Camilianistas prestaram tributo emocionado a Bigotte Chorão

A Casa de Camilo Castelo Branco de S. Miguel de Seide foi, no sábado, palco de um momento de grande significado e impacto emocional com a homenagem prestada ao camilianista João Bigotte Chorão, colaborador assíduo e participante ativo nas atividades culturais e científicas promovidas pelo Centro de Estudos Camilianos, ao longo últimas três décadas. O tributo a Bigotte Chorão marcou a 5.ª edição dos Encontros Camilianos de São Miguel de Seide que arrancou na sexta-feira, com a participação de centena e meia de participantes.

A evocação e louvor ao camilianista falecido em fevereiro deste ano compreendeu as intervenções de Artur Anselmo, da Academia de Ciências de Lisboa, que fez uma síntese muito profícua da produção de Bigotte Chorão sobre Camilo Castelo Branco, e de Pedro Mexia, filho do homenageado, que ofereceu aos presentes uma comovente reflexão sobre o papel de seu pai, e da respetiva biblioteca, na sua formação humana, cultural e intelectual.

O momento englobou, ainda, a inauguração da exposição “Esta Nossa debilidade camiliana: Tributo a João Bigotte Chorão”, que está patente no Centro de Estudos Camilianos até 26 de abril de 2020.

A mostra proporciona ao visitante uma experiência duplamente intimista e ilustrativa do valor da obra do homenageado para os estudos camilianos: objetos pessoais, busto em bronze, da autoria de Raúl Xavier, edições contendo notas críticas e prefácios a obras ficcionais e de epistolografia de Camilo, volumes de ensaios dedicados exclusivamente ao romancista e coletâneas que inserem trabalhos de teor camiliano, a participação do homenageado nas Jornadas Camilianas de Vila Real e as colaborações nas atividades levadas a cabo pela Casa de Camilo, antologias organizadas no âmbito do 1.º Centenário da Morte de Camilo Castelo Branco, colaborações em publicações de estudos camilianos e o reconhecimento público de personalidades de diferentes quadrantes da cultura.

Para além da homenagem ao ensaísta e crítico literário João Bigotte Chorão, a 5.ª edição dos Encontros Camilianos de São Miguel de Seide contou com um programa científico e cultural muito diversificado e compreendeu a realização de um Roteiro Camiliano, de um Serão Musical e da a apresentação de intervenções científicas sobre a vida e a obra do romancista e de obras de interesse camiliano.

No primeiro dia, realizou-se um “Roteiro Camiliano ao Cemitério da Lapa”, onde foi possível visitar na Venerável Irmandade de Nossa Senhora da Lapa uma exposição com vários bens culturais que pertenceram a Camilo e o revólver com que ele pôs termo à vida. No cemitério, os participantes visitaram as sepulturas e jazigos de famílias e de personalidades com quem Camilo se relacionou. O destaque foi dado ao jazigo de Freitas Fortuna, no qual se encontram os restos mortais do escritor, e ao jazigo de D. Rita Vitória Guimarães, sogra de Fanny Owen, às sepulturas das famílias da primeira e da segunda mulher de Camilo: Joaquina Pereira de França e Ana Plácido, respetivamente, e ao gavetão onde se encontra o corpo de Pinheiro Alves, primeiro marido de Ana Plácido.

À noite, no auditório do Centro de Estudos, decorreu um Serão Musical subordinado ao tema «Camilo e a Música», sob a direção musical e piano de Rui Mesquita, a atuação da soprano Annalisa Quintão e a participação especial dos alunos do Agrupamento de Escolas Camilo Castelo Branco. Tratou-se de excelente momento de interpretação ao piano e canto de poesias camilianas musicadas, sendo outras declamadas ou dançadas, todas precedidas das devidas contextualizações históricas e literárias.

No sábado, foram proferidas comunicações científicas, abordando temas variados, desde os “ciúmes e a violência de género na obra camiliana” à gastronomia nas páginas de Camilo Castelo Branco, passando pela análise da obra de Ana Plácido e da epistolografia de um dos mais importantes sacerdotes na formação literária e na vida afetiva do romancista: Padre António de Azevedo. Foram ainda apresentados os volumes Novelas do Minho, da Editora Glaciar, e os números 3 e 4 da Coleção Encontros Camilianos.

Refira-se que os 5.ºs Encontros Camilianos de São Miguel de Seide terminam no próximo dia 19 de outubro, com a realização de um «Roteiro Literário Camiliano a Ribeira de Pena», onde se proporcionará aos congressistas uma visita a locais camilianos ribeirapenenses e se dará especial relevância aos que serviram de cenário para a produção da novela Maria Moisés.

Fim de semana com Feira Intercultural em Famalicão

Um fim-de-semana inteiro dedicado à interculturalidade, onde as diferentes comunidades que habitam o concelho de Vila Nova de Famalicão vão mostrar as suas tradições mais genuínas através da arte. Vai ser assim a Festa intercultural de Famalicão que decorre no próximo sábado e domingo, dias 19 e 20 de outubro, na Praça D. Maria II.

O evento insere-se na International Week 2019 que arranca esta quinta-feira, com inúmeras atividades, que vão trazer o mundo até Famalicão.

A Festa Intercultural cumpre esse mesmo propósito contribuindo ainda para um estreitamento das relações entre as diferentes comunidades residentes no concelho.

Música da Ucrânia, poesia de Angola, dança do Brasil e Cuba, circo da Colômbia, são algumas das apresentações agendadas, às quais se juntam ainda os ritmos africanos e os concertos dos jovens artistas de Inglaterra.

Há muito para ver, ouvir e participar com dois dias repletos de animação, lazer e convívio.

O evento assume uma importância social enorme para o concelho, promovendo o convívio, o respeito e a partilha de culturas entre pessoas diferentes que dividem o mesmo território

Presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha

Refira-se que em Vila Nova de Famalicão, a imigração faz-se representar essencialmente através de cidadãos do Brasil (38 %), Ucrânia (20,1%) e China (7,8 %). Segue-se a Angola (3,8 %); Espanha (3,1) e França (3%).

Famalicão: Já visitou a renovada Casa das Artes?

No ano em que soprou as velas do seu 18.º aniversário, a Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão ficou ainda mais jovem e amiga do ambiente.

O espaço cultural do concelho famalicense está a ser alvo de uma intervenção de manutenção e requalificação que abrange os seus espaços interiores, mas também os exteriores com vista a aumentar a eficiência energética do edifício.

Os trabalhos realizados no interior da Casa das Artes estão praticamente concluídos e implicaram, entre outras intervenções, a colocação de uma nova alcatifa no pavimento do Foyer e do Grande Auditório, a pintura das paredes, tetos e portas e a substituição de azulejos degradados.

Já a intervenção efetuada no exterior insere-se no âmbito do projeto de melhoria da eficiência energética da Casa das Artes. Os trabalhos ainda decorrem e implicam a reabilitação das superfícies exteriores e fachadas existentes em Sistema de Isolamento Térmico pelo Exterior, a colocação de painéis fotovoltaicos e a substituição de diversos equipamentos.

Refira-se ainda que a empreitada implicou um investimento total que ronda os 407 mil euros. Deste valor, cerca de 181 mil foram canalizados para o projeto de melhoria da eficiência energética do edifício, comparticipado em 46% pelo NORTE 2020, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER). Com estas alterações estima-se uma redução de cerca de 25 mil euros por ano nos consumos de energia e de 40% nas emissões de CO2 do edifício.

No ano em que atinge a maioridade, “a grande prenda da Casa das Artes vai para todos aqueles que a visitam”, refere a propósito o Presidente da Câmara Municipal. “São obras importantes que vão conferir melhores condições de conforto ao público e que vão permitir uma significativa redução do consumo energético”, acrescenta Paulo Cunha.

Refira-se ainda que o espaço cultural famalicense retomou já a sua habitual programação. A quarta edição do Close-Up: Observatório de Cinema, de 12 a 19 de outubro, e o concerto dos Budda Power Blues, no dia 25, são os principais destaques do cartaz de outubro.

Cultura, desporto, economia e juventude na Semana Internacional de Famalicão

A Câmara Municipal de Famalicão organiza, de 17 a 24 de outubro, a Semana Internacional, com muitas atividades focadas em quatro áreas: cultura, desporto, economia e juventude.

Para dinamizar estas atividades foram convidadas pessoas e instituições internacionais, como universidades e consulados. Uma delegação de 40 jovens de universidades de Liverpool e Lille vêm conhecer as empresas famalicenses. A comunidade imigrante em Famalicão (chineses, brasileiros, angolanos) vai juntar-se na Praça D. Maria II, no dia 19 de outubro. Nesta semana está também incluído o Congresso Mundial do Têxtil.

Segundo o vereador da Economia e Internacionalização, Augusto Lima, o objetivo desta semana internacional é, essencialmente, a diplomacia económica. «Tem o ponto alto nesta semana, mas é um trabalho que fazemos de forma contínua», sublinha o autarca.

Património material e imaterial de Famalicão em plataforma única e inovadora

O Famalicão ID 2.0 (www.famalicaoid.org) é um projeto único e pioneiro a nível nacional que reúne informação detalhada sobre o património material e imaterial de Vila Nova de Famalicão. A plataforma disponibiliza milhares de documentos, fotografias e vídeos que contam a história do território ao longo dos séculos até aos tempos atuais.

A informação é vasta e aborda várias temáticas da cultura e educação, o que para Leonel Rocha «é essencial para quem quiser conhecer e estudar Vila Nova de Famalicão». Esta é, prossegue o titular da Cultura e Educação, «uma excelente ferramenta para as escolas, professores e alunos do concelho».

A nova plataforma municipal foi apresentada esta quinta-feira, na Casa do Território, pelo técnico municipal responsável, João Machado, e pelo responsável da empresa Sistemas do Futuro – Multimédia, Gestão e Arte, Lda., que desenvolveu a plataforma, Fernando Cabral. A sessão contou também com a presença de Leonel Rocha.

O projeto levou cinco anos a ser desenvolvido e conta com os contributos de dezenas de colaboradores do município e cidadãos que participaram na recolha de informações. O Famalicão ID 2.0 é um site dinâmico em constante renovação com a colocação de novas informações assim como a atualização dos conteúdos.

Este é «um projeto de referência nacional ao nível do património», diz Fernando Cabral. Vila Nova de Famalicão é, assim, o único município nacional com este tipo de plataforma, onde estão identificados um vasto conjunto de dados sobre a identidade e a história do território.

Coube ao técnico do Gabinete do Património da Câmara Municipal de Famalicão, João Machado, explicar as mais-valias da plataforma navegando pelos vários separadores e explicando as potencialidades do projeto. Desde logo, é possível conhecer Vila Nova de Famalicão a fundo seguindo os tópicos de forma cronológica, imaterial, material, comunidade, documentos, eventos, roteiros, através dos temas ou do espaço. Aqui, cabe tudo o que se possa imaginar desde o conhecimento de lendas e tradições, às personalidades que marcaram a história famalicense.

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