Consultas nos centros de saúde caíram 47%

O número de consultas nos centros de saúde caíram 47% no mês de julho face ao mesmo mês do ano passado, uma consequência da covid-19.

Assim, neste mês de julho realizaram-se 940 mil consultas presenciais, menos 819 mil atendimentos que em julho de 2019. Quase metade da quebra foi na região Norte do país.

Mas duplicaram as consultas por telefone. Responsáveis, em declarações ao Jornal de Notícias, falam em reorganização dos serviços devido à pandemia, falta de recursos humanos e físicos e tarefas acrescidas como ligar todos os dias a doentes covid-19.

Famalicão: Centro Hospitalar já efetuou três mil testes covid-19

Desde que dispõe de capacidade para efetuar internamente testes covid, o CHMA já realizou três mil testes, estando, neste momento, a assegurar também a sua realização para utentes referenciados pelo ACES de Famalicão.

De volta ao atendimento normal, mantêm-se, no entanto, algumas práticas ativas do período de maior surto da pandemia, e uma delas é o atendimento diferenciado nos serviços de urgência (Famalicão e Stº Tirso), com circuitos autónomos e disponibilidade de internamente para doentes covid, que felizmente não tem sido preciso.

Nesta nova “normalidade”, há um maior recurso às teleconsultas (só para consultas subsequentes, uma vez que as primeiras consultas continuam a ser presenciais) e o número de consultas externas realizadas já se aproxima de 80% do número médio de consultas realizadas pré-pandemia.

A atividade cirúrgica também recupera, especialmente a cirurgia de ambulatório, que atualmente já realiza cerca de 75% das cirurgias que realizava no ritmo normal, antes do início da pandemia.

Para atenuar o impacto nos doentes internados da ausência de visitas, o CHMA está a disponibilizar, nas duas Unidades, meios eletrónicos de comunicação (videochamadas) para comunicação com familiares.

O regresso a uma quase normalidade faz-se dentro de regras apertadas de segurança e higiene. Desde já, a direção do Hospital agradece a «compreensão e colaboração dos profissionais e dos utentes que tem sido exemplar»

Hospital de Braga já realizou 70.576 consultas e 3.556 cirurgias

Em maio e junho, o Hospital de Braga realizou 70.576 consultas e 3.556 cirurgias (2.011 em ambulatório e 1.545 em convencional).

Estes números dizem respeito à retoma da atividade normal depois de um período mais direcionado para os doentes com covid e para os problemas de urgência.

Para recuperar o atraso, o Hospital alargou o horário das consultas externas. Também em neurocirurgia, cirurgia plástica, ortopedia, oftalmologia e cirurgia vascular, há atividade depois das 20 horas e aos fins de semana.

A retoma das cirurgias e meios complementares de diagnóstico e terapêutica tiveram em conta a urgência clínica e o tempo que o doente já estava à espera.

O Hospital informa ainda que as atividades hospitalares cumprem as recomendações da DGS. Todo o Hospital mantém os circuitos definidos para os doentes suspeitos ou com covid-19, preservando também todos os cuidados aquando da entrada na unidade, nomeadamente através da medição da temperatura corporal, desinfeção das mãos e a utilização generalizada de máscaras.

Covid-19: Menos 902 mil consultas e 85.000 cirurgias

Até ao mês de maio, os hospitais fizeram menos 902 mil consultas e menos 85.000 cirurgias relativamente ao período homólogo de 2019. Os números foram avançados pela ministra da Saúde, esta quarta-feira, na Assembleia da República.

No início da audição na Comissão Parlamentar de Saúde, Marta Temido lembrou que, das 902 mil consultas hospitalares a menos, 371 mil eram primeiras consultas. A ministra assumiu a necessidade de recuperar a atividade assistencial suspensa pela pandemia de covid-19.

Famalicão: regresso à normalidade no hospital «tem decorrido bem»

O Centro Hospitalar do Médio Ave está a voltar ao funcionamento normal depois da fase mais aguda do covid-19. Segundo o presidente do conselho de administração, António Barbosa, o regresso à normalidade «tem decorrido muito bem. Estamos a fazer as coisas com cuidado, segurança, método e com todas as precauções necessárias para garantirmos a segurança que é exigida», avisa.

Este regresso está a acontecer de forma gradual e ainda não está a 100%, mas, conta António Barbosa, já «fazemos cirurgias programadas, em Famalicão e Santo Tirso; já fazemos muito mais consultas presenciais; estamos com mais partos do que no ano passado. São sinais muito positivos, dentro deste contexto que é de prudência».

Por causa do covid-19 e também em função do espaço existente no hospital, os serviços foram reorganizados, mas está tudo a voltar à normalidade, conforme o período antes do covid-19. Neste momento só há quatro pessoas internadas com covid-19 e já não é preciso tanto espaço destinado ao tratamento desta doença.

Muitas coisas não vão ser como antes, estamos todos a aprender a viver numa nova realidade

Mas há coisas que não poderão voltar a acontecer, como aglomerar pessoas nas salas enquanto esperam por uma consulta; é obrigatório usar máscara ou outros equipamentos de proteção; além de outros procedimentos de segurança. «Muitas coisas não vão ser como antes, estamos todos a aprender a viver numa nova realidade», sublinha o presidente do conselho de administração, António Barbosa.

«Este regresso à normalidade está a acontecer de forma gradual e muito positiva. Mas isto só tem sido possível devido à boa-vontade de todos, principalmente dos nossos profissionais, mas também com a compreensão dos nossos utentes que entendem as nossas limitações», acrescenta o responsável hospitalar.

Unidades de Saúde de Famalicão retomam consultas dos grupos de risco e vulneráveis

As unidades de saúde do Agrupamento de Centros de Saúde do Ave-Famalicão que se encontram abertas, vão reiniciar a sua atividade assistencial programada (consulta programada), dando prioridade aos grupos de risco e grupos vulneráveis.

Este reinício será gradual e, nesta primeira fase, as unidades de saúde darão resposta aos utentes, mediante marcação prioritária a definir pelas equipas.

Têm prioridade as consultas de grupos vulneráveis (Saúde Materna e Saúde Infantil/Juvenil) e consultas de grupos de risco (Hipertensos e Diabéticos).

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