Aesacademy tem a receita para criar chefs de sucesso

É a profissão do momento. Ser chef de cozinha está no auge da moda e há cada vez mais gente a procurar esta área, no entanto, a profissão exige muita dedicação, algum talento e principalmente a formação adequada. Foi precisamente com o objetivo de oferecer conhecimento, mas principalmente prática, que António Rodrigues decidiu criar em outubro de 2017 a Aesacademy, uma academia de formação profissional na reciclagem de conhecimentos e na atribuição de competências. Desde então, já passaram por aqui mais de 300 formandos, muitos vindos do estrangeiro.

O edifício instalado num moderno e inovador cluster empresarial instalado na freguesia de Ruivães, em Vila Nova de Famalicão, dá nas vistas por fora, mas é por dentro que reside a verdadeira magia para uma receita de sucesso.

Uma equipa composta por mais de dez pessoas, das áreas do design, marketing e chefs trabalha num espaço que se assemelha a um estúdio de televisão. Numa cozinha tipo Master Chef, com diferentes salas de formação, a Aesacademy proporciona formação prática e certificada nas áreas de cozinha, pastelaria, serviço de mesa e bar. A atmosfera é a mesma dos grandes concursos televisivos: há chefs para avaliar, fotógrafos para registar, cronómetros para marcar o tempo, ingredientes para explorar. Tudo para garantir certificação de profissionais do canal HORECA (Área de atividade económica relativa aos hotéis, restaurantes e cafés).

Na passada sexta-feira, o espaço recebeu a visita do presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, no âmbito de mais um roteiro pela inovação no concelho.

O autarca salientou “as virtudes” do projeto, referindo que a estrutura que nasceu focada numa área especifica cedo percebeu que havia necessidades no mercado que exigiam outras competências e outros serviços, avançando para a verticalização e contribuindo para que outras propostas económicas pudessem crescer e ser bem-sucedidas.

Paulo Cunha valorizou ainda o sector da gastronomia, salientando que “é um setor que muito interessa a Famalicão, pela nossa tradição e pela dinâmica e fulgor turístico-cultural do concelho”.

Neste âmbito, destacou ainda a importância de qualificar os recursos humanos – desde os empresários aos cozinheiros, passando pela sala – “é essencial para as propostas na área da gastronomia serem bem-sucedidas”. “Mais que a história e a tradição, é importante que a nossa gastronomia tenha qualidade e valor acrescentado” sublinhou.

Por sua vez, o diretor geral da Aesacademy António Rodrigues explicou que “a legislação portuguesa obriga os empregadores a ministrarem várias horas de formação nesta área, no entanto, muitos acabavam por não desenvolver a componente prática e foi, por isso, que decidimos criar esta academia e esta equipa, oferecendo conhecimento e dando às empresas as competências para crescerem e terem sucesso”.

Sob a orientação de uma equipa liderada pelo chef Vítor Almeida, os formandos têm à sua disposição cursos para diferentes graus de conhecimento num modelo quase integralmente prático. “Desde o corte de legumes, ao empratamento, ao enquadramento nutricional, são ministrados vários níveis, numa formação essencialmente prática que é uma mais valia”, como salientou o chef.

O responsável explicou que “há muitas pessoas no mercado que nunca tiveram formação de base, nunca tiveram certificação e não conseguem acompanhar a evolução do mercado”. Entre os formandos há um pouco de tudo desde donos de restaurantes, que querem aprender a cozinhar para gerirem melhor as suas empresas, profissionais que tiveram a sua formação, mas que querem agora evoluir um pouco mais e ainda pessoas que têm paixão pela cozinha e querem mudar de profissão.

No espaço onde está implantada a academia com mais de três hectares, há também espaço para o cultivo de microlegumes, microvegetais, flores comestíveis e ervas aromáticas, do prado ao prato.

Mas há mais projetos a nascer. Neste espaço, onde a formação pode ser delineada à medida das necessidades dos formandos, a aposta centra-se, agora, na internacionalização e poderá passar, também, pela criação de oferta de alojamento, como adiantou António Rodrigues.

Professores regressam hoje à greve ao trabalho extraordinário

Os sindicatos alegam que a construção dos horários dos professores é ilegal, por impor um acréscimo de cerca de 30% às 35 horas semanais aplicáveis à generalidade da administração pública e também especificamente aos professores, conforme estabelece o Estatuto da Carreira Docente.

Pouco depois do arranque do ano letivo, os sindicatos retomam assim uma greve que transita do ano letivo anterior e que não tem data para terminar.

“A eventual suspensão desta greve dependerá da disponibilidade do Ministério da Educação, no caso, a próxima equipa ministerial, para respeitar o horário semanal de 35 horas que também se aplica aos docentes”, lê-se num comunicado da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), uma das dez estruturas sindicais que convocam a paralisação.

O pré-aviso de greve, que entra hoje em vigor, foi entregue ao Ministério da Educação na passada segunda-feira, e pressupõe que os docentes possam fazer greve a trabalho extraordinário como as reuniões intercalares de avaliação dos alunos, sempre que estas sejam marcadas fora do horário semanal de 35 horas.

“Este pré-aviso de greve destina-se a garantir que o horário semanal dos docentes seja efetivamente de 35 horas e não mais, bastando, para tanto, que os professores façam greve sempre que lhes for atribuída atividade que faça exceder, em cada semana, aquele número de horas de trabalho”, explica a Federação Nacional de Educação (FNE), também em comunicado.

A greve incide sobre reuniões de avaliação, reuniões de preparação e coordenação de trabalho letivo, secretariado de provas de aferição e exames, ações de formação, coadjuvação de aulas ou apoio a alunos, entre outras atividades, sempre que estas sejam marcadas fora do horário de 35 horas.

“Responsáveis do Ministério da Educação (ME) tentaram fazer passar a ideia de que semelhante greve, no ano que passou, não teve impacto, mas isso é falso. É verdade que a sua visibilidade pública não teve o impacto que têm as greves que deixam os alunos sem aulas, mas a greve, em muitas escolas, levou as respetivas direções a corrigir as ilegalidades e a acabar com os abusos. Isto só foi possível porque, contrariamente ao que afirmaram responsáveis do ME, as consequências fizeram-se sentir, através da anulação de reuniões ou da ausência de muitos docentes nas que se realizaram”, refere a Fenprof.

As duas federações recordam que tentaram dialogar com o ME no final do ano letivo passado sobre a revisão dos horários dos professores, de forma a respeitar as 35 horas semanais, mas sem resultados.

Vermoim: Câmara Municipal avança com obras na Escola da Estalagem

Arrancam em breve as obras de reparação do edifício escolar da Estalagem em Vermoim. A obra implica um investimento municipal de cerca de 190 mil euros e foi adjudicada à empresa L J S Construtores, Lda., com um prazo de execução de 5 meses.

A educação é uma área que exige a nossa atenção permanente e o parque escolar tem que estar ao nível da excelência que ambicionamos para as nossas crianças. A manutenção, preservação e melhoramento dos espaços escolares são, portanto, uma ação dinâmica e intensa que está em constante mudança

Presidente da Câmara Municipal de Famalicão – Paulo Cunha

O edifício de estilo centenário vai ser remodelado de forma a melhorar as condições de conforto e bem-estar das crianças, e de todo o pessoal administrativo. Também no exterior serão executados melhoramentos, nomeadamente com a aplicação de paredes em tijolo de vidro para fecho parcial do recreio coberto. Serão ainda criadas rampas de acesso a pessoas com mobilidade reduzida.

Arrancam as obras na Escola de Vilarinho das Cambas

Foi adjudicada a obras de remodelação da Escola Básica de Vilarinho das Cambas. A obra foi entregue à firma Construções Camposinhos Ferreira Lda, por 419.512 euros, mais IVA, com prazo de execução de 270 dias.

Como o Cidade Hoje tinha informado, os alunos estão a ter aulas no Centro Social e Paroquial da freguesia.

Segundo o presidente da Câmara, Paulo Cunha, trata-se «de dotar a escola de condições de conforto e comodidade para que as crianças tenham um percurso letivo como é desejado».

O autarca defende escolas próximas das populações, razão pela qual, diz, não tem havido novas construções com concentração de escolas.

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