Famalicão: Mário Passos e Joaquim Carneiro escrevem obra sobre sistemas fotovoltaicos

Sistemas Fotovoltaicos – Fundamentos sobre Dimensionamento é o título do livro que é apresentado esta sexta-feira, às 18h20, na Casa das Artes de Famalicão.

A obra é da autoria do vereador do município Mário Passos e de Joaquim Carneiro, com chancela Engebook da Quântica Editora. A sessão de apresentação conta com a presença de Paulo Cunha, presidente da Câmara Municipal.

A obra, além de versar aspetos de índole geral sobre sistemas fotovoltaicos (SFV) contém informação sobre materiais semicondutores e as suas propriedades optoeletrónicas e apresenta, com detalhe, metodologias de cálculo adstritas ao dimensionamento de SFV autónomos, SFV ligados à rede e SFV para bombagem de água, através da resolução numérica de casos de estudo específicos.

Mário Passos e Joaquim Carneiro são licenciados em Física e Química, pela Universidade do Minho.

Famalicão: “Estórias de Villa” agora em livro

Há livros que são usados como argumento de filme; “Estórias de Villa” é nome de filme, exibido em 2018, que passou a livro com o mesmo nome. A autoria continua a ser do famalicense João Pedro Castro, que usou o papel para dar largas à imaginação que ficou patente no filme.

A apresentação estava marcada para este sábado, dia 17, mas devido ao Estado de Calamidade foi adiada ainda sem data. Será, como estava previsto, no Museu do Automóvel Antigo de Famalicão, um dos locais usados no filme. A apresentação será de Armindo Vilaça.

Aliás, filme e livro são projetos muito famalicenses, da conceção à realização. A autoria é de João Pedro Castro, muitos dos atores eram famalicenses e a ilustração do livro é de David Vieira de Castro.

Há outros elementos aglutinadores e que unem livro e filme. Um deles é a história. O livro mantém a mesma: o sonho de uma pessoa de meia-idade, com crítica social à mistura e muito humor. «No livro consegue-se desenvolver os temas pertinentes com mais liberdade e intensidade», revela o autor, evidenciando que o filme é menos pessoal porque tem muito daquilo que os atores colocam no projeto cinematográfico.

Apesar da apresentação do livro ter sido adiada, é possível adquiri-lo através da página do facebook de “Estórias de Villa” ou na papelaria/quiosque “Pip´s Bazar”, na Avenida 25 de Abril.

Famalicão: Fundação Cupertino de Miranda apresenta Torre Literária e o livro “O Cânone”

A Fundação Cupertino de Miranda inaugura no dia 18 de outubro, às 18 horas, a exposição Torre Literária – Louvor e Simplificação da Literatura Portuguesa. Trata-se de um espaço expositivo dedicado à literatura portuguesa, da responsabilidade de António Feijó, João R. Figueiredo e Miguel Tamen.

São estes também os autores do livro “ O Cânone”, com 365 páginas, que será lançado esta quarta-feira, dia 14.

O livro “O Cânone” contém referências a 50 autores da Literatura Portuguesa e opiniões sobre autores portugueses. «Não é um dicionário ou um guia neutro para a história da literatura portuguesa: é um livro de crítica literária para nos fazer pensar sobre a literatura portuguesa», referem os autores deste projeto.

A apresentação será feita em Lisboa e no Porto, com transmissão via facebook da Fundação Cupertino de Miranda e da Edições Tinta-da-China. Não é permitida a presença de público.

Esta quarta-feira, dia 14, às 18 horas, no Jardim Botânico Tropical de Lisboa, com apresentação do humorista Ricardo Araújo Pereira. No dia 15, quinta-feira, às 18 horas, no Porto, com transmissão a partir da Casa de São Roque, no Porto, com apresentação de Pedro Sobrado, presidente do conselho de Administração do teatro Nacional São João.

A partir do dia 16 de outubro, sexta-feira, já poderá adquirir o livro “O Cânone” na loja/livraria da Fundação Cupertino de Miranda. Há 10% na campanha de lançamento.

Avelino, o reparador de letras

A história de Avelino Machado é imensa. A que aqui trazemos é a sua mais recente história. Tem seis anos. Decorre na Oficina de Reparação de Letras. Está no Porto. O Avelino é de Famalicão.

Avelino Guilherme Barros Machado já foi radialista, manager de bandas, na então ”Deixe de ser duro Ouvido”, técnico de festivais de música, escritor e, agora, abraça as artes plásticas num quase abandonado centro comercial do Porto.

Avelino, o artista plástico, trabalha, em tela, a letra, a palavra e textos do escritor Guilherme Barros (que é ele próprio). Qual ourives, trabalho de filigrana, Avelino cuida e projeta as palavras que o Guilherme lhe dá «num trabalho de paciência, único e delicado», processo que Avelino assume «como um projeto de vida».

No fundo, o artista usa a escrita da sua meia parte – Guilherme Barros – transpondo-a para a tela, colocando letra a letra, palavra a palavra… A frase.

As letras são feitas de aglomerado de madeira, cortadas pelo irmão mais novo que inventou a máquina para o efeito. «Este processo de fazer a letra, formar a palavra e construir a frase é um trabalho muito singular e inovador, é essa a reação das pessoas», que falam num projeto original.

Uma mistura de arte plástica com a escrita, com dois parceiros: o Avelino e o Guilherme Barros que escreve e idealiza o texto que depois transmite ao Avelino que idealiza qual é a fonte da letra, a sua espessura, que cor vai trabalhar e o tamanho da tela.

Depois do irmão devolver as letras, estas têm que ser polidas, lixadas, pintadas e colocadas uma a uma, num processo de filigrana. As letras de tamanhos e fontes várias ganham corpo e dimensão na tela.

Uma das telas tem quase oitocentas letras; há uma com mais de quatro metros de comprimento. O processo de pintura e secagem de todo o texto durou quase um ano; «estamos a falar de letras que foram pintadas quatro vezes uma a uma. É um processo de muita paciência», mas também «terapêutico», dita o artista Avelino.

Cada tela é acompanhada de um passaporte de identificação que contém todas as descrições técnicas, desabafos, pensamentos e as folhas de trabalho.

Este projeto surge depois ter escrito (o Guilherme Barros) o primeiro livro, “Esboços Palavras”, em 2014, «e por alguma curiosidade de continuar na escrita, que me ajudou muito a fazer o luto pela morte da minha mãe»

O tempo que passou e um desafio depois (de um amigo) levou-o, no dia seguinte, a passar por uma loja de materiais de arte. «Lembrei-me da conversa na noite anterior». Entrou. «Comprei uma tela e uns pastéis de óleo».

Em casa fez os primeiros esboços, sempre «com palavras». Ficou a sensação: «gosto disto».

Depois, em vez de desenhar as palavras «comecei o processo de as pintar e colá-las na tela e com o decorrer deste trabalho começo a ir buscar outras telas, encontro outros fornecedores até que há cerca de quatro anos, o meu irmão mais novo criou uma máquina de corte…» que chega à minúcia da própria caligrafia do artista Avelino.

Aqui, e desde então, Avelino tem o apoio de muitos amigos que o ajudam a ter as condições de trabalho. «Gostava de poder dedicar uma tela a todos os que me têm ajudado».

É isto que pretendo contar sobre o Avelino, o artista, e do cúmplice Guilherme Barros que prepara um novo livro… “Reparador de Letras”.

Fotografias: Patrick Esteves

Rui Castro lança “Histórias da minha mente”

O escritor famalicense, Rui Castro, lança, no dia 6 de junho, o seu terceiro livro, intitulado “Histórias da Minha Mente”.

A apresentação está marcada para as 16 horas, através do youtube e no facebook, por causa da pandemia do covid-19.

“Histórias da Minha Mente” é uma obra com 15 histórias sobre vários assuntos como amor, sonhos, amizade, preconceitos ou vícios, através do ponto de vista do autor.

Este livro vem juntar-se a “Poesia Ardente”, lançado em 2011, e a “Crónicas de um País Afogado”, lançado em 2012. Rui Castro, de 30 anos, despertou bem cedo para a escrita e tem já em vista outros projetos literários.

O livro estará à venda a partir desse momento. O contato do autor vai estar disponível no vídeo de lançamento.

“Ensaio sobre a cegueira” comentado pelo presidente da Câmara

O presidente da Câmara Municipal de Famalicão escolheu o filme “Ensaio sobre a cegueira”, de Fernando Meirelles, para comentar na rubrica “Um livro, um filme” que já vai na 99.ª edição.

O filme vai ser exibido esta sexta-feira, dia 15, às 21h30, no Centro de Estudos Camilianos. Paulo Cunha irá comentar o filme, partilhando as suas opiniões com os espectadores.

“Ensaio sobre a cegueira” foi realizado pelo brasileiro Fernando Meirelles, a partir de um livro, com o mesmo nome, de José Saramago. É um filme de 2008 que abriu o Festival de Cannes desse mesmo ano. Foi rodado em Toronto, no Canadá, em São Paulo e Osasco no Brasil e em Montevidéu no Uruguai. Baseado no livro de 1995 do Nobel José Saramago, que fala sobre uma epidemia de cegueira que prolifera por uma cidade moderna, resultando no colapso da sociedade.

A rubrica “Um livro, um filme” é uma iniciativa da Casa de Camilo, que começou há treze anos, com o objetivo de exibir um filme baseado numa obra literária. No âmbito desta rubrica foram convidados personalidades como Manoel d`Oliveira, Maria Barroso Soares, Júlio Isidro, D. Manuel Clemente, Pedro Abrunhosa, Simone de Oliveira, Lídia Jorge, entre outros.

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