Número de desempregados aumenta 45,1% no terceiro trimestre

O número de desempregados aumentou 45,1%, entre julho e setembro, face ao segundo trimestre do ano.

Trata-se do maior aumento desde, pelo menos, 2011, e corresponde a mais 125,7 mil pessoas à procura de emprego. A população desempregada está estimada em 404,1 mil pessoas.

Segundo os dados divulgados, esta quarta-feira, pelo Instituto Nacional de Estatística, no terceiro trimestre de 2020, a taxa de desemprego atingiu os 7,8%.

 

Taxa de desemprego diminuiu em setembro

Segundo dados do Instituo Nacional de Estatística (INE), a taxa de desemprego desceu, invertendo a tendência de três meses sempre a subir. São, agora, cerca de 398,7 mil pessoas, ou seja, uma diminuição de 15,4 mil pessoas sem emprego.

No mês passado, fixou-se em 7,7%, menos 0,4 pontos percentuais do que no mês de agosto. Apesar da boa notícia, subiu 1,2% relativamente há um ano.

A taxa de desemprego dos jovens também recuou, indica o INE, situando-se nos 24%, menos 2,8% do que em agosto.

Os trabalhadores a tempo parcial também diminuíram, na ordem dos 1,3%. A estimativa é que sejam 821,2 mil pessoas.

Taxa de desemprego continua a aumentar

A taxa de desemprego foi de 7,9% em julho e terá aumentado para 8,1% em agosto, de acordo com os dados atualizados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), esta quarta-feira.

Há uma subida consecutiva nos últimos três meses e se compararmos com agosto de 2019 a subida é de 25,7%.

Segundo estes dados hoje conhecidos, haverá no país 417 mil pessoas sem emprego, mais 13.300 do que em julho.

 

Covid-19 provoca queda das exportações têxteis

Os dados do INE confirmam que as exportações do têxtil e vestuário sofreram uma quebra de 19% no mês de março, face ao mesmo mês do ano anterior. No 1.º trimestre, Portugal exportou 1.277 milhões de euros e importou 1.013 milhões de euros, -10% do que em igual período do ano transato.

Ainda assim, a Balança Comercial dos Têxteis e Vestuário, no 1.º trimestre de 2020, registou um saldo de 264 milhões de euros e uma taxa de cobertura de 126%.

Houve uma quebra nas exportações em quase todos os artigos, com exceção de pastas, feltros e artigos de cordoaria, que tiveram um aumento de 8,4%, correspondendo a 6,3 milhões de euros; um aumento também de exportações de matérias-primas de algodão, incluindo fios e tecidos, de 2,3 milhões de euros (5,8%), e de outras fibras têxteis vegetais, incluindo fios e tecidos, com aumento de 268 mil euros (10,7%).

Em termos globais, o vestuário foi a categoria de produtos com pior desempenho, registando uma quebra de 66 milhões de euros, ou seja, – 8,1%.

Têxteis técnicos valem 156 milhões para Famalicão

As exportações crescem em Famalicão, que é o concelho líder no Norte, e dentro das exportações sobe a relevância dos têxteis técnicos.

Segundo o Anuário Estatístico Regional do INE, referente ao ano de 2018, as exportações de têxteis técnicos somam 156 milhões de euros, representando 31% do total das vendas internacionais do setor têxtil e vestuário neste concelho.

Recorde-se que em 2016 registou 111 milhões, no ano seguinte subiu para 124 milhões de euros, o ano passado para 156 milhões. De resto, entre 2013 e 2018, as exportações de materiais ou produtos têxteis que se distinguem pela sua elevada tecnicidade e diferenciação cresceram 58% no concelho.

Famalicão, que ostenta a marca de Cidade Têxtil de Portugal, assume grande destaque no contexto nacional, com 9,4% das exportações da indústria têxtil e vestuário em Portugal, com 502 milhões de euros de vendas para o exterior em 2018. Relativamente ao total de exportações em Famalicão, o têxtil representa 24,2%.

Os principais mercados de exportação dos têxteis famalicenses são Espanha (19%), Alemanha (16%) e França (11%).

Mas há ainda outros indicadores macroeconómicos importantes relativamente aos têxteis famalicenses: em 2018, o volume de negócios cresceu para os 817 milhões de euros e o valor acrescentado bruto subiu para os 263 milhões de euros.

A indústria têxtil e do vestuário conta, em Vila Nova de Famalicão, com 852 empresas e regista um total de 10.902 pessoas ao serviço.

Turismo, indústria e energia fazem do Norte região que mais cresceu em 2018

Os resultados provisórios das Contas Regionais de 2018 do INE indicam que apenas a região Norte (2,9%) e a Área Metropolitana de Lisboa (2,6%) apresentaram “um crescimento superior” à média nacional (2,4%), sendo que o Algarve teve um crescimento idêntico ao país.

Na região Centro (2,2%) e na Região Autónoma dos Açores (2%), o PIB registou “crescimentos mais moderados”, com o Alentejo e a Região Autónoma da Madeira a apresentarem “as variações do PIB mais baixas (1% e 0,6%, respetivamente)”, lê-se no documento.

Segundo o INE, os resultados finais de 2017 revelaram que as assimetrias do PIB per capita entre as 25 regiões atingem a sua expressão máxima na comparação do Alentejo Litoral (138,9) com a do Tâmega e Sousa (60,8), tal como acontecia em 2016.

Face a 2016, verificou-se “um aumento da disparidade regional neste indicador”, passando a diferença entre essas duas regiões (Alentejo Litoral e Tâmega e Sousa) de 72,1% para 78,1%.

De acordo com o INE, o crescimento do PIB da região Norte foi influenciado pelo desempenho do Valor Acrescentado Bruto (VAB) “do ramo da indústria e energia e pelo ramo do comércio, transportes, alojamento e restauração”.

Já a evolução menos favorável do PIB na Madeira foi influenciada “pela diminuição da atividade dos serviços de comércio localizada no Centro Internacional de Negócios da Madeira e, em menor grau, pela desaceleração da atividade turística”, com impacto no alojamento e restauração.

No caso do Alentejo, o crescimento do PIB foi influenciado negativamente pelo desempenho do VAB “da indústria e energia, especificamente, pelos ramos da indústria de fabricação de coque e de produtos petrolíferos e da eletricidade, gás, vapor, água quente e fria e ar frio”.

O INE recorda que, em 2017, em termos reais, todas as regiões registaram crescimentos do PIB, destacando-se o Algarve (5,4%), a Madeira (5,1%) e Lisboa (3,6%), que apresentaram variações reais superiores ao país.

A região Norte (3,5%) apresentou um crescimento idêntico ao nacional, enquanto as regiões Centro (3,1%), Alentejo (3,0%) e Região Autónoma dos Açores (1,7%) registaram crescimentos inferiores à média nacional.

Segundo o INE, em 2017, a produtividade do trabalho, avaliada pelo quociente entre o VAB em termos reais e o emprego medido em indivíduos totais, “manteve-se inalterada para o conjunto do país, apresentando, contudo, comportamentos diferenciados a nível regional”.

Na Área Metropolitana de Lisboa (-1,3%) e no Algarve (-0,2%) registaram-se decréscimos de produtividade, “em resultado do aumento real do VAB inferior à variação de emprego”.

Nas restantes regiões, verificaram-se aumentos de produtividade, sendo mais expressivos na Região Autónoma da Madeira (1,0%) e no Alentejo (0,9%).

Considerando as regiões NUTS III (Nomenclatura das Unidades Territoriais para Fins Estatísticos), a região do Alentejo Litoral continua a apresentar o maior índice de produtividade (143,6%) e a região do Douro o menor índice de disparidade (66,5%), refere o INE.

A região Alentejo Litoral é mesmo aquela que apresenta os maiores índices do PIB per capita e da produtividade, o que “está relacionado com a localização, na zona de Sines, de atividades económicas com elevado rácio capital/trabalho”.

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