Falsificou notas, agora está acusado de burla informática

Valdemar Castro, a cumprir pena de 12 anos por crimes de falsificação de notas de 50 euros, volta a ser julgado, desta vez por crimes de falsificação informática. Famalicão está, mais uma vez, na rota dos crimes de Valdemar Castro, 46 anos. É que as burlas informáticas foram cometidas em vários quiosques, um deles em Famalicão, através de cartões de crédito pré-pagos.

O esquema era o seguinte: pedia um cartão, depois arranjava uma desculpa para se afastar ligeiramente enquanto falava ao telemóvel, copiava os códigos do cartão e fornecia a um irmão. Depois devolvia o cartão, alegando já não estar interessado. As compras eram efetuadas online com os códigos roubados.

Em nota de rodapé, Valdemar Castro está a cumprir pena na cadeia de Paços de Ferreira, onde está a fazer um mestrado em psicologia, depois de ter completado, enquanto estava na cadeia, uma licenciatura em ciências sociais. Já era formado em engenharia civil.

PJ desmantela rede de contrafação de moeda, mas alerta que várias notas ainda circulam

Na operação “Deep Money” foi desmantelada a segunda maior rede de contrafação de moeda da Europa com comercialização de notas através da ‘darknet’, apreendidas mais de 26 mil notas no espaço europeu e detidas cinco pessoas.

Em conferência de imprensa, que decorreu nas instalações da PJ em Lisboa, o coordenador Luís Ribeiro, da Unidade Nacional de Combate, explicou que a rede foi formada no início de 2017 e que desde aí produziu milhares de notas de euros falsas “com muito boa qualidade”, tendo a maquinaria apreendida sendo encontrada em casas.

“Apesar da apreensão de milhares de notas contrafeitas, é muito comum que nos próximos meses ainda haja a circular algumas notas que vão sendo apreendidas”, afirmou.

A comercialização das notas fazia-se através da ‘darknet’ e os criminosos conseguiam entre 20 a 25% de lucro, isto é, 100 mil euros eram vendidos por 20 ou 25 mil euros.

No início de julho e durante várias buscas foram apreendidas em Portugal cerca de cinco mil notas falsas de euro, no valor aproximado de 250 mil euros, e “diversos objetos relacionados com a produção das notas, nomeadamente computadores, impressoras, papel de segurança com incorporação de filamento de segurança, hologramas e bandas holográficas autoadesivas, tintas ultravioleta e tinteiros”.

“As notas eram publicitadas e comercializadas através da ‘darknet’ e recebidas as encomendas por essa via ou através de algumas aplicações móveis e posteriormente o presumível cabecilha remetia essa informação aos elementos do grupo que encontravam em Portugal que por sua vez produziam as notas e enviavam por correio”, explicou o polícia.

Luís Ribeiro destacou a qualidade das notas, sendo consideradas “unanimemente pelos vários compradores que frequentam a ´darknet´ como as melhores”.

As notas contrafeitas foram apreendidas em praticamente todo o espaço europeu, com maior incidência em França, Alemanha, Espanha e Portugal e globalmente desde janeiro de 2017 foram apreendidas notas com valor superior de 1,3 milhões de euros.

Entre as cinco pessoas detidas e já com medidas privativas da liberdade, estão cidadãos portugueses e franceses.

Um dos detidos é português, tem 35 anos, e é considerado pela PJ como o cabecilha da rede que foi detido a 23 de agosto na Colômbia e posteriormente entregue à PJ em Portugal.

O homem tem registo criminal por vários crimes, nomeadamente tráfico de droga e extorsão sexual.

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