Francisco Duarte Mangas vence Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco

O escritor Francisco Duarte Mangas venceu o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco, com a obra “Pavese no café Ceuta”, editado pela Teodolito.

A decisão foi tomada pelo júri, composto pelas professoras e investigadoras Isabel Cristina Mateus e Maria de Lurdes Sampaio e pelo escritor Liberto Cruz.

O prémio instituído em 1991 é atribuído em conjunto pela APE e pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, contando com um valor de 7.500 euros.

Francisco Duarte Mangas nasceu em 1960, em Rossas, no concelho de Vieira do Minho, sendo jornalista, poeta e ficcionista, com obra publicada desde a década de 1980.

(Foto: Augusto Baptista)

Rui Castro lança “Histórias da minha mente”

O escritor famalicense, Rui Castro, lança, no dia 6 de junho, o seu terceiro livro, intitulado “Histórias da Minha Mente”.

A apresentação está marcada para as 16 horas, através do youtube e no facebook, por causa da pandemia do covid-19.

“Histórias da Minha Mente” é uma obra com 15 histórias sobre vários assuntos como amor, sonhos, amizade, preconceitos ou vícios, através do ponto de vista do autor.

Este livro vem juntar-se a “Poesia Ardente”, lançado em 2011, e a “Crónicas de um País Afogado”, lançado em 2012. Rui Castro, de 30 anos, despertou bem cedo para a escrita e tem já em vista outros projetos literários.

O livro estará à venda a partir desse momento. O contato do autor vai estar disponível no vídeo de lançamento.

Crime e Castigo no 13.º volume da coleção Estudos Camilianos

«Crime e Castigo em Camilo Castelo Branco» é o tema do volume 13 da coleção «Estudos Camilianos» que o Município acaba de lançar através da Casa de Camilo – Centro de Estudos.

Com organização de Sérgio Guimarães de Sousa e João Paulo Braga, a publicação foi apresentada esta segunda-feira, no âmbito das comemorações do Dia Internacional dos Museus, em conferência realizada on-line.

Colaboraram neste trabalho Henrique Marques Samyn (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), Luciana Namorato (Indiana University, Estados Unidos), Maria João Dodman (York University, Toronto, Canadá) e Patrícia Silva Cardoso (Universidade Federal do Paraná, Curitiba, Brasil).

«Os estudos aqui reunidos, demonstram a complexidade, a profundidade e a riqueza da problemática do bem e do mal, do crime e do castigo no autor de Anátema», escreve na nota introdutória o diretor da coleção e da Casa de Camilo, José Manuel de Oliveira.

A publicação encontra-se à venda no Centro de Estudos Camilianos, em S. Miguel de Seide, e na Casa do Território, em Vila Nova de Famalicão. Pode, também, ser requerida via digital através da loja on-line da Casa- Museu em www.camilocastelobranco.org.

Camilianistas prestaram tributo emocionado a Bigotte Chorão

A Casa de Camilo Castelo Branco de S. Miguel de Seide foi, no sábado, palco de um momento de grande significado e impacto emocional com a homenagem prestada ao camilianista João Bigotte Chorão, colaborador assíduo e participante ativo nas atividades culturais e científicas promovidas pelo Centro de Estudos Camilianos, ao longo últimas três décadas. O tributo a Bigotte Chorão marcou a 5.ª edição dos Encontros Camilianos de São Miguel de Seide que arrancou na sexta-feira, com a participação de centena e meia de participantes.

A evocação e louvor ao camilianista falecido em fevereiro deste ano compreendeu as intervenções de Artur Anselmo, da Academia de Ciências de Lisboa, que fez uma síntese muito profícua da produção de Bigotte Chorão sobre Camilo Castelo Branco, e de Pedro Mexia, filho do homenageado, que ofereceu aos presentes uma comovente reflexão sobre o papel de seu pai, e da respetiva biblioteca, na sua formação humana, cultural e intelectual.

O momento englobou, ainda, a inauguração da exposição “Esta Nossa debilidade camiliana: Tributo a João Bigotte Chorão”, que está patente no Centro de Estudos Camilianos até 26 de abril de 2020.

A mostra proporciona ao visitante uma experiência duplamente intimista e ilustrativa do valor da obra do homenageado para os estudos camilianos: objetos pessoais, busto em bronze, da autoria de Raúl Xavier, edições contendo notas críticas e prefácios a obras ficcionais e de epistolografia de Camilo, volumes de ensaios dedicados exclusivamente ao romancista e coletâneas que inserem trabalhos de teor camiliano, a participação do homenageado nas Jornadas Camilianas de Vila Real e as colaborações nas atividades levadas a cabo pela Casa de Camilo, antologias organizadas no âmbito do 1.º Centenário da Morte de Camilo Castelo Branco, colaborações em publicações de estudos camilianos e o reconhecimento público de personalidades de diferentes quadrantes da cultura.

Para além da homenagem ao ensaísta e crítico literário João Bigotte Chorão, a 5.ª edição dos Encontros Camilianos de São Miguel de Seide contou com um programa científico e cultural muito diversificado e compreendeu a realização de um Roteiro Camiliano, de um Serão Musical e da a apresentação de intervenções científicas sobre a vida e a obra do romancista e de obras de interesse camiliano.

No primeiro dia, realizou-se um “Roteiro Camiliano ao Cemitério da Lapa”, onde foi possível visitar na Venerável Irmandade de Nossa Senhora da Lapa uma exposição com vários bens culturais que pertenceram a Camilo e o revólver com que ele pôs termo à vida. No cemitério, os participantes visitaram as sepulturas e jazigos de famílias e de personalidades com quem Camilo se relacionou. O destaque foi dado ao jazigo de Freitas Fortuna, no qual se encontram os restos mortais do escritor, e ao jazigo de D. Rita Vitória Guimarães, sogra de Fanny Owen, às sepulturas das famílias da primeira e da segunda mulher de Camilo: Joaquina Pereira de França e Ana Plácido, respetivamente, e ao gavetão onde se encontra o corpo de Pinheiro Alves, primeiro marido de Ana Plácido.

À noite, no auditório do Centro de Estudos, decorreu um Serão Musical subordinado ao tema «Camilo e a Música», sob a direção musical e piano de Rui Mesquita, a atuação da soprano Annalisa Quintão e a participação especial dos alunos do Agrupamento de Escolas Camilo Castelo Branco. Tratou-se de excelente momento de interpretação ao piano e canto de poesias camilianas musicadas, sendo outras declamadas ou dançadas, todas precedidas das devidas contextualizações históricas e literárias.

No sábado, foram proferidas comunicações científicas, abordando temas variados, desde os “ciúmes e a violência de género na obra camiliana” à gastronomia nas páginas de Camilo Castelo Branco, passando pela análise da obra de Ana Plácido e da epistolografia de um dos mais importantes sacerdotes na formação literária e na vida afetiva do romancista: Padre António de Azevedo. Foram ainda apresentados os volumes Novelas do Minho, da Editora Glaciar, e os números 3 e 4 da Coleção Encontros Camilianos.

Refira-se que os 5.ºs Encontros Camilianos de São Miguel de Seide terminam no próximo dia 19 de outubro, com a realização de um «Roteiro Literário Camiliano a Ribeira de Pena», onde se proporcionará aos congressistas uma visita a locais camilianos ribeirapenenses e se dará especial relevância aos que serviram de cenário para a produção da novela Maria Moisés.

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