Associação de Pais da escola D.Maria II vai utilizar os meios legais para evitar a ligação de antena 5G

A Associação de Pais da Escola D.Maria II vai pedir novos pareceres às entidades envolvidas no processo da antena instalada ao lado do recinto escolar.

A decisão surge depois de uma reunião com o presidente da Câmara Municipal de Famalicão, na última quinta-feira, onde os representantes ficaram a conhecer o parecer da Administração Geral de Saúde do Norte.

No documento, divulgado pela Cidade Hoje esta sexta-feira, pode-se ler que nos dados fornecidos às entidades, não terá sido mencionada a distância entre a torre de telecomunicações e o recinto escolar. Esse será um dos argumentos utilizados pela Associação de Pais junto da DGS para pedir uma nova análise do processo.

Nos temos a informação que essa distância terá sido fornecida. Aparentemente, e de acordo com o que foi escrito no parecer, as entidades responsáveis não tiveram isso em conta e, por isso, vamos tentar pedir uma reavaliação.

Presidente da Associação de País da Escola D.Maria II – Paulo Correia

Paulo Correia aguarda a entrada no processo da ANACOM, responsável pela medição das radiações da antena que deverá entrar em funcionamento em breve.

Entretanto, o organismo que representa os pais daquele estabelecimento de ensino, prepara uma assembleia geral com o objetivo de discutir o assunto.

Protesto na Escola: Alunos da D.Maria II gritam “antena ligada, escola fechada”

Os alunos da Escola D.Maria II, em Gavião, Vila Nova de Famalicão, prometeram esta terça-feira fazer greve às aulas, em protesto contra a antena de telecomunicações que foi instalada num terreno vizinho, e que, segundo funcionários da operadora NOS, foi ligada esta terça-feira.

A comunidade voltou a juntar-se, depois de uma primeira manifestação no passado mês de dezembro, e, à porta daquele estabelecimento de ensino, exigiu que a infraestrutura fosse retirada, por entender que a mesma emite radiações que podem ser prejudiciais para a saúde, uma vez que está instalada a cinco metros da escola.

Os professores, forçados a interromper as aulas por não terem alunos nas salas, dizem-se solidários com a causa.

Processo de levantamento de escolas com amianto ainda não acabou

Há mais de um ano que o Movimento Escolas Sem Amianto (MESA) e a associação ambientalista Zero têm vindo a questionar os serviços do Ministério da Educação para saber quantos edifícios de ensino ainda têm materiais contendo amianto.

Segundo a lei em vigor há quase uma década, a lista das escolas devia ser pública, assim como a calendarização das obras para retirar este material, que quando se degrada liberta fibras com propriedades cancerígenas.

A Zero foi agora informada pela Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE) que o processo de levantamento das escolas com amianto ainda não terminou.

A informação chegou depois de uma queixa feita pela associação ambientalista à Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos (CADA) exigindo conhecer a lista de edifícios escolares com materiais contendo amianto.

Na resposta a que a Lusa teve acesso, a diretora-geral dos Estabelecimentos Escolares explicou que “os documentos solicitados (…) constam de processos ainda não concluídos pelo que (…) não estão ainda em condições de ser disponibilizados”.

À Lusa, a representante da Zero Iria Roriz Madeira admitiu ter ficado surpreendida com a resposta da DGestE.

“Disseram que não tinham nenhum documento para nos entregar. Ficámos bastante surpreendidos porque mesmo que exista uma lista incompleta ela tem de ser divulgada”, declarou Iria Roriz Madeira.

Para a arquiteta e voluntária da Zero, esta resposta revela problemas mais graves: “O que mais nos assusta neste processo é que temos a noção de que há uma série de escolas que não foram ainda inventariadas ao nível dos materiais contendo amianto”.

O receio é baseado nas denúncias feitas pelo MESA como foi o caso dos diretores escolares que, há menos de dois meses, admitiram ter recebido telefonemas da DGEstE a questionar se nas suas escolas havia amianto.

Também o coordenador do MESA, André Julião, considerou a resposta da DGestE “extremamente preocupante”, mas, ao contrário da Zero, não ficou surpreendido com a resposta.

Para André Julião, este tipo de situações “é demonstrativo da falta de rigor com que anda a ser feito o diagnóstico”.

O coordenador lembrou que o movimento já encontrou “escolas que estavam dadas como estando livres de amianto, mas que nunca tinham sido intervencionados”.

A somar a estas situações, Iria Roriz Madeira recordou os casos de estabelecimentos que foram intervencionados, mas só removeram parte dos materiais com amianto.

“Remove-se o fibrocimento nos telheiros e fica ainda por remover nas coberturas de pavilhões. Nem sequer sabemos em que lista ficam estas escolas, se na de escolas já intervencionadas ou se nas por intervencionar”, alertou a arquiteta.

Presidente da Câmara de Famalicão almoça na cantina com as crianças de Oliveira São Mateus

Comer bem e saudável é uma preocupação da autarquia famalicense e, por isso, desde 2016 que, pelo menos uma vez por mês, é servida uma refeição vegetariana nas 60 escolas do 1.º ciclo e jardins de infância do concelho, abrangidas pelo serviço de refeições do município. Também a fruta não fica esquecida, sendo fornecida duas vezes por semana a todos os estabelecimentos de ensino até ao 1º ciclo (incluindo pré-escolar).

Esta quinta-feira, o presidente da câmara de Famalicão, Paulo Cunha, foi almoçar com as crianças da Escola Básica de Oliveira São Mateus, com o objetivo de provar a comida que é servida a esta comunidade escolar.

Estes momentos são também aproveitados pelo autarca para trocar impressões e conviver com os mais novos e com o corpo docente.

Alunos da Escola Camilo Castelo Branco vencem concurso nacional e vão ao Parlamento Europeu

A Escola Secundária Camilo Castelo Branco, Vila Nova de Famalicão, foi vencedora no concurso Euroscola – Portugal Europeu 2019/2020, organizado pelo Gabinete do Parlamento Europeu (GPE) e pela Representação da Comissão Europeia em Portugal (RCE) e integrado nas atividades do Espaço Europa.

A Escola Secundária Camilo Castelo Branco fez parte do grupo de 21 estabelecimentos escolares do ensino secundário e profissional, oriundos de todo o país – 450 alunos, com idades compreendidas entre os 16 e os 18 anos – que, de 07 de outubro de 2019 a 15 de janeiro de 2020, participaram nesta iniciativa, tendo alcançado o primeiro lugar com a classificação de 90,6%.

A coordenadora, Carla Machado, refere o empenho e a proatividade dos alunos que participaram no concurso e a importância crescente de aprofundamento e debate das questões europeias, a fim de serem cidadãos ativos e democraticamente participativos.

A Camilo participará, assim, na sessão plenária Euroscola a realizar no Parlamento Europeu, no próximo dia 11 de abril. No hemiciclo do Parlamento Europeu, os alunos ocuparão os lugares dos eurodeputados, debatendo e votando temáticas europeias, interagindo em inglês, francês ou alemão com alunos dos demais Estados Membros da UE.

O concurso ‘Euroscola – Portugal Europeu’ tem como objetivo contribuir para a formação de uma consciência europeia junto dos jovens que frequentam o ensino secundário regular e o ensino profissional, bem como dar a conhecer o papel que o Parlamento Europeu desempenha no processo de decisão europeu.

Famalicão: Já arrancou retirada de amianto na Escola Júlio Brandão

Foi no final do primeiro período letivo, depois do dia 17 de dezembro, que arrancaram os trabalhos de remoção de amianto na Escola Júlio Brandão, no centro de Vila Nova de Famalicão.

Este era um dos estabelecimentos que fazia parte da lista de escolas que ainda continha este material perigoso para a saúde humana.

A Cidade Hoje sabe que, todos os trabalhos do corpo docente, nomeadamente as reuniões de avaliação, foram transferidos para a escola Camilo Castelo Branco, de forma a facilitar a empreitada.

Escolas com amianto no concelho de Vila Nova de Famalicão

  • D. Maria II,
  • Nuno Simões
  • EB 1,2,3 de Arnoso Stª Maria e de Gondifelos
  • Secundária Padre Benjamim Salgado.

Na Escola Júlio Brandão, a remoção do amianto deve ficar concluída até ao regresso dos alunos para o segundo período, ou seja, até dia 6 de janeiro de 2020.

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