Hospital de Famalicão com 94 internados com covid-19

Esta sexta-feira, dia 13 de novembro, o Centro Hospitalar do Médio Ave, unidade de Famalicão, tem 94 doentes internados com a covid-19. Um número que ultrapassou as expectativas da direção hospitalar.

O presidente do Conselho de Administração, António Barbosa, em declarações ao Cidade Hoje, revela que o aumento foi além do previsto. Isto porque no dia 10 de outubro, o Hospital tinha nove doentes internados e no dia 30 do mesmo mês já atingia os 90 internados com covid-19. «Foi tudo muito rápido e isso criou dificuldades maiores, porque tivemos de fazer as coisas mais à pressa», conta António Barbosa.

O plano inicial era o número de internados com covid-19 atingir o máximo de 78, embora existisse um plano B se fosse para além dessa contagem. Foi o que aconteceu «e aqui os nossos profissionais demonstraram enorme sentido de responsabilidade, sobretudo atendendo a estas circunstâncias difíceis», revela o dirigente.

A nova ala das urgências hospitalares vai ficar pronta no final do mês de novembro, e irá permitir a separação de doentes covid dos não covid.

Famalicão: Enfermarias covid-19 atingiram esta terça-feira 100% de ocupação

O Centro Hospitalar do Médio Ave (CHMA) tem, atualmente, uma taxa de ocupação de cerca 100% em termos de “enfermaria covid-19”, revelou esta terça-feira a administração, em resposta escrita à Lusa e revelada pelo “O Minho”. A administração hospitalar revelou que o número de camas para doentes covid-19 tem aumentado, dispondo atualmente de 58.

Segundo números recolhidos pela Cidade Hoje, às 13 horas desta terça-feira, havia 15 doentes a aguardar vaga para internamento, sendo que na unidade de Famalicão, àquela hora, estavam internados 28 doentes e 30 em Santo Tirso. Ainda segundo fonte hospitalar assim que as taxas de ocupação atinjam o limite são disponibilizadas mais camas para doentes covid.

Entretanto, está prevista para breve uma nova área no hospital de Famalicão dedicada a doentes respiratórios (ADR), conforme Cidade Hoje avançou no início do mês de outubro.

Recorde-se que segundo o relatório da Direção-Geral da Saúde, emitido esta segunda-feira, na última semana Famalicão registou 174 novos casos covid-19, subindo de 1.021 para 1.195.

 

Famalicão: Pediatra Gonçalves Oliveira homenageado

Ao final da tarde desta quarta-feira, o grande auditório da Casa das Artes, foi palco da homenagem ao pediatra José Gonçalves Oliveira.

No momento em que cessa a sua atividade como diretor do Serviço de Pediatria do Centro Hospitalar de Famalicão, os seus pares recordaram «o percurso extraordinária de um grande médico mas, acima de tudo, de um homem de excecional bondade», assinalou, na ocasião Paulo Cunha.

O presidente da Câmara Municipal foi presença notada nesta homenagem – “70 anos I O Homem, o Médico” – assinalando que Gonçalves Oliveira «é um dos mais conceituados pediatras do país», conhecido pelo seu altruísmo, profissionalismo e competência. «É um famalicense, por adoção, que nos enche de orgulho e alegria».

Paulo Cunha espera que a cessação da atividade «não represente um fim. A sociedade famalicense continua a precisar do dinamismo, da ação e do talento do dr. José Gonçalves Oliveira».

Famalicão: Nova ala para doenças respiratórias e Covid-19 pronta em novembro

A unidade de Vila Nova de Famalicão do Centro Hospitalar do Médio Ave está a construir, junto às urgências, um novo espaço para doenças respiratórias, incluindo Covid-19. A nova ala deve estar pronta na segunda semana de novembro, avançou fonte hospitalar ao Cidade Hoje.

A infraestrutura surge com o objetivo de separar os doentes, evitando, deste modo, focos de contágio dentro do hospital. Ao mesmo tempo permitirá uma maior capacidade de resposta da unidade hospitalar ao momento pandémico que atravessamos.

Famalicão: Centro Hospitalar já efetuou três mil testes covid-19

Desde que dispõe de capacidade para efetuar internamente testes covid, o CHMA já realizou três mil testes, estando, neste momento, a assegurar também a sua realização para utentes referenciados pelo ACES de Famalicão.

De volta ao atendimento normal, mantêm-se, no entanto, algumas práticas ativas do período de maior surto da pandemia, e uma delas é o atendimento diferenciado nos serviços de urgência (Famalicão e Stº Tirso), com circuitos autónomos e disponibilidade de internamente para doentes covid, que felizmente não tem sido preciso.

Nesta nova “normalidade”, há um maior recurso às teleconsultas (só para consultas subsequentes, uma vez que as primeiras consultas continuam a ser presenciais) e o número de consultas externas realizadas já se aproxima de 80% do número médio de consultas realizadas pré-pandemia.

A atividade cirúrgica também recupera, especialmente a cirurgia de ambulatório, que atualmente já realiza cerca de 75% das cirurgias que realizava no ritmo normal, antes do início da pandemia.

Para atenuar o impacto nos doentes internados da ausência de visitas, o CHMA está a disponibilizar, nas duas Unidades, meios eletrónicos de comunicação (videochamadas) para comunicação com familiares.

O regresso a uma quase normalidade faz-se dentro de regras apertadas de segurança e higiene. Desde já, a direção do Hospital agradece a «compreensão e colaboração dos profissionais e dos utentes que tem sido exemplar»

Utentes satisfeitos com hospital de Famalicão

O CHMA realizou um inquérito junto da população para avaliar o grau de satisfação dos seus serviços e instalações.

Em relação às conclusões, o internamento merece um índice de satisfação superior a 80%, com exceção das instalações com 79,8% e da alimentação 69,1%.

Nas urgências, a classificação mais baixa é a da triagem, com 60,9%, em resultado do tempo de espera, mas a média é de 78,3%. O grau de desempenho no atendimento médico é de 81% e da enfermagem de 86%.

Relativamente à consulta externa, a média é superior a 80%. O parâmetro mais baixo é o funcionamento da consulta com 72,2%.

Quanto à cirurgia de ambulatório, foi a que mereceu melhores resultados, com praticamente todas as dimensões apreciadas acima de 90% de satisfação.

De uma forma geral, os utentes revelam menor satisfação quando se trata de avaliar a vertente organizacional e de instalações, mas níveis de satisfação muito elevados quando estão em causa a qualidade de atendimento e o domínio relacional.

Estes inquéritos já são habituais e servem para a administração do Hospital aferir da qualidade do seu próprio trabalho, tornando-se um instrumento de trabalho para uma melhoria contínua.

Foram estabelecidos 673 contactos telefónicos, que permitiram a obtenção destes resultados.

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