Incêndios: Área ardida em Portugal abaixo da média dos últimos 10 anos

O Relatório Provisório de Incêndios Rurais do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) revela que este ano apresenta o segundo valor mais reduzido em número de incêndios e o quarto valor mais reduzido de área ardida, desde 2010. A área ardida em Portugal, até 16 de outubro, situou-se 52% abaixo da média dos últimos 10 anos e houve menos 48% de incêndios rurais relativamente à média do mesmo período.

No total, registaram-se 9.471 incêndios rurais, quando a média entre 2010 e 2019 foi de 18.277 incêndios.

A área ardida, no mesmo período, foi de 66.171 hectares, quando a média da última década se situou nos 136.502 hectares.

Incêndios no concelho de Famalicão

Os BV Famalicenses e BV Famalicão estão, neste momento, no combate a vários focos de incêndio no concelho.

Em Ribeirão, Vilarinho das Cambas (rescaldo), Outiz e Vale de S. Cosme lavram incêndios florestais, enquanto que em Cavalões o combate é numa unidade industrial.

Os BV de Riba de Ave estão no combate a um incêndio que lavra na Póvoa de Lanhoso.

Jorge Paulo Oliveira acusa o Governo de não colocar à disposição do distrito os meios aéreos necessários de combate a incêndios

O deputado famalicense, Jorge Paulo Oliveira, juntamente com outros eleitos do PSD, questionaram o ministro da Administração Interna e o ministro da Defesa Nacional sobre o combate a incêndios rurais em várias zonas do país, incluindo o distrito de Braga.

Segundo os parlamentares, no nível II do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR), que vigora entre 15 e 31 de maio, estava previsto que estivessem operacionais no combate aos incêndios vários meios aéreos, «mas muitos desses meios não estão operacionais, deixando alguns distritos sem qualquer meio aéreo de combate aos incêndios, sendo disso exemplo o distrito de Braga», acusam.

Os deputados do PSD frisam que os meios aéreos são «um dos elementos fundamentais de qualquer estratégia de combate» e acusam o Governo de, «pelo quarto ano consecutivo, voltar a falhar redondamente no cumprimento dos calendários que o próprio estabeleceu».

Jorge Paulo Oliveira na comissão de inquérito aos incêndios de 2017

O PSD indicou o deputado famalicense Jorge Paulo Oliveira para a comissão parlamentar de inquérito à atuação do Governo, no que respeita ao processo de atribuição de apoios na sequência dos incêndios rurais ocorridos em 2017, na zona do Pinhal Interior.

A comissão parlamentar de inquérito tomou posse esta quarta-feira, mas logo deliberou suspender os seus trabalhos enquanto durar o Estado de Emergência.

A comissão vai apreciar o processo de atribuição de apoios à recuperação de habitações, de empresas, de equipamentos públicos e privados na sequência dos fogos rurais de 2017, nos concelhos de Pedrógão Grande, Castanheira de Pera, Ansião, Alvaiázere, Figueiró dos Vinhos, Arganil, Góis, Penela, Pampilhosa da Serra, Oleiros e Sertã.

Recorde-se que, em julho do ano passado, o Ministério Público deduziu acusação contra 28 arguidos por alegadas irregularidades no processo de reconstrução das casas que arderam no incêndio de Pedrógão Grande, em junho de 2017, nomeadamente, por atribuição ilegítima de subsídios públicos para reconstruir ou reabilitar casas.

Incêndios: Meios de combate reduzidos a partir de quarta-feira

O número de meios terrestres e aéreos é reduzido após terminar hoje o nível III de empenhamento operacional, em que estiveram mobilizados, desde o início do mês, 9.279 elementos, 1.972 veículos e 60 aeronaves.

A diretiva operacional que estabelece o DECIR indica que a partir de quarta-feira o empenhamento dos meios de combate vai estar no nível II, passando a estar no terreno as forças de empenhamento permanente e 39 meios aéreos.

Fazem parte das forças de empenhamento permanente os elementos dos corpos de bombeiros, da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro (UEPS) da GNR, da Força Especial de Bombeiros e as Equipas e Brigadas de Sapadores Florestais.

O DECIR ressalva que “a avaliação do perigo e do risco determinará o nível de empenhamento adicional de meios”.

No âmbito da Rede Nacional de Postos de Vigia, mantêm-se em funcionamento até ao dia 06 de novembro os postos da rede primária, num total de 72.

O último relatório do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) indica que, entre 01 de janeiro e 30 de setembro, ocorreram 10.359 incêndios rurais, mais 16 do que no mesmo período de 2018, de que resultaram em 41.014 hectares de área ardida, mais 375 hectares do que em período idêntico do ano passado.

O relatório provisório adianta que o ano de 2019 apresenta, até 30 de setembro, o terceiro valor mais baixo em número de incêndios e o terceiro valor mais reduzido de área ardida, dos últimos 10 anos, sendo 2014 e 2018 os anos que apresentam dados inferiores.

O ICNF destaca também que setembro foi o mês com o maior número de incêndios rurais (2.458) e julho o que registou maior área ardida este ano (14.035 hectares).

Época mais crítica dos incêndios termina esta segunda-feira

Depois da época mais crítica que termina hoje, passa-se na terça-feira a um nível de empenho operacional denominado “reforçado de nível III”, de acordo com a Diretiva Operacional Nacional (DON), que estabelece o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR).

A partir do dia 16 de outubro e até ao fim do mês entra-se no nível de empenhamento operacional “reforçado de nível II”, passando a “permanente de nível I” nos dois últimos meses do ano.

Depois do empenho operacional “reforçado de nível IV” dos últimos três meses, o nível da primeira quinzena de outubro integra até 9.279 elementos (11.492 de julho a setembro) e até 1.972 veículos (2.493 até agora) dos vários agentes presentes no terreno e até 60 meios aéreos, além de 2.147 equipas (menos 503 do que nos meses mais críticos).

De 15 a 31 de outubro os meios aéreos passam a 39, embora a avaliação do perigo possa determinar o empenhamento de outros meios.

Nos dois últimos meses do ano, em que a mobilização de meios é a mais baixa, os meios aéreos permanentes passam a 17, três do Estado e 14 locados.

Também com o nível I, o período de 1 de janeiro e 14 de maio conta com as forças de empenhamento permanente e 14 meios aéreos.

Dados disponíveis na página da Internet do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) indicam que este ano, até 27 de setembro, deflagraram 10.289 incêndios rurais, que atingiram 41.006 hectares, 51% de povoamentos florestais, 38% de matos e 11% de agricultura.

Até 1 de julho tinham deflagrado 4.888 incêndios rurais que atingiram 9.705 hectares de florestas, 41% dos quais em povoamentos florestais, 43% em matos e 17% em áreas agrícolas.

Os números indicam que houve um aumento para o dobro do número de incêndios e quadruplicou a área ardida.

No ano passado, até 15 de setembro, o ICNF tinha registado 9.725 incêndios rurais, que resultaram em 38.223 hectares de área ardida.

Até agora a época de incêndios foi também marcada por vários acidentes com aeronaves, o último deles a 05 de setembro, quando um piloto morreu na sequência da queda do helicóptero que operava no combate a um incêndio em Valongo, Porto.

O acidente foi o sexto envolvendo aeronaves de combate a incêndios durante este ano, depois de se terem registado situações em Ferreira do Zêzere e Tomar junto à Barragem de Castelo de Bode (distrito de Santarém), Pampilhosa da Serra (Coimbra), barragem do Beliche (Algarve) e Sabugal (Guarda).

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