Famalicão: regresso à normalidade no hospital «tem decorrido bem»

O Centro Hospitalar do Médio Ave está a voltar ao funcionamento normal depois da fase mais aguda do covid-19. Segundo o presidente do conselho de administração, António Barbosa, o regresso à normalidade «tem decorrido muito bem. Estamos a fazer as coisas com cuidado, segurança, método e com todas as precauções necessárias para garantirmos a segurança que é exigida», avisa.

Este regresso está a acontecer de forma gradual e ainda não está a 100%, mas, conta António Barbosa, já «fazemos cirurgias programadas, em Famalicão e Santo Tirso; já fazemos muito mais consultas presenciais; estamos com mais partos do que no ano passado. São sinais muito positivos, dentro deste contexto que é de prudência».

Por causa do covid-19 e também em função do espaço existente no hospital, os serviços foram reorganizados, mas está tudo a voltar à normalidade, conforme o período antes do covid-19. Neste momento só há quatro pessoas internadas com covid-19 e já não é preciso tanto espaço destinado ao tratamento desta doença.

Muitas coisas não vão ser como antes, estamos todos a aprender a viver numa nova realidade

Mas há coisas que não poderão voltar a acontecer, como aglomerar pessoas nas salas enquanto esperam por uma consulta; é obrigatório usar máscara ou outros equipamentos de proteção; além de outros procedimentos de segurança. «Muitas coisas não vão ser como antes, estamos todos a aprender a viver numa nova realidade», sublinha o presidente do conselho de administração, António Barbosa.

«Este regresso à normalidade está a acontecer de forma gradual e muito positiva. Mas isto só tem sido possível devido à boa-vontade de todos, principalmente dos nossos profissionais, mas também com a compreensão dos nossos utentes que entendem as nossas limitações», acrescenta o responsável hospitalar.

Certificação de máscaras gera polémica entre PS e Câmara de Famalicão

A concelhia do Partido Socialista de Vila Nova de Famalicão acusa a Câmara Municipal de entregar máscaras não certificadas aos funcionários municipais. A vereadora da Saúde Pública nega esta acusação e garante que as primeiras não tinham selo, porque não era obrigatório, mas que, entretanto, todos receberam um segundo kit, certificado.

A acusação partiu do PS, ao afirmar que as máscaras que foram entregues aos funcionários foram oferecidas por empresas ao município antes da obrigatoriedade de utilização de máscaras, e que, desde então, ainda não terá sido possível proceder à substituição das mesmas.

Em nota à imprensa, o PS Famalicão «lamenta que a Câmara ainda não tenha corrigido o erro»; diz que está em causa a saúde dos cidadãos e que deve ser regularizada a situação, com entrega de máscaras certificadas. «Num concelho que pretendemos pró-ativo no combate à Covid-19, e que tantas vezes é apregoado pelo Presidente da Câmara, a correção destes erros ou falhas grosseiras não pode ser deixada para outro dia », afirma Eduardo Oliveira.

Há mais de 15 dias que a Câmara está a equipar os funcionários municipais com máscaras certificadas

Vereadora Sofia Fernandes

A vereadora da Saúde Pública, Sofia Fernandes, informa que «no período de emergência nacional, a Câmara Municipal adquiriu, no dia 24 de março, um conjunto de máscaras comunitárias para proteção dos seus funcionários que foram distribuídas e utilizadas nessa mesma semana. Nessa altura, não existia o conceito de máscaras não certificadas. Quando, a partir de meados de abril, o Governo definiu a obrigatoriedade de certificação deste tipo de equipamento, a Câmara teve o cuidado de adquirir e distribuir apenas máscaras certificadas pelo CITEVE».

A partir dessa data, a Câmara garante que todas as máscaras levam selo de certificação, incluindo as 130 mil que foram distribuídas aos famalicenses, através das Juntas de Freguesia.

A vereadora recorda que o processo de certificação e de produção, «teve alguma demora, o que provocou atrasos nas entregas. Em todo o caso, há mais de 15 dias que a Câmara está a equipar os funcionários municipais com máscaras certificadas».

A autarca garante que todo o material de proteção individual (máscaras, batas, viseiras, óculos, aventais) que está a ser entregue a quem está na chamada linha da frente está devidamente certificado pelas instâncias competentes.

Piscinas autorizadas a abrir: Devem ter as mesmas regras das praias

As piscinas ao ar livre vão estar sujeitas, “com as necessárias adaptações”, às regras de ocupação e utilização das praias durante a época balnear, no âmbito da pandemia de Covid-19, segundo o decreto-lei publicado esta segunda-feira no Diário da República.

Estabelecendo o regime excecional e temporário aplicável à ocupação e utilização das praias, no contexto da pandemia da doença Covid-19, para a época balnear de 2020, que tem início em 6 de junho, o decreto-lei refere que este regime “é aplicável ao funcionamento das piscinas ao ar livre com as necessárias adaptações”.

As regras especiais a adotar quanto à ocupação e à utilização das piscinas ao ar livre, e bem assim quanto à garantia da qualidade da água, salubridade e segurança das instalações, são aprovadas, no prazo máximo de sete dias a contar da data da publicação do presente decreto-lei, por despacho dos membros do Governo responsáveis pelas áreas da economia, das autarquias locais e da saúde, considerando as orientações da Direção-Geral da Saúde (DGS)”, lê-se no diploma publicado hoje no Diário da República.

Aprovado em 15 de maio, no Conselho de Ministros, o decreto-lei foi promulgado pelo Presidente da República em 20 de maio e “entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação”, ou seja, na terça-feira.

O regime excecional e temporário para a ocupação e utilização das praias, no contexto da pandemia covid-19, aplica-se ao território continental, excluindo as regiões autónomas dos Açores e da Madeira.

Os utentes das praias devem assegurar um distanciamento físico de 1,5 metros entre diferentes grupos e afastamento de três metros entre chapéus de sol, toldos ou colmos, a partir de 06 de junho, determinou o Governo.

Além do “distanciamento físico de segurança entre utentes no acesso e na utilização da praia e no banho no mar ou no rio”, os cidadãos devem cumprir as medidas de etiqueta respiratória e proceder à limpeza frequente das mãos, bem como “evitar o acesso a zonas identificadas com ocupação elevada ou plena”

Relativamente ao estado de ocupação das praias, vai existir “sinalética tipo semáforo”, em que a cor verde indica ocupação baixa (1/3), amarelo é ocupação elevada (2/3) e vermelho quer dizer ocupação plena (3/3).

Segundo o Governo, a informação sobre o estado de ocupação das praias vai ser “atualizada de forma contínua, em tempo real”, designadamente na aplicação InfoPraia e no sítio da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

Sobre a capacidade potencial de ocupação das praias de banhos, a APA tem de, “no prazo máximo de sete dias a contar da data da publicação do presente decreto-lei”, ou seja, até 01 de junho, determinar o método de cálculo, “para garantir a segurança dos utentes e a proteção da saúde pública”, considerando a área útil da zona destinada ao uso balnear, as marés, se aplicável, e uma área de segurança mínima por utente, bem como a lista das praias de pequena dimensão.

A área útil da zona destinada ao uso balnear é calculada a partir da extensão da frente de praia e de uma faixa de profundidade da área utilizável, contada a partir do limite do espraiamento das vagas, no caso das praias costeiras, ou da oscilação do nível da água, no caso das águas de transição e interiores”, segundo o decreto-lei que estabelece o regime excecional e temporário aplicável à ocupação e utilização das praias, no contexto da pandemia.

Além dos acessos à zona balnear, estão previstas medidas sobre o ordenamento do espaço de estacionamento, a circulação nas passadeiras, paredão e marginal, as instalações sanitárias, a gestão de resíduos, a venda ambulante, os equipamentos de banho, inclusive cadeiras anfíbias, gaivotas, escorregas, chuveiros e espreguiçadeiras, e o funcionamento de apoios de praia e equipamentos, nomeadamente restaurantes, esplanadas e zonas de merendas.

Quanto aos postos de primeiros socorros, estes devem dispor de termómetros e equipamento de proteção individual e ter uma área destinada ao isolamento de casos suspeitos de infeção pela covid-19, determina o regime excecional e temporário para a ocupação e utilização das praias, no contexto da pandemia covid-19.

Neste âmbito, o Governo prevê a possibilidade de interdição da praia, “por motivo de proteção da saúde pública, em caso de incumprimento grave das regras pelas concessionárias ou pelos utentes”.

Câmara de Famalicão incentiva projetos de investigação na área do combate à covid-19

A Câmara Municipal de Famalicão criou um Programa Municipal de Apoio Financeiro a Soluções de Investigação, Desenvolvimento e Inovação com o objetivo de apoiar novos produtos e/ou serviços inovadores na área do combate à pandemia pelo covid-19.

Até ao final desta semana estará no site do Famalicão Made IN, da Câmara Municipal de Famalicão, o regulamento de candidatura a que qualquer empresa, até 50 trabalhadores e com sede no município, se pode candidatar.

A Câmara Municipal disponibilizou 30 mil euros, mas o vereador da Economia e Inovação admite que esse valor pode subir em função do número de projetos apresentados.

O programa de apoio destina-se a pequenos projetos (como luvas, máscaras e outros) que, pelo seu caráter inovador, precisam do desenvolvimento de um protótipo, de registo de patentes, testes laboratoriais, análise de mercado, etc.

Para saber se o projeto tem viabilidade para singrar no mercado há um júri, composto por elementos do Gabinete Made In, COTEC Portugal e Agência Nacional da Inovação. Uma vez aprovados, haverá até 6 meses para a sua execução.

Este programa é municipal, mas tem o apoio de diversas entidades, além da COTEC e ANI, entram o CITEVE, CENTI, Universidade Lusíada, CESPU, etc., que fazem parte da rede Famalicão Empreende.

«É um programa inédito a nível nacional, que nasce com o objetivo de dar cobertura a projetos pequenos que possam trazer valor acrescentado do ponto de vista do mercado», explica o vereador Augusto Lima. A prioridade são pequenos projetos, com baixos orçamentos, desenvolvidos por empresas pequenas que têm dificuldade em obter financiamento para investigação, acrescenta o autarca com a pasta da Economia, Inovação e Internacionalização.

ACIP retoma serviços terapêuticos

A ACIP preparou-se, com a máxima segurança, para receber os seus clientes, nos serviços de Psicologia, Terapia da Fala, Terapia Ocupacional, Integração Sensorial e Neurofeedback.

Para que os pais possam retomar as consultas com os filhos e de forma a dar uma resposta rápida aos pedidos, a ACIP implementou uma série de procedimento de segurança, respeitando as normas e orientações da DGS. Só serão realizadas consultas com marcação prévia e intervalo de segurança, atendimento no balção com proteção de acrílico, utilização de desinfetante e equipamento de proteção pelos profissionais, serviço com limitação de acesso ao interior, disponibilização de álcool gel na receção e salas de atendimento, limpeza e desinfeção de espaços a cada utilização.

As marcações devem ser feitas pelo 252 928 610 ou pelo telemóvel 966 039 224. No entanto, as marcações online ainda vigoram na instituição.

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