Famalicão: PS sugere medidas de apoio às famílias e empresas afetadas pela covid-19

O Partido Socialista de Famalicão apresentou um pacote de propostas de apoio aos famalicenses e às pequenas empresas, com o objetivo de minimizar os efeitos nefastos da covid-19.

A concelhia do PS, liderada por Eduardo Oliveira, adianta que está em condições de discutir e melhorar as propostas. E, sabendo que algumas medidas terão impacto financeiro nos cofres municipais, diz que é tempo de fazer opções políticas «entre o que é possível para salvaguarda do bem-estar dos famalicenses e os eventuais investimentos que poderão e deverão ser adiados».

Medidas de apoio à comunidade

− Criar uma página de internet que agregue informação sobre todos os apoios municipais;

− Criar equipas municipais de distribuição de bens alimentares essenciais e de medicamentos a agregados familiares em confinamento;

− Intensificar a realização de testes rápidos às comunidades escolares, aos profissionais e utentes das IPSS, aos profissionais da Proteção Civil Municipal, entre outros;

− Controlar o uso de máscaras na entrada e no recinto da feira semanal;

− Implementar um plano de higienização e desinfeção de espaços públicos que evidenciem particular propensão para ajuntamentos temporários;

− Garantir um aumento dos transportes públicos (autocarros) em horários de maior afluência nas deslocações de e para as escolas, garantindo o cumprimento a todos os normativos emanados das diversas entidades de saúde;

Medidas de Apoio às Famílias

− Redução das rendas camarárias destinadas à habitação no caso de perda significativa de rendimentos decorrente de situação de lay-off e/ou de desemprego;

− Redução em 50% durante seis meses da fatura da água a agregados familiares com redução de rendimentos resultante de lay-off ou desemprego;

− Redução da taxa do IMI.

Medidas de Apoio às Empresas e ao Emprego

− Reduzir a fatura da água e/ou das rendas camarárias às empresas dos setores especialmente afetados;

− Estabelecer protocolos com as unidades hoteleiras do Concelho com vista ao acolhimento de profissionais “da linha da frente” quando a utilização da habitação própria seja desaconselhada por motivos de saúde pública;

− Desenvolver um web site de comércio eletrónico “comunitário” para empresas concelhias, de cariz familiar, com realce para a venda de produtos locais;

− Apoio a empresários em nome individual, micro e pequenas empresas que, tendo mantido os postos de trabalho, se encontram em situação de emergência financeira e risco de encerramento;

− Adquirir aos produtores do concelho, com especial preferência no comércio tradicional, os produtos destinados aos cabazes de Natal.

 

Mais de 250 empresas podem receber alunos da Oficina para formação em contexto de trabalho

São mais de 250 as empresas de Santo Tirso, Vila Nova de Famalicão, Trofa, Paços de Ferreira, Braga e do Porto nas quais os alunos da OFICINA – Escola Profissional poderão realizar, a partir de março de 2021, a sua Formação em Contexto de Trabalho.

Apesar da situação pandémica atual, as entrevistas estão já a decorrer quer em modo presencial quer em modalidade Online, sendo salvaguardas todas as condições de segurança e higiene .

Serão quatro meses em que os alunos da OFICINA aprofundarão em contexto empresarial a sua formação técnica. Entre os vários parceiros de Formação em Contexto de Trabalho, encontram-se o Futebol Clube do Porto e as Câmaras Municipais de Santo Tirso, Vila Nova de Famalicão, Trofa e da Maia.

Ao longo da Formação em Contexto de Trabalho, os alunos serão acompanhados por um professor tutor e por um orientador na empresa, tendo direito ainda a subsídio de transporte e de alimentação.

Ministro não dorme a pensar nos problemas das empresas

«Todos os dias tenho dificuldade em adormecer ao pensar no conjunto de empresas que estão nestas dificuldades, nos trabalhadores afetados por medidas e no que podemos fazer, sempre sabendo que nunca vamos chegar a toda a gente e cobrir tudo», disse o Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Siza Vieira, em declarações ao ECO.

O governante reconhece que «as microempresas em particular têm reservas de caixa muito insuficientes, têm dificuldade em períodos longos com quebra de faturação».

Pedro Siza Vieira anunciou que o Banco de Fomento já está a funcionar e apresenta linhas de apoio para as empresas que devem estar disponíveis ainda este mês.

Uma das linhas, de 750 milhões de euros, destina-se à indústria exportadora, considerada estratégica, com possibilidade de conversão de 20% do crédito como subsídio a fundo perdido, consoante a manutenção de postos de trabalho. A outra linha de crédito foca-se nas empresas de eventos. Estão disponíveis 50 milhões, com possibilidade de 20% como subsídio a fundo perdido.

22 mil empresas pediram apoio no pós lay-off simplificado

Cerca de 22 mil empresas recorreram ao pós lay-off simplificado, que abrange cerca de 240 mil pessoas. Segundo a Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, cerca de 82% das empresas que recorreram aos novos apoios estão a optar pelos instrumentos de apoio que lhes permitem manter os postos de trabalho.

Ainda de acordo com os dados, 12,4 mil pedidos são de empresas que optaram pelo incentivo financeiro extraordinário à normalização da atividade empresarial que contempla um apoio equivalente a dois salários mínimos por trabalhador pago ao longo de seis meses e que implica a manutenção do posto de trabalho por oito meses. Depois, há cerca de 3,9 mil empresas que optaram pela modalidade de um salário mínimo pago de uma vez; ainda seis mil empresas pediram apoio para a retoma progressiva.

Candidaturas aos Selos Famalicão Visão’25 terminam este mês

O período para a submissão de candidaturas aos Selos Visão´25 termina no final do mês de julho. Nesta edição todos os cidadãos são chamados a identificar e a propor os projetos, ações, produtos e serviços que considerem ser relevantes e merecedores do selo atribuído todos os anos pela autarquia.

Os Selos Visão´25 são uma iniciativa da Câmara Municipal que volta a distinguir, pelo quinto ano consecutivo, os projetos que têm contribuído para a valorização e afirmação do concelho.

O formulário de inscrição está disponível online, em www.famalicao.pt/selos-visao-25.

A atribuição da distinção será decidida por um júri, constituído por diversas pessoas de diferentes áreas. Os vencedores serão divulgados na sessão solene comemorativa do Dia do Concelho, a 28 de setembro.

Os projetos podem ser integrados em quatro categorias. A categoria Famalicão Made IN – projetos empreendedores que potenciam a incorporação tecnológica e a aplicação de soluções de futuro, desenvolvendo uma economia baseada no conhecimento e na inovação e que aumentam a competitividade e internacionalização. A categoria B -Smart Famalicão – projetos que promovam uma economia mais eficiente na utilização dos recursos. A categoria Força V – Famalicão Voluntário – projetos que reforçam o capital social presente nas práticas de intervenção e animação comunitária e impulsionam novos ambientes de participação e envolvimento ativo. Por fim, na categoria Famalicão Comunitário são reconhecidos os projetos que promovam a corresponsabilização dos cidadãos e que se distingam enquanto projetos coletivos, de cooperação e colaboração entre atores públicos e privados e potenciadores dos valores do futuro.

Este ano, as candidaturas decorrem excecionalmente até 31 de julho, com a submissão do formulário por e-mail para [email protected]

Recorde-se que a atribuição dos Selos Famalicão Visão’25 acontece pelo quinto ano consecutivo, tendo sido já reconhecidos mais de setenta projetos. O selo representa um prémio que identifica e reconhece as boas práticas com impactos positivos no território, na economia e na sociedade, que sejam inovadoras e inspiradoras, que expressem os valores e reforcem a identidade famalicense.

André Vieira de Castro eleito presidente da Confederação Europeia de Fabricantes de Tintas

André Vieira de Castro foi eleito presidente da Confederação Europeia dos Fabricantes de Tintas, Tintas de Impressão e de Artistas.

O famalicense, da empresa Arga Tintas, passa a representar milhares de empresas, cerca de 17 biliões de euros de negócio e mais de 100 mil postos de trabalho.

«O cargo é pessoal, mas fruto de um percurso que só me é possível fazer porque tenho comigo a melhor equipa do mundo», refere André Vieira de Castro.

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