos médicos nos seus locais de trabalho”.

“Os recentes casos de violência contra médicos são reflexo da deterioração dos cuidados de saúde e à passividade governamental na sua resolução”, criticam os sindicatos.

A 15 de janeiro as duas estruturas sindicais vão reunir-se com os grupos parlamentares do PS, CDS-PP e PAN, aguardando ainda que seja agendada uma reunião com a comissão parlamentar de Saúde.

Famalicão e Santo Tirso: 40 médicos completam formação no Centro Hospitalar do Médio Ave

São 40 médicos internos que iniciaram um período de formação no Centro Hospitalar do Médio Ave. A colocação destes novos internos do Ano Comum no CHMA irá permitir que desenvolvam na instituição a sua formação prática em diversas áreas clínicas, sendo um reconhecimento de que o Centro Hospitalar dispõe de qualidade e capacidade técnica para colaborar na formação médica.

A origem académica dos novos internos é oriunda das diversas Faculdades de Medicina portuguesas. O ingresso no internato médico é precedido de procedimento concursal para o preenchimento do número de vagas anualmente fixadas para o efeito, sendo de salientar que grande parte destes médicos escolheu o CHMA como primeira opção.

Mais de mil médicos foram alvo de processos disciplinares em 2018, 45 foram condenados

Segundo os dados da Ordem dos Médicos, os conselhos disciplinares do Norte, Centro e Sul abriram, no ano passado, 1.071 processos, mais de metade dos quais (609) no Sul do país e 301 no Norte.

A informação mostra que foram encerrados 957 casos, de onde resultaram 45 condenações, sendo que apenas 14 foram no Conselho Disciplinar do Sul.

A maior parte das condenações (21) foi decidida no Conselho Disciplinar do Norte.

Dos médicos condenados, nenhum foi expulso, mas 13 foram suspensos.

O maior número de castigos foram censuras, tendo sido atribuídas 21, enquanto os restantes 11 levaram uma advertência.

Estes dados não incluem ainda o recente caso do médico obstetra envolvido no nascimento, em Setúbal, de um bebé com malformações, já que o bastonário da Ordem dos Médicos só apresentou queixa ao Conselho Disciplinar do Sul na sexta-feira.

Miguel Guimarães disse que ia pedir ao Conselho Disciplinar do Sul uma reunião “com caráter de urgência” para averiguar se deve ser aplicada a suspensão preventiva do obstetra, considerando que se justifica a “imediata inquirição do médico”.

“Nós tomámos conhecimento das queixas sobre o médico” na quinta-feira, quando foram divulgadas as notícias das queixas que já existiam e da queixa atual, referiu Miguel Guimarães, esclarecendo que a queixa atual não chegou ainda à Ordem dos Médicos, porque “não houve ainda da parte da família uma queixa para o Conselho Disciplinar da Ordem”.

O bastonário sublinhou, no entanto, que não é preciso a família apresentar a queixa.

“Hoje mesmo [sexta-feira] vou solicitar com urgência a abertura de um processo a nível do Conselho Disciplinar”, disse em conferência de imprensa, em Lisboa.

A conferência de imprensa foi convocada para prestar esclarecimentos sobre o caso do bebé nascido em Setúbal com malformações no rosto — sem nariz, sem olhos e com parte do crânio em falta — e que envolvem o obstetra Artur Carvalho, que, confirmou hoje Miguel Guimarães, tem cinco processos disciplinares em aberto no Conselho Disciplinar do Sul da Ordem dos Médicos, ao qual se vai juntar um sexto processo relativo a este caso.

O processo relativo ao bebé de Setúbal será o sexto processo daquele médico e o segundo em 2019, tendo os outros acontecido entre 2013 e 2017.

Segundo os dados disponibilizados pela Ordem dos Médicos, 900 casos foram arquivados no ano passado, estando ainda ativos 1.988.

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