Medicamentos com levantamento exclusivo nos hospitais já são entregues em casa dos doentes

Chama-se “Operação Luz Verde” e chega agora a todo o país.

É o novo serviço gratuito que permite a dispensa dos medicamentos levantados exclusivamente nos hospitais na casa dos doentes.

Evitam-se, deste modo, deslocações às unidades hospitalares onde é prestada assistência, em particular aos locais vocacionados para resposta à pandemia da COVID-19, prevenindo, por outro lado, a interrupção da terapêutica por dificuldades ou impossibilidade de acesso aos serviços hospitalares.

A dispensa é articulada pela Linha de Apoio ao Farmacêutico e efetuada pela farmácia escolhida pelos doentes.

O serviço foi testado em projetos-piloto no Centro Hospitalar Lisboa Central (TARV II) e no Centro Hospitalar e Universitário de São João (Pharma2Care) e conta, ainda, com o apoio dos municípios, juntas de freguesia e outras entidades do setor social.

Uma iniciativa feita em articulação com a Ordem dos Médicos e a Ordem dos Farmacêuticos que será gratuita até ao final de maio.

Fonte: MCR

Coronavírus: CTT entregam medicamentos em casa

Os portugueses vão poder receber medicamentos em casa em todo o país. Foi criado um novo serviço farmacêutico postal que permite fazer encomendas às farmácias à distância, por e-mail ou telefone. Poderão ainda receber em casa os medicamentos temporariamente indisponíveis na sua farmácia, sem necessitarem de uma segunda deslocação.

O novo serviço arrancou esta quinta-feira, e resulta de uma parceria entre os CTT – Correios de Portugal e a Associação Nacional das Farmácias (ANF). Os cidadãos podem aceder à listagem de farmácias aderentes nos sites www.farmaciasportuguesas.pt e www.ctt.pt. Aí encontrarão os endereços de e-mail e contactos telefónicos disponíveis para realizar as suas encomendas numa farmácia à sua escolha.

Os CTT garantem a entrega, no dia seguinte, de todas as encomendas realizadas até às 16 horas. Tendo em conta o atual contexto de epidemia, o serviço será disponibilizado a um preço promocional, até 30 de abril, de 3 euros + IVA por entrega. O serviço está preparado para responder às receitas médicas, mas também as necessidades de outros medicamentos e produtos de saúde.

Município de Famalicão paga medicamentos aos famalicenses

A Câmara Municipal vai pagar medicação a famílias famalicenses com carências económicas.

Na reunião do executivo municipal desta quinta-feira, foi autorizado um protocolo com a Associação Dignitude e outro com o Centro Hospitalar do Médio Ave, até ao montante de 150 mil euros por um ano.

A vereadora da Saúde Pública, Sofia Fernandes, explica que os serviços sociais municipais vão sinalizar as pessoas que, por razões económicas, precisam deste tipo de apoio.

A Associação Dignitude fará a entrega dos medicamentos por via das farmácias aderentes; enquanto o Centro Hospitalar do Médio Ave vai prestar igual serviço, mas apenas aos utentes de saúde mental.

Receitas eletrónicas: sistema vai estar desligado a partir das 14h00

Em comunicado, a Associação Nacional de Farmácias (ANF) refere que a informação de que os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde vão desligar aqueles serviços informáticos lhe chegou através de um e-mail enviado ao final da tarde (18:43 horas) de sexta-feira.

Perante a situação, a ANF delineou, entretanto, um plano para reforçar as equipas de forma a garantir resposta aos doentes urgentes que se apresentem naquele período com receita eletrónica nos telemóveis.

Prevendo “grandes atrasos” decorrentes da confirmação telefónica dessas prescrições, a ANF recomenda aos doentes que já possuam receita média que as procurem aviar até às 13:00 horas deste sábado.

“É incompreensível que um sistema crítico desta importância para a saúde das pessoas não disponha de redundâncias que evitem a sua total paralisação por um período contínuo de 18 horas”, refere o diretor de Sistemas de Informação da ANF, Miguel Lança, citado num comunicado enviado à Lusa.

O mesmo responsável considera ainda ser “inaceitável” que “um distúrbio desta magnitude” no sistema de suporte às receitas médicas apenas seja comunicado “subitamente, de véspera”, impedindo médicos, farmácias e os próprios doentes “de planificarem alternativas”.

Consumo de antidepressivos disparou em Portugal

O relatório sobre o setor da saúde em 2019 da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), divulgado hoje, mostra um aumento generalizado no consumo de antidepressivos nos cerca de 30 países analisados, que entre 2000 e 2017 registaram, no conjunto, uma duplicação.

Portugal apresentava em 2017 um consumo de 104 doses diárias de antidepressivos por mil pessoas, quando em 2000 pouco ultrapassava as 30 doses diárias.

O relatório usa como indicador a “dose diária”, que representa a média indicada por dia para um medicamento usado por adultos para sua principal indicação terapêutica.

Portugal apresenta um consumo de 104 doses diárias por mil pessoas, quando a média dos países da OCDE é de 63.

Com maiores consumos do que Portugal surgem a Islândia, o Canadá, a Austrália e o Reino Unido.

Segundo o documento “Health at Glance 2019”, o aumento do consumo de antidepressivos pode refletir melhorias no reconhecimento e diagnóstico da depressão, a disponibilidade de terapias e a evolução de guias de orientação clínica.

Há contudo uma grande variação entre os países analisados e a Islândia tem, por exemplo, um consumo 10 vezes superior ao da Letónia, país com consumo mais reduzido.

Associações de doentes alertam para “realidade assustadora” de falta de medicamentos

Na carta, a que a agência Lusa teve acesso, as associações de doentes que integram a Convenção Nacional de Saúde referem, em especial, os medicamentos para o cancro, lamentando a demora na aprovação de medicamentos inovadores.

As associações, que pedem uma reunião urgente ao Infarmed – Autoridade do Medicamento, sublinham que consideram inconstitucional qualquer barreira ou limitação no acesso a tratamentos.

As associações de doentes referem também que têm sido contactadas nos últimos dias por “vários doentes preocupados com o agravar do seu estado de saúde”, apontando a falta de medicamentos nas farmácias e também barreiras no acesso à fármacos inovadores por falta de aprovação ou autorização do Infarmed.

Contactada pela agência Lusa, a Autoridade Nacional do Medicamento afirmou que recebeu a carta e que já agendou uma reunião com estas associações.

Most Popular Topics

Editor Picks