Casa da Memória Viva avança com alfarrabista social e sonha com uma sede

A Associação Casa da Memória Viva tem vários desejos para 2020, um dos quais uma sede própria, instalada num edifício também ele emblemático do ponto de vista histórico. Apesar de ter apenas um ano de existência, a associação conta já com várias atividades de preservação da identidade coletiva, um dos seus principais objetivos. Mas também se importa com a memória individual, como as doenças neurodegenerativas.

Para realizar as atividades a que se propõem e para guardar o espólio que vai recebendo, uma sede torna-se um imperativo. Por razões de proximidade e comunicação com as pessoas, preferem uma casa no centro da cidade. Já fizeram uma pesquisa de mercado e notaram a existência de vários prédios devolutos que servem na perfeição as suas pretensões. Carlos Sousa, o presidente, admite que ainda não convenceram qualquer proprietário e, por isso, apelam à consciencialização das pessoas.

Outro dos grandes objetivos para 2020 é o lançamento do projeto Alfarrabista Social. Quem tiver livros, gravuras, fotografias, objetos de adorno, vestuário, calçado e outras peças antigas que já não usa mas que possam ter interesse histórico e social pode entregá-las à Associação. Quem dirige a Casa da Memória Viva compromete-se a guardá-las, a preservá-las e a mostrá-las à comunidade.

Aliás, a direção da Associação pretende decorar a sede com todo o tipo de peças antigas, mas não só. Mostrar à comunidade a história famalicense é preservá-la, conta António Peixoto, tesoureiro da Associação. Já foi tornado público, que a família da Cegonheira doou a sua marca industrial à Casa da Memória Viva e António Peixoto conta que há outros espólios industriais e comerciais que a associação pode receber e tratar para contar como foi.

Numa outra perspetiva, mas também relacionada com a memória individual, a Associação tem o propósito de sensibilizar para as doenças neurodegenerativas. Já desenvolveu algumas atividades nesse sentido, nomeadamente caminhadas e colóquios. Além de esclarecer e sensibilizar, têm o objetivo de ajudar os cuidadores dos doentes com essas problemáticas.

CMV promove sessão de esclarecimento sobre a “Doença de Alzheimer e outras demências”

Numa iniciativa da Alzheimer Portugal (AP) e da associação Casa da Memória Viva (CMV), realiza-se na tarde desta sexta-feira, no auditório da União de Freguesias de V. N. Famalicão e Calendário, uma sessão informativa, aberta à comunidade, sobre “Doença de Alzheimer e outras demências”. O início está marcado para as 15 horas.

Pretende-se «estabelecer um espaço de informação e partilha sobre um assunto que ainda provoca reações de desconforto e estigma em demasiados setores da sociedade portuguesa», justifica Carlos de Sousa, presidente da Comissão Instaladora da CMV.

Será oradora a terapeuta ocupacional Marta Melo, da Delegação Norte da AP, que partilhará informação sobre aquela que é a causa mais comum de demência, a doença de Alzheimer (definição, causas, diagnóstico, sinais de alerta, fases e tratamento, nomeadamente). Também abordará outras doenças neurodegenerativas: a demência vascular, a demência frontotemporal ou a demência de corpos de Lewy.

A sessão, que conta com a colaboração da União de Freguesias de V. N. de Famalicão e Calendário, insere-se no plano de ações da CMV, instituição criada em maio último para preservar e valorizar a memória individual e coletiva na comunidade.

O primeiro evento público da CMV decorreu no passado sábado. Uma caminhada solidária que assinalou o Dia Mundial da Doença de Alzheimer. Segue-se, no dia 18 de outubro, um colóquio sobre o novo “Regime Jurídico do Maior Acompanhado”, com a juíza desembargadora Raquel Rego da Silva, presidente do Tribunal da Relação de Guimarães.

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