É “uma ideia tonta” que vacinação não dê prioridade aos mais idosos, diz Marcelo Rebelo de Sousa

O Presidente da República considerou «uma ideia tonta» a proposta para que os mais idosos não sejam prioritários na vacinação contra a Covid-19.

Marcelo Rebelo de Sousa, em declarações à Lusa, diz que «não há decisão nenhuma, muito menos há uma decisão que seja uma decisão tonta».

O Chefe de Estado tem acompanhado os trabalhos preparatórios do plano de vacinação para a covid-19 e garante que o documento, «antes de ser aprovado, tem de ser submetido ao Governo e, depois, o primeiro-ministro dará conhecimento ao Presidente da República».

Até ao momento, Marcelo diz que tem visto especulação e «dizer que há fatias do povo português pela sua idade que não têm acesso urgente ou prioritário à vacina, como tenho visto formulado, é uma ideia tonta».

Críticas do Conselho Nacional de Saúde Pública ao plano de vacinação contra a covid-19

O plano de vacinação contra a covid-19 estabelece como prioridade as pessoas entre os 50 e os 75 anos com doenças graves, assim como os utentes de lares e profissionais de saúde destacados para prestar cuidados de saúde. Ao todo, serão cerca de 750 mil pessoas.

De acordo com o jornal Público, nos grupos prioritários seguem-se 45 mil elementos das forças de segurança e da proteção civil e também doentes crónicos entre os 50 e os 75 anos, ou seja, três milhões de cidadãos.

Só depois surgem os idosos com mais de 65 anos. É neste ponto que elementos do Conselho Nacional de Saúde Pública criticam a proposta, porque dizem que este é um grupo prioritário. Jorge Torgal, porta-voz do Conselho Nacional de Saúde Pública, dizia à TSF que «para mim, os mais atingidos são aqueles que morrem. A mortalidade acima de 80 anos é terrível».

Admite acreditar que o Plano seja revisto. «Tenho confiança nos meus colegas que integram a comissão. Portanto, penso que o documento final terá em conta também o progresso do conhecimento no respeitante aos resultados dos ensaios clínicos com as vacinas nos diferentes grupos etários», declara Jorge Torgal, na rádio.

A equipa criada pelo Governo para coordenar todo o plano de vacinação contra a covid-19, desde a estratégia de vacinação à operação logística de armazenamento, distribuição e administração das vacinas, tem um mês para definir todo o processo.

Covid-19: Governo pondera proibir circulação entre concelhos nos fins de semana alargados de 1 e 8 de dezembro

O Governo vai ouvir esta quinta-feira os epidemiologistas na reunião do Infarmed para decidir que medidas serão aplicadas aos concelhos com maior incidência do vírus, mas segundo o JN o primeiro-ministro, António Costa, pondera o confinamento geral no país entre 28 de novembro e 13 de dezembro e proibir a circulação entre concelhos nos fins-de-semana alargados de 1 e 8 de dezembro.

O objetivo é evitar os encontros familiares e travar possíveis surtos de covid-19. As exceções a este confinamento geral pode abranger quem trabalha e estuda, bem como o congresso do PCP.

Antecipar em uma semana as férias escolares do Natal, com início a 18 de dezembro, é outra medida que está a ser ponderada, avança o JN.

Recorde-se que o atual estado de emergência termina às 23h59 de 23 de novembro. Para renovar por mais 15 dias este quadro legal para a adoção de medidas de contenção da covid-19, o Presidente da República tem de ouvir o Governo e de ter autorização da Assembleia da República, processo que deverá decorrer até esta sexta.

 

Covid-19: País dividido em três zonas de risco? Famalicão pode entrar no escalão máximo

O Governo está a analisar a possibilidade de dividir os 308 municípios portugueses em três escalões, com base na incidência da Covid-19 por cada 100 mil habitantes nos últimos 14 dias, revelou esta terça-feira o deputado do PEV, José Luís Ferreira, depois de uma reunião com o Presidente da República.

Tendo por base os últimos dados municipais, divulgados na passada segunda-feira pela Direção-Geral da Saúde, há 28 concelhos que podem ser incluídos no escalão mais alto, com medidas mais restritivas de controlo à pandemia. De entre os concelhos no escalão máximo, está Vila Nova de Famalicão que no último relatório da DGS registou, nos últimos 14 dias, 1349 casos de infeção por 100 mil habitantes.

No escalão das restrições mais apertadas podem entrar os concelhos com mais de 960 casos por 100 mil habitantes – é o caso de VN Famalicão; no escalão intermédio entre 480 e 960; e no escalão mais baixo os municípios cuja incidência se cifre entre 240 e 480 casos.

No entanto, este é apenas um cenário, avançado pelo Eco, que ainda não foi confirmado, como também se desconhece que medidas podem ser aplicadas aos municípios em cada escalão.

Recorde-se que, também o ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, admitiu, esta terça-feira, que o Governo pode aplicar «restrições suplementares» para travar o contínuo aumento de casos de infeção pelo novo coronavírus nos municípios mais atingidos pela pandemia.

Governo pondera recolher obrigatório

A reunião do Conselho de Ministros para determinar novas medidas de combate à pandemia acontece este sábado mas, segundo avança a SIC, o Governo deverá decretar o recolher obrigatório, restrições específicas por concelho (dependendo do grau de risco) e o teletrabalho obrigatório.

São estas medidas que o executivo liderado por António Costa está a apresentar, esta sexta-feira, aos partidos com assento parlamentar.

Persiste, no entanto, a dúvida se o recolher obrigatório obriga a decretar o estado de emergência.

Governo adia jogos de várias modalidades

O governo português decidiu, esta quinta-feira, adiar todos os encontros das modalidades não profissionais que estavam agendados para este fim de semana.

As jornadas de andebol, basquetebol, voleibol e hóquei em patins serão adiadas.

Desta decisão governamental apenas sobra o futebol profissional da primeira e segunda ligas; a Liga BPI feminina; e Campeonato de Portugal.

 

Most Popular Topics

Editor Picks