Covid-19: CDS critica falta de «cultura de cooperação» entre entidades

O líder da concelhia do CDS, Ricardo Mendes, analisou, ao final da manhã desta sexta-feira, o atual momento pandémico no concelho. O dirigente, que tutela a Proteção Civil na Câmara Municipal de Famalicão, assinalou «a falta de cultura de cooperação» entre entidades nacionais e regionais.

Esta falta de «cultura de cooperação» levou o Município a «substituir-se a essas entidades (ARS Norte e Segurança Social)» em vários momentos, particularmente nos testes aos idosos dos lares, assinalando Ricardo Mendes que Famalicão terá sido o primeiro município a oferecer-se para os fazer a expensas próprias. «A Câmara Municipal foi um pouco incompreendida no início, porque teve de agir e não ficar à espera»

O presidente do CDS fala «em períodos de dificuldades e pontos de stress entre instituições que mostraram essa falta de cultura de cooperação, mas sempre que surgia uma situação de concreto a Câmara era colocada no centro da decisão, quando outras entidades não o faziam e deviam ter os meios para o fazer».

O que a Câmara Municipal tem feito, elogiou o líder do CDS, «são medidas atempadas e acertadas que minimizaram os efeitos e algumas debilidades».

Na conferência de imprensa Ricardo Mendes enalteceu a atitude dos famalicenses, e o empenho e trabalho dos profissionais de saúde, forças policiais, bombeiros, autarcas e empresários. Deu, ainda, nota do trabalho do partido durante este período, com as conferências online «que trouxeram à discussão importantes temas», com intervenções de Paulo Portas e Pires de Lima, por exemplo. «Com os meios que tínhamos, através da nossa página do facebook, tentamos fazer alguns pontos de situação».

“E agora? Que economia depois da pandemia” com Pires de Lima

António Pires de Lima, economista e ex-Ministro com a pasta da economia, é o próximo convidado da Concelhia do CDS, nos encontros online que tem promovido.

A iniciativa, com o tema “E agora? Que Economia depois da pandemia”, decorre esta terça-feira, a partir das 21h30, na plataforma zoom e pode ser acompanhada em direto na página da Concelhia do CDS-PP no Facebook.

Para além de Pires de Lima, o debate conta, entre outros, com Paulo Núncio, advogado e ex-Secretário de Estado dos assuntos fiscais; de Adolfo Mesquita Nunes, ex-Secretário de Estado do Turismo; de Augusto Lima, vereador na Câmara de Famalicão com os assuntos económicos; de Xavier Ferreira, presidente da ACIF; e de Nuno Melo, eurodeputado.

A ajuda deve ser sem vaidade, pede o CDS

A estrutura concelhia do CDS-PP diz que este «não é o momento de aproveitamento político e de patrocínio desnecessário e dispensável de lutas político-partidárias internas ou externas». Em comunicado à imprensa, o CDS-PP condena «qualquer atitude que egoisticamente alguém utilize e que de uma forma subversiva instrumentalize e desvie todos os envolvidos na primeira linha deste combate».

O CDS lembra que é um partido com responsabilidades de gestão autárquica no concelho de Famalicão e que, por isso, lhe cabe uma postura de apoio e acompanhamento às medidas tomadas pelo município face a esta pandemia do covid-19. O CDS acredita que cabe a estas estruturas públicas, juntamente com a sociedade civil, a mobilização contra este vírus que ameaça a saúde pública.

Nesta medida, este partido centrista promete continuar atento às medidas que estão no terreno e às reais necessidades da população famalicense «sem aproveitamento nem vaidade».

Hélder Pereira, vice-presidente da concelhia do CDS-PP, acrescenta que o importante nesta fase da pandemia «é mobilizar toda a nossa estrutura para as necessidades e para as medidas tidas pelos agentes locais e nacionais como necessárias. É esta a postura que a sociedade espera da intervenção dos partidos políticos, ou seja, de ajuda e cooperação».

O CDS-PP deixa, ainda, uma palavra de agradecimento a todos aqueles que, na linha da frente, procuram garantir as melhores condições de saúde e segurança dos famalicenses. «Sabemos do enorme esforço que todos os profissionais têm colocado neste combate», reconhece. Esta estrutura partidária elogia, ainda, os cidadãos que, «de forma responsável, têm acatado e cumprido neste quadro excecional de estado de emergência as medidas de aconselhamento e restrição tidas como adequadas para o controlo da pandemia».

Rui Faria apresenta apoiantes e mandatários

A candidatura “Famalicão precisa do PS”, encabeçada por Rui Faria, apresentou esta segunda-feira os seus mandatários para as diversas áreas estratégicas.

Domingos Peixoto é o coordenador do Gabinete de Estudos e responsável pela estratégia da candidatura de Rui Faria.

O também deputado municipal apresenta a candidatura como a «mais sólida, a que reúne consenso alargado, com apoio de muitos militantes e simpatizantes do PS. É uma candidatura com jovens e menos jovens, com ideias realistas, objetivos ambiciosos e protagonistas capazes de corporizar a alternativa de que Famalicão realmente precisa. Não é uma candidatura unipessoal, mas sim uma candidatura solidificada, em trabalho de uma equipa diversificada, técnica e politicamente preparada».

Entre os apoiantes e mandatários estão também Maria José Gonçalves, António Matos, Reis Campos, Luís Machado, Hilário Campos e Pedro Leal.

Rui Faria considera o apoio destas pessoas «extremamente importante para a minha candidatura». O candidato socialista diz-se preparado para construir uma alternativa «séria e credível nas eleições autárquicas de 2021».

Most Popular Topics

Editor Picks