Famalicão: Polo de Famalicão do IPCA duplica número de alunos

O polo do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave mais do que duplicou o número de alunos no segundo ano a lecionar nas antigas instalações da Didáxis de Vale S. Cosme.

São mais de 600 alunos a frequentar estes cursos técnicos intermédios; cerca de 200 estudantes estão em regime pós-laboral.

A presidente do IPCA, Maria José Fernandes, diz que as necessidades das empresas, a qualidade das instalações e o apoio do município de Famalicão permitiram este crescimento, que é para continuar.

O presidente da Câmara Municipal de Famalicão visitou o polo do IPCA, esta sexta-feira, no âmbito de um roteiro pelo ensino superior.

Depois de percorrer as salas e laboratório de ensino, Paulo Cunha mostrou-se satisfeito que os jovens estejam interessados em mais qualificação. O autarca lembra que Famalicão é um concelho industrial e os cursos ajudam a capacitar as empresas.

 

Estudantes do IPCA ajudam quem está em isolamento

Através de uma linha de apoio gratuita (800 100 555), os estudantes do IPCA estão a prestar apoio, de forma gratuita, a quem precisar de aprender a utilizar as redes sociais e os serviços de mensagens online.

O serviço, que começou no dia 7 de abril, funciona todos os dias, das 12 às 20 horas. O objetivo é quebrar o isolamento a que muitas pessoas, por não saberem usar as novas tecnologias, estão sujeitas neste período de recolhimento em casa.

O projeto envolve a ação social, estudantes, docentes das áreas das tecnologias, que, também em regime de voluntariado, coordenam tecnicamente o grupo dos voluntários e esclarecem as dúvidas que estes possam ter.

Para Maria José Fernandes, presidente da instituição «o IPCA tem-se ajustado a esta nova realidade. É uma situação nova para todos e estamos todos a aprender a lidar com ela».

Silvana Chagas, docente no IPCA na área da informática, explica que «este projeto, além da partilha do conhecimento, permite aos voluntários ter a perceção dos passos necessários para colocar uma operação destas ativa; a logística que envolve até poderem estar na linha da frente e este Know-how que o IPCA está a proporcionar não têm preço».

«Atendi um senhor com 81 anos, de Lisboa, que já tinha algum conhecimento relativo à utilização da internet, pois já utilizava o e-mail», começa por referir a voluntária e estudante de Solicitadoria, Susana Coelho. «O senhor queria mandar o ficheiro word do Somos Digitais pelo whatsapp para os amigos e algumas fotografias dos seus dias de quarentena. Ligou mesmo do telefone fixo para ter o telemóvel livre para receber a explicação», adianta a voluntária que tem gostado da experiência de ajudar o próximo.

“A linha Somos [email protected] Digitais” é uma iniciativa do programa INCoDe.2030 – Iniciativa Nacional para as Competências Digitais – e reúne esforços de várias entidades nacionais para ajudar a população portuguesa com menos competências digitais a lidar melhor com a situação de isolamento social, a que está sujeita.

IPCA dá flexibilidade no pagamento das propinas

O IPCA decidiu suspender as prestações das propinas de março a junho de 2020, que habitualmente deveriam ficar regularizadas até junho. Podem ser pagas pelos estudantes até setembro sem pagamento de juros de mora.

Este Instituto Universitário quer evitar que os estudantes abandonem os cursos por falta de condições económicas, provocadas pelas condicionantes que advêm do covid-19.

A presidente do IPCA, Maria José Fernandes, considera «necessário aliviar a pressão financeira das famílias, neste momento mais crítico, para fazer face às suas obrigações num contexto de redução de rendimentos e abrandamento acelerado da economia».

Habitualmente, o valor da propina é pago em dez mensalidades, de setembro a junho de cada ano letivo.

Esta é uma das medidas do IPCA no combate ao covid-19; outras foram tomadas, nomeadamente a substituição das atividades letivas presenciais pelo ensino e avaliação a distância, e o funcionamento dos serviços em teletrabalho.

IPCA fecha todas instalações

Na sequência das medidas decretadas pelo governo e no âmbito da declaração de Estado de Emergência, o IPCA – Instituto Politécnico do Cávado e do Ave encerrou, esta sexta-feira, todas as suas instalações, Campus e Polos, assegurando o funcionamento de todos os serviços através do atendimento on-line e telefónico.

Recorde-se que a 10 de março, o IPCA suspendeu todas as atividades letivas presenciais, tendo adotado o regime de ensino a distância.

Ensino Superior em Famalicão atrai e fixará mais população

O presidente da Câmara de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, considera que o concelho vive uma conjuntura positiva com o aumento da oferta de ensino superior da qual resultará a fixação de mais população. “Este é um momento particularmente relevante para o concelho”, afirmou o autarca na sessão solene de receção aos mais de 200 alunos do Instituto Politécnico do Cávado e Ave (IPCA), em Famalicão, na passada quinta-feira.

O IPCA ocupa, agora, parte das instalações do Centro de Centro de Investigação, Inovação e Ensino Superior (CIIES), criado pelo município na estrutura da Didáxis S. Cosme.

Paulo Cunha salientou os projetos que ali vão ser alavancados no futuro, na mesma cerimónia que contou com a presidente do IPCA, Maria José Fernandes, e com o responsável local do instituto, Filipe Chaves.

O presidente da Câmara Municipal atestou que a presidente do IPCA está “a cumprir um dos principais desígnios que assumiu no início do seu mandato” e que havia no concelho “uma clara lacuna no ensino superior” que com a presença do IPCA está em vias de ser superada.

Paulo Cunha não esqueceu que Vila Nova de Famalicão “tem vários projetos de formação” ao nível superior e como são estratégicos para o concelho “atrair e reter alunos”.

“Somos um concelho ambicioso”, declarou o presidente da autarquia apontando a “marca industrial forte” de Vila Nova de Famalicão. Contudo, alerta que isso “obriga” a que o território tenha “de dar resposta” à necessidade de mão-de-obra qualificada. Aliás, há investimentos e projetos que as empresas estão preparadas para realizar e que só não o fazem, “não porque não têm recursos financeiros para tal, mas pela escassez de mão-de-obra adequada”.

Para os cerca de 200 novos alunos, Paulo Cunha deu as boas-vindas apontando-lhes que estão agora “num concelho que tem um dos melhores índices de empregabilidade” e que, terminada a sua formação, “a expetativa de empregabilidade é alta”.

Paulo Cunha disse que “muito mais do que trazer alunos”, o concelho tem a “ambição de criar recursos humanos para as empresas e fixar população”. A par desta realidade, o edil afirmou que Vila Nova de Famalicão tem uma oferta cultural, social e desportiva capaz de atrair as pessoas. “Já somos um dos maiores concelhos em Portugal mas queremos crescer mais”, declarou, desejando que os alunos de fora vejam Famalicão como o seu “território de eleição”.

A presidente do IPCA, Maria José Fernandes, frisou que se orgulha de ver a sua instituição “em pleno” num concelho como Vila Nova de Famalicão, com as suas “características”, cumprindo “a missão que lhe cabe”.

Agradecendo o apoio da autarquia – nomeadamente na preparação do campus Didáxis de S. Cosme – na instalação do polo do IPCA, Maria José Fernandes compromete-se em que o instituto contribua “não só para permitir que mais estudantes possam aceder ao ensino superior, mas também para permitir às empresas terem pessoas mais qualificadas e, dessa forma, estarem melhor preparadas para aumentar o desenvolvimento regional e nacional”.

A pensar neste desígnio e porque 100 por cento das vagas disponibilizadas para este ano letivo foram preenchidas, a presidente do instituto avançou que, já no próximo ano, a oferta “vai duplicar” e que “num horizonte de cinco ano” as vagas poderão crescer até às “600 ou 700”.

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