Famalicão: “Estórias de Villa” agora em livro

Há livros que são usados como argumento de filme; “Estórias de Villa” é nome de filme, exibido em 2018, que passou a livro com o mesmo nome. A autoria continua a ser do famalicense João Pedro Castro, que usou o papel para dar largas à imaginação que ficou patente no filme.

A apresentação estava marcada para este sábado, dia 17, mas devido ao Estado de Calamidade foi adiada ainda sem data. Será, como estava previsto, no Museu do Automóvel Antigo de Famalicão, um dos locais usados no filme. A apresentação será de Armindo Vilaça.

Aliás, filme e livro são projetos muito famalicenses, da conceção à realização. A autoria é de João Pedro Castro, muitos dos atores eram famalicenses e a ilustração do livro é de David Vieira de Castro.

Há outros elementos aglutinadores e que unem livro e filme. Um deles é a história. O livro mantém a mesma: o sonho de uma pessoa de meia-idade, com crítica social à mistura e muito humor. «No livro consegue-se desenvolver os temas pertinentes com mais liberdade e intensidade», revela o autor, evidenciando que o filme é menos pessoal porque tem muito daquilo que os atores colocam no projeto cinematográfico.

Apesar da apresentação do livro ter sido adiada, é possível adquiri-lo através da página do facebook de “Estórias de Villa” ou na papelaria/quiosque “Pip´s Bazar”, na Avenida 25 de Abril.

Famalicão: Revisitado documentário de Manoel de Oliveira

No próximo sábado, dia 17 de outubro, às 16h30, na Casa das Artes, é apresentado o filme-ensaio “Famalicão 2020” de Luís Azevedo, que revisita o Famalicão retratado em 1940, a 35 mm, por Manoel de Oliveira.

Oitenta anos depois do documentário de Manoel de Oliveira, este filme volta aos lugares captados pelo mestre, comparando o antes e o presente.

Luís Azevedo estará presente no pequeno auditório da Casa das Artes onde comentará a projeção de um conjunto de vídeos-ensaios da sua autoria e publicados pela Little White Lies, MUBI, Fandor e Sight and Sound, em volta de realizadores como Wes Anderson, Orson Welles, Park Chan-wook, os Irmãos Coen, incluindo um autorretrato de Luís Azevedo no trabalho.

No dia anterior, 16 de outubro, Luís Azevedo dá uma masterclasse de conceção de vídeo-ensaios na OFICINA – Escola Profissional para alunos de audiovisuais e multimédia.

Recorde-se que Luís Azevedo é natural de Vila Nova de Famalicão, onde estudou até ao ensino secundário. Obteve uma licenciatura em Ciências da Comunicação na UTAD e em 2016 concluiu o mestrado em cinema na UBI. Já fez cerca de 150 vídeo-ensaios.

O documentário de Luís Azevedo é apenas um dos filmes do Close-Up que nesta quinta edição tem como mote “Cinema na Cidade”. São cerca de 30 sessões de cinema contemporâneo cruzadas com a história do Cinema (com destaque para o período mexicano de Luis Buñuel), filmes comentados (por realizadores, jornalistas, académicos) e sessões para famílias e para escolas, com filmes e oficinas.

Até ao final do mês de outubro, numa cedência especial da Fundação Cupertino de Miranda, está patente no Foyer da Casa das Artes o Cartaz da 3ª Exposição do cadáver esquisito, Galeria Ottolini, Lisboa [1975], de Mário Cesariny. Trata-se de uma colagem de fotografia, acrílico e tinta-da-China sobre papel colado sobre platex e que comporta uma frase de Luis Buñuel, realizador que teve honras de abertura do Close-Up 2020, com o filme-concerto A Idade de Ouro.

Até ao momento, esta quinta edição do Close-Up tem tido uma boa adesão do público, no cumprimento das normas impostas pela DGS. Esta adesão verificou-se logo na noite de abertura, no dia 10, destacando o filme-concerto, “A Idade de Ouro”, por Black Bombaim & Luís Fernandes. Aqui, a adesão ficou próxima da lotação esgotada, conforme as regras de distanciamento e redução de número de lugares nos auditórios, decretadas pelas autoridades de saúde.

Novas “Estórias de Villa”… com mulherio ao poder

O primeiro projeto cinematográfico famalicense, “Estórias de Villa”, exibido em setembro de 2018, na Casa das Artes, vai ter continuidade. O mentor da iniciativa, João Pedro Castro, já trabalha no segundo filme que conta ter finalizado em seis meses.

“Estórias de Villa, Mulherio ao Poder” é o título da segunda produção, uma obra ficcional num registo trágico / cómico, como destaca João Pedro Castro.

O primeiro “Estórias de Villa” foi gravado em locais emblemáticos do concelho, mas a segunda produção, promete o realizador, terá filmagens noutras paragens, como a praia, aeroporto e montanha.

Para o “Estórias de villa, Mulherio ao Poder”, que terá as primeiras filmagens durante a noite de carnaval de Famalicão, João Pedro Castro procura parceiros e apoios que sustentem a realização deste filme.

Famalicão: O novo filme da saga Star Wars vai poder ser visto na Casa das Artes por 2 euros

A Lucasfilm e o realizador J.J. Abrams voltam a unir forças para levar os espectadores numa jornada épica para uma galáxia muito, muito distante, com o novo e capítulo final da saga Skywalker.”

Star Wars – A Ascensão de Skywalker”, pode ser visto na Casa das Artes de Famalicão. A sessão única de exibição deste filme está marcada para o dia 18 de janeiro, no grande auditório.

Os bilhetes custam até 2€ e podem ser comprados na bilheteira da Casa das Artes ou neste link.

“Ensaio sobre a cegueira” comentado pelo presidente da Câmara

O presidente da Câmara Municipal de Famalicão escolheu o filme “Ensaio sobre a cegueira”, de Fernando Meirelles, para comentar na rubrica “Um livro, um filme” que já vai na 99.ª edição.

O filme vai ser exibido esta sexta-feira, dia 15, às 21h30, no Centro de Estudos Camilianos. Paulo Cunha irá comentar o filme, partilhando as suas opiniões com os espectadores.

“Ensaio sobre a cegueira” foi realizado pelo brasileiro Fernando Meirelles, a partir de um livro, com o mesmo nome, de José Saramago. É um filme de 2008 que abriu o Festival de Cannes desse mesmo ano. Foi rodado em Toronto, no Canadá, em São Paulo e Osasco no Brasil e em Montevidéu no Uruguai. Baseado no livro de 1995 do Nobel José Saramago, que fala sobre uma epidemia de cegueira que prolifera por uma cidade moderna, resultando no colapso da sociedade.

A rubrica “Um livro, um filme” é uma iniciativa da Casa de Camilo, que começou há treze anos, com o objetivo de exibir um filme baseado numa obra literária. No âmbito desta rubrica foram convidados personalidades como Manoel d`Oliveira, Maria Barroso Soares, Júlio Isidro, D. Manuel Clemente, Pedro Abrunhosa, Simone de Oliveira, Lídia Jorge, entre outros.

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