CHMA assinala dia mundial do AVC em Famalicão

O Serviço de Medicina Interna do Centro Hospitalar do Médio Ave vai organizar esta terça-feira, no Auditório da Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco, a 2ª Reunião do Acidente Vascular Cerebral do CHMA no âmbito do Dia Mundial do AVC

O programa conta com a abordagens de diversas temáticas associadas aos “Avanços no Tratamento do AVC em Fase Aguda” e “E após a alta? Perspetivas na continuação dos cuidados de reabilitação”.

A segunda parte do evento é destinada a Workshops sobre a Via Verde do AVC e a Disfagia.

Grande Prémio de Ensaio Eduardo Prado Coelho consagra “obra notabilíssima” de Joana Matos Frias

O prestigio e valor de um grande prémio pode medir-se pela qualidade dos premiados, pela idoneidade das instituições associadas e também pelo público que cativa. À décima edição do Grande Prémio de Ensaio Eduardo Prado Coelho, instituído pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e pela Associação Portuguesa de Escritores (APE) pode dizer-se que o galardão vive dias de grande êxito. A ensaísta Joana Matos Frias juntou-se a uma galeria de escritores admiráveis ao receber o prémio, na passada sexta-feira, perante uma plateia repleta de nomes grandes da literatura nacional. Para além das escritoras já premiadas Rosa Maria Martelo, em 2012, e de Isabel Cristina Rodrigues, em 2016, marcaram ainda presença na cerimónia que decorreu na Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco, a antiga ministra da Cultura Isabel Pires de Lima e o escritor Jorge Reis Sá, entre outras figuras da cultura.

“O Murmúrio das Imagens”, publicado em março, em dois volumes, pela editora Afrontamento, foi a obra que valeu à autora o galardão atribuído.

“Receber um prémio por aquilo que se gosta de fazer é só alegria e deslumbramento” começou por referir a autora premiada, salientando que quando recebeu a notícia ficou sem palavras e “aflita de tanto gostar”.

“Receber este prémio de ensaio Eduardo Prado Coelho é uma honra e uma enorme alegria, mas, também, uma grande responsabilidade”. “Trata-se de o meu trabalho ficar vinculado a um dos mais importantes pensadores da contemporaneidade” adiantou, considerando ainda “o ensaio como a maior liberdade do pensamento”.

O presidente da APE, José Manuel Mendes, evocou a “figura maior que dá nome a este grande prémio anual – Eduardo Prado Coelho – e tudo aquilo que ele representou”. O responsável descreveu ainda a obra de Joana Matos Frias como “uma obra notabilíssima”.

Por sua vez, o vereador da Cultura, Leonel Rocha, sublinhou a importância que este Grande Prémio de Ensaio tem para a autarquia, antes de mais porque acolhe a biblioteca do reconhecido autor e pensador, mas sobretudo porque “a educação e a cultura fazem parte da estratégia famalicense para promover o desenvolvimento do concelho e do território”.

De acordo com a sinopse do livro, “O Murmúrio das Imagens” consiste num “estudo que visa apresentar uma ponderada reconstituição teórica desse complexo vínculo entre Poesia e Imagem”. Através do cruzamento dos domínios elementares da retórica, da poética e da estética, este livro propõe “uma reflexão transdisciplinar que não se escusa mesmo a uma certa indisciplinaridade”.

Refira-se que Joana Matos Frias, professora auxiliar na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, tem publicado ensaios no campo da estética comparada, privilegiando as correlações entre a poesia, a pintura, a fotografia e o cinema.

O Prémio Eduardo Prado Coelho já consagrou vários autores, desde 2010, como Vítor Aguiar e Silva, Manuel Gusmão, João Barrento, Rosa Maria Martelo, José Gil, Manuel Frias Martins, José Carlos Seabra Pereira, Isabel Cristina Rodrigues, Helder Macedo e agora Joana Matos Frias.

Legislativas: PS foi a força política mais votada no concelho de V.N. de Famalicão

Estão contados todos os votos no concelho de Vila Nova de Famalicão. O PS foi a força política que reuniu a preferência daqueles que votaram na região, ultrapassando o PSD por uma curta margem de cerca de mil votos.

Distribuição de votos:

  • PS: 36,7% | 27.302 votos
  • PSD: 35,1% | 26.095 votos
  • BE: 8,6% | 6.367 votos
  • CDS: 4,2% | 3.156 votos
  • PAN: 2,6% | 1.936 votos

A abstenção foi de 37,7% (+1,5% que no último ato eleitoral).

Confira os resultados em cada uma das freguesias famalicenses.

Deputados eleitos pelo circulo eleitoral de Braga

PS (8 candidatos eleitos)

  1. Sónia Ermelinda Matos da Silva Fertuzinhos
  2. José Fernando Gomes Mendes
  3. Cristina Maria da Fonseca Santos Bacelar Begonha
  4. Joaquim Barroso de Almeida Barreto
  5. Hugo Alexandre Polido Pires
  6. Palmira Maciel Fernandes da Costa
  7. Luís Miguel de Freitas Marques Carvalho Soares
  8. Nuno André Araújo dos Santos Reis e
PPD/PSD (8 candidatos eleitos)
  1. André Guimarães Coelho Lima
  2. Firmino José Rodrigues Marques
  3. Maria Clara Gonçalves Marques Mendes
  4. Carlos Eduardo Vasconcelos Fernandes Ribeiro dos Reis
  5. Jorge Paulo da Silva Oliveira
  6. Maria Gabriela da Cunha Baptista Rodrigues da Fonseca
  7. Emídio Guerreiro
  8. Rui Manuel Ferreira da Silva

BE (2 candidatos eleitos)

  1. José Maria Barbosa Cardoso
  2. Maria Alexandra Nogueira Vieira

CDS-PP (1 candidato eleito)

  1. Telmo Augusto Gomes de Noronha Correia

“Aldeias em Festa” reúne comunidade em espetáculo inédito

O auditório da Fundação Castro Alves, em Bairro, lotou, este domingo, com o espetáculo comunitário “Aldeias em Festa”. Mais 200 pessoas assistiram ao concerto realizado a partir de uma mistura de ideias e experiências, tendo como ponto em comum a identidade: Famalicão.

A iniciativa resulta do projeto descentralização cultural promovido pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão através da Comissão Social Interfreguesias de Bairro, Carreira, Bente, Delães, Ruivães e Novais e levou ao palco cerca de meia centena de participantes entre músicos profissionais e gente sem qualquer formação na área, juntando crianças, adultos e idosos no mesmo palco.

Ao longo de 50 minutos foram entoados quatro temas criados no âmbito do projeto. “Trabalhar, lutar ao som do canudo” foi a palavra de ordem que abriu o espetáculo. Seguiu-se “Tónio” criado a partir de uma lengalenga. “Há na minha terra” foi outros temas abordados e por fim o hino do evento criado a partir da ideia “Sou daqui”.

No final, o entusiasmo dos “músicos” misturava-se com a alegria e satisfação do público, que sentiu e se identificou com toda a performance.

A partir de agora, o objetivo é tornar o espetáculo itinerante por diversas freguesias do concelho, sendo que poderão sempre entrar novos participantes e reinventar-se novas sonoridades.

Refira-se que Aldeias em Festa enquadra-se no “Há Cultura” um projeto de programação e criação cultural descentralizada criado para que haja em todo o concelho um maior e melhor acesso à cultura. Esta iniciativa vai gerar uma agenda cultural periódica descentralizada que levará eventos culturais diferenciadores e participativos às diferentes freguesias de Famalicão e fomentará a qualificação e criação local.

Pedome: Acusado de tentar matar mulher alega que apenas se quis defender

O homem de 43 anos que está acusado de tentar matar por asfixia a patroa, num bar em Pedome, Famalicão, por esta não se querer envolver com ele, alegou em tribunal que apenas se quis defender de um ataque de fúrias da vítima.

O arguido disse que a vítima “parecia um demónio” e que o ameaçou matá-lo, começando por o tentar agredir com um copo e ter dado joelhadas.

Estava sempre a pedir-lhe para parar mas ela parecia que estava possuída. Apenas lhe encostei uma mão ao pescoço para me defender. Tive que usar um bocado de força. Quando vi que ela ficou parada, quieta, fiquei em pânico.

Sublinhou que nunca teve intenção de “fazer mal” à vítima e que “só a queria parar”.

Em resultado das agressões, a vítima, de 38 anos, que já tinha problemas graves de visão, ficou cega, tendo ainda sofrido perda parcial grave da audição. Ficou com incapacidade total para o trabalho.

O arguido disse ainda que mantinha uma “relação afetiva e próxima” com a vítima mas que, por vontade dela, nunca assumiram publicamente um namoro.

Admitiu que tinha “uma pontinha de ciúmes” e que insistia num relacionamento mais sério.

Também ouvida na sessão de hoje do julgamento, a vítima disse que nunca houve qualquer relacionamento amoroso entre ambos, embora o arguido fizesse questão de “publicitar” esse relacionamento entre amigos e colegas de trabalho.

“Éramos amigos, não tive nenhuma relação afetiva com ele”, afirmou.

Disse que o arguido a controlava e lhe enviava mensagens a toda a hora, o que a levou a bloqueá-lo no telemóvel e no “Messenger”, e negou qualquer agressão ao arguido.

Segundo a acusação, completamente corroborada pela vítima, os factos ocorreram na tarde de 03 de julho de 2018, num bar explorado pela vítima e onde o arguido trabalhava aos fins-de-semana.

O arguido “foi manifestando intenção de namorar” com a vítima e ficou “obcecado” por ela, dizendo mesmo a amigos e colegas de trabalho que ela era sua namorada.

No entanto, a vítima nunca terá aceitado qualquer relacionamento com o arguido.

Ainda de acordo com a acusação, no dia dos factos, numa altura em que estava sozinho com a vítima no bar, o arguido, e ainda segundo a acusação, decidiu matá-la, tendo-lhe desferido uma “violenta pancada” num ouvido com uma garrafa, seguindo-se um “violento murro” num olho.

Terá agredido ainda a vítima com um manípulo da máquina do café, atirou-a ao chão e tentou asfixiá-la, com um saco plástico, uma corda e um pau.

Alegadamente, a vítima fingiu estar morta e só então o arguido desistiu das agressões.

O arquido terá, então, tirado 200 euros que a vítima tinha no bolso, e levado um telemóvel e ainda 80 euros que havia na caixa e abandonou o bar, trancando todas as portas.

A vítima terá conseguiu arrastar-se até uma janela e gritou por auxílio, tendo sido socorrida pela GNR e bombeiros.

O arguido alegou que pensou que a vítima “estava morta”, que ficou desesperado e que pegou em 80 euros da caixa registadora “para fugir”.

Disse ainda que levou também o telemóvel da vítima para “ler as mensagens”, negando que tivesse trancado a porta.

O arguido responde pelos crimes de homicídio agravado, na forma tentada, e de roubo agravado.

TVI24

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