Covid-19: Hospital de Famalicão com 81 internados

O Centro Hospitalar do Médio Ave, unidade de Famalicão, é reflexo da tendência crescente de casos covid-19 no concelho. A unidade hospitalar, às 24 horas desta segunda-feira, tinha 81 internados.

Recorde-se que em novembro passado chegou a ter 94 internados e foi obrigado a transferir doentes covid para outras unidades hospitalares do país.

A Direção Geral da Saúde atualizou, esta segunda-feira, a lista de concelhos de risco para a Covid-19 no território nacional. Vila Nova de Famalicão, como registou uma subida de casos nas últimas duas semanas, voltou a entrar para a lista de concelhos de risco extremamente elevado. No período em análise, as primeiras duas semanas de 2021, o concelho famalicense registou 1079 casos por cada 100 mil habitantes.

Covid-19: Continuam a baixar os internamentos no hospital de Famalicão

Apesar do aumento de números de casos de covid-19 no concelho, o Centro Hospitalar do Médio Ave – hospital de Famalicão – tem registado um decréscimo do número de internados, atualmente são 68.

A afluência às urgências tem sido intensa, mas têm sido dadas bastantes altas hospitalares.

Recorde-se que, segundo o mais recente relatório da Direção Geral da Saúde, divulgado esta segunda-feira, Famalicão registou 809 casos por 100 mil habitantes.

O concelho, depois de uma série de semanas com uma tendência de descida no número de novos infetados, volta a registar uma subida.

Nas semanas de 14 a 27 de dezembro, o concelho famalicense contabilizou 649 casos. Nesta última análise, que se reporta de 23/12/2020 a 05/01/2021, Vila Nova de Famalicão ultrapassou a barreira das 8 centenas de casos por cada 100 mil habitantes.

Famalicão: Enfermeiros apresentaram escusa de responsabilidade

O representante da Secção Regional Norte da Ordem dos Enfermeiros, João Paulo Carvalho denuncia falta de recursos humanos, nomeadamente enfermeiros, no serviço de urgência médico-cirúrgica do CHMA.

Os enfermeiros chegam a ter 18 doentes para atender num dia de trabalho.

Por estas razões, os enfermeiros apresentaram, a 11 de dezembro, escusa de responsabilidade; quer dizer que não deixam de cumprir as suas funções, mas rejeitam responsabilidades se não conseguirem fazer tudo a todos os doentes.

A direção do Hospital compreende a exaustão dos profissionais de saúde, mas António Barbosa (na foto) lembra que a situação vivida no país é de exceção.

O CHMA está a chegar ao limite de capacidade e mesmo os 40 enfermeiros contratados desde setembro não chegam para satisfazer as necessidades, como admite a direção.

António Barbosa avança que o Hospital está disponível para contratar mais enfermeiros, mas lembra que há regras a cumprir e, por outro lado, mais recursos humanos não resolvem outros problemas como a falta de espaço. Razão pela qual, o CHMA continua a transferir doentes covid e não covid para outros hospitais do país.

Famalicão: Durante uma semana, utentes e profissionais do novo edifício das urgências do Hospital sofreram com frio

O frio no novo edifício de apoio às urgências do Centro Hospitalar do Médio Ave, em Famalicão, deverá ficar resolvido ainda esta sexta-feira. O problema já se arrasta há uma semana, o que levou a uma denúncia à comunicação social.

Há fotografias que revelam doentes em cadeirões cobertos com mantas.

Entretanto, enfermeiros marcaram uma vigília de protesto para esta sexta-feira às 21 horas. Denunciam esta situação e a falta de enfermeiros para atender todos os doentes que diariamente chegam ao Hospital.

As novas urgências, que tratam os doentes covid, são do início de dezembro. Na sexta-feira, dia 1 de janeiro, houve um problema no ar condicionado que começou a debitar frio.

O presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar do Médio Ave, António Barbosa, esclarece que o problema técnico começou a ser resolvido no fim-de-semana passado, mas só esta sexta-feira deverá ficar complemente sanado.

Estas explicações foram apresentadas depois de uma reunião com o representante da Secção Regional Norte da Ordem dos Enfermeiros, João Paulo Carvalho.

Famalicão: Vigília a favor de melhores condições no hospital

A equipa de enfermagem do Serviço de Urgência Médico-Cirúrgica do Centro Hospitalar do Médio Ave vão juntar-se, esta vigília, esta noite, pelas 21 horas, em frente ao Hospital de Famalicão, em protesto contra o que dizem ser fracas condições de trabalho e falta de enfermeiros ao serviço.

Estes profissionais de saúde dizem que esta situação «compromete a segurança e a qualidade dos cuidados prestados» aos doentes.

Quanto ao número de enfermeiro, admitem que são mais, mas que esse aumento não se reflete no dia a dia, porque alguns estão infetados com covid e outros em isolamento profilático. Que isso obriga a horas extraordinárias, «aumentando o desgaste da equipa e comprometendo a segurança e a qualidade dos cuidados prestados».

Por outro lado, sublinham que o espaço para acomodação de utentes e as camas é «manifestamente insuficiente» e que alguns doentes ficam muitas horas nas macas dos bombeiros.

Ainda relativamente ao espaço, apontam que os doentes encontram-se, muitas vezes, «amontoados pelos corredores do serviço, aumentando o risco de infeção cruzada».

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