Câmara de Famalicão não queria antena junto à escola D. Maria II

O presidente da Câmara Municipal de Famalicão revelou esta sexta-feira, na reunião da Assembleia Municipal, que nunca desejou a colocação da antena de telecomunicações junto à Escola D. Maria II.

Paulo Cunha adiantou que promoveu contactos com a empresa de telecomunicações para que fosse encontrado outro local. Não tendo sido possível, a Câmara teve que cumprir a lei.

O autarca respondia às dúvidas dos pais que falaram na Assembleia Municipal, mostrando-se contra a instalação da antena de telecomunicações.

Estão apreensivos quanto ao acumular de radiações em torno da escola. Na dúvida sobre o impacto da antena, dizem que devia ter sido encontrado outro local. Um pai lembrou que as crianças são um grupo de risco porque ainda estão em desenvolvimento físico e intelectual.

O PS, pelo deputado Paulo Folhadela Simões, disse que a Câmara além de ter em atenção os pareceres técnicos, tem que olhar ao superior interesse das crianças.

Nos esclarecimentos, Paulo Cunha frisou que enquanto presidente de Câmara tem que cumprir a lei. Mas adiantou que se houver um parecer judicial em contrário, o município acata a decisão.

Câmara Municipal ainda não tem todos os pareceres sobre colocação de antena

Numa nota de esclarecimento sobre o processo de instalação da antena de telecomunicações na proximidade da Escola D. Maria II, a Câmara Municipal de Famalicão recorda que está a reunir informação das entidades competentes, nas áreas da saúde e jurídica, e só depois de recolhidas essas informações tornará pública a sua decisão.

Assim, a antena não será ligada enquanto a autarquia não tiver em sua posse todas as informações necessárias.

Escola D. Maria II protesta contra antena de telecomunicações

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Alunos, pais e professores da Escola D. Maria II protestaram, na manhã desta sexta-feira, em frente ao Lar S. João de Deus, em Gavião. Estão contra a instalação de uma antena de telecomunicações no terreno da Santa Casa da Misericórdia, que fica a escassos metros da escola.

Centenas de alunos, com pais e professores, pedem que a antena, instalada no início do mês, não entre em funcionamento. A comunidade escolar teme radiações prejudiciais à saúde.

O professor Sérgio Rodrigues lembra que a Organização Mundial de Saúde e o Instituto Ricardo Jorge desaconselham a instalação deste tipo de antenas junto a escolas. A mesma preocupação existe da parte dos pais. Iolanda Sá, mãe de uma menina do 6.º ano, juntou-se à manifestação por recear que a antena prejudique a saúde das crianças.

A Câmara Municipal assume que recebeu o pedido de licenciamento para a instalação da antena e que a mesma cumpre os requisitos legais nacionais para este tipo de estrutura. No entanto, e dado o alarme social provocado, solicitou um parecer à Direção Geral da Saúde. Quando o tiver, sabe o CIDADE HOJE, tomará uma posição.

Contactado pelo CIDADE HOJE, o Provedor Rui Maia deu conta que no próximo dia 19, a Santa Casa da Misericórdia de Famalicão, a Câmara Municipal e a NOS vão reunir e, posteriormente, emitir um comunicado com esclarecimentos sobre a instalação desta antena. Mas, desde já, Rui Maia informa que a operadora NOS, a entidade responsável, é detentora de todos os licenciamentos necessários para a instalação desta estrutura. Adianta, ainda, que há pareceres jurídicos que garantem a legalidade do processo.

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