Supermercado E. Leclerc diz não à violência doméstica e você também pode ajudar

Com o objetivo de combater a violência doméstica, o grupo de hipermercados E. Leclerc juntou-se à Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG) e lançou uma campanha que reverte financeiramente para esta instituição.

Cada cliente E. Leclerc pode dar o seu contributo ao comprar plantas que os supermercados têm à venda. É fácil de identificar, porque cada vaso tem um autocolante a assinalar: “não à violência doméstica”. São orquídeas e suculentas para embelezar a sua casa, e que, neste caso, está a ajudar também as vítimas de violência doméstica.

Por cada venda, os supermercados E.Leclerc entregam 2,5euros e 50 cêntimos para a CIG. Este é o organismo nacional responsável pela promoção e defesa de igualdade entre mulheres e homens, e contra a violência.

A cadeia de supermercados acredita que é possível fazer mais para erradicar a violência que afeta muitas famílias, mas onde as mulheres e as crianças são dos elementos mais indefesos. O E.Leclerc lembra que um pequeno gesto seu, a juntar a milhares de gestos, vai fazer a diferença na vida de quem sofre.

Câmara de Famalicão lança guia de procedimentos contra a violência doméstica

O Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher foi assinalado esta quarta-feira, dia em que Famalicão reuniu os parceiros sociais para analisar o problema em tempo de pandemia. A vereadora da Família, Sofia Fernandes, alerta para um problema que afeta toda a sociedade, mas sobretudo mulheres, idosos e crianças.

Sofia Fernandes sublinha que o confinamento tem aumentado o número de queixas de violência doméstica, porque há uma maior proximidade entre agressores e vítimas. A vereadora está também preocupada com a falta de acompanhamento aos agressores por parte da saúde mental.

Com o objetivo de sensibilizar a comunidade, a Câmara Municipal de Famalicão vai lançar um guia de procedimentos para atuar em caso de suspeita de violência doméstica.

Segundo a vereadora Sofia Fernandes, é preciso começar na juventude e comunidade escolar. A autarca acredita que será nas faixas etárias mais baixas que se pode obter mais ganhos na luta contra a violência.

PSP já sinalizou quase 800 suspeitos de crime de violência doméstica

Este ano, a PSP sinalizou cerca de 800 suspeitos da prática de crime de violência doméstica e já elaborou mais de 32.000 planos de segurança individual neste contexto.

A informação é do diretor nacional adjunto da PSP, Constantino Ramos. Segundo o responsável, foram também sinalizadas mais de 8.100 crianças em situação de risco e apreendidas quase 200 armas de fogo em contexto de violência doméstica.

A PSP refere que entre 2017 e 2019 registou 309 ocorrências de violência doméstica com armas de fogo, sendo que em 74 delas houve uso efetivo da arma por parte do agressor.

O responsável da PSP adianta que o e-mail criado especificamente para a denúncia destes crimes tem-se revelado de grande utilidade, com a PSP a receber queixas e relatos que muitas vezes chegam via amigos ou colegas de trabalho das vítimas.

Juiz de Famalicão condenado, com pena suspensa, por violência doméstica

O coletivo de juízes da 4.ª secção criminal da Relação do Porto condenou Porfírio Vale, juiz do Tribunal de Famalicão, a uma pena de um ano e oito meses de prisão, com pena suspensa, por dois anos, por violência doméstica. Está ainda obrigado a frequentar uma formação sobre prevenção de violência doméstica e a pagar à vítima (ex-mulher) 15 mil euros.

A pronúncia do processo concluiu pela existência de indícios de que o arguido, «a pretexto de resolver aspetos de regulação do poder parental e das partilhas», procurou intimidar e controlar a ex-mulher, «comprometendo a sua autoestima» e ofendendo-a na sua honra e consideração. No processo, consta que disse à ex-mulher que “não iria ter contemplações” com ela e que lhe iria “desgraçar a vida”.

Em causa estão conversas telefónicas, correios eletrónicos e centenas de mensagens de telemóvel, a partir de 2015, ano do divórcio.

O arguido vai recorrer da decisão para o Supremo Tribunal de Justiça, entendendo que não cometeu qualquer crime.

Casos de Violência Doméstica: GNR retira armas e mais de 2 mil munições aos agressores

O Comando Territorial de Braga, através do Posto Territorial de Fafe, ontem, dia 15 de outubro, apreendeu cinco armas de fogo e mais de 2 mil munições, relacionadas com crimes de violência doméstica e de posse de arma proibida, no concelho de Fafe.

No âmbito da investigação por violência doméstica, os militares apuraram que um homem de 55 anos agredia, ameaçava e injuriava a sua esposa, de 59 anos. Foi realizada uma busca domiciliária que permitiu apreender uma caçadeira.

No seguimento de uma outra investigação, independente da anterior, que durava há um mês e meio, relacionada com a posse de arma ilegal, os militares apuraram que um homem, de 76 anos, teria armas e munições na sua posse, sem que estivesse habilitado para tal. Foi realizada uma busca domiciliária tendo sido apreendidas 2 157 munições de diversos calibres, três espingardas, uma espingarda de pressão de ar e uma pistola.

Os suspeitos foram constituídos arguidos e os factos remetidos ao Tribunal Judicial de Fafe.

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