Famalicão: Lions realiza peditório da Liga Portuguesa contra o Cancro

O Lions Clube de Vila Nova de Famalicão vai realizar o peditório da Liga Portuguesa Contra o Cancro que este ano será de 29 de outubro a 2 de novembro.

Apesar das limitações, constrangimentos e medidas sanitárias, estarão nas ruas voluntários devidamente identificados a realizar o peditório que vai decorrer em vários pontos do concelho, nomeadamente nas eucaristias semanais e dominicais das diversas freguesias, bem como peditórios de rua.

O Lions Clube de Vila Nova de Famalicão apela à generosidade e disponibilidade para esta ação, sempre com as devidas precauções.

«Lançamos novamente o apelo a todos os cidadãos para que se juntem à nossa causa, tornando-a maior e mais abrangente, no objetivo de fazer da luta contra o cancro um exemplo nacional de entreajuda e de solidariedade», refere o Lions Clube de Famalicão.

A Liga Portuguesa Contra o Cancro é uma organização da sociedade civil cuja ação é reconhecida por todos, assumindo-se como uma entidade de referência nacional no apoio ao doente oncológico e família, na promoção da saúde, na prevenção do cancro e no estímulo à formação e investigação em oncologia.

“Contra o Cancro, Todos Contam”.

 

Linha (800 919 232) de apoio gratuita para doentes oncológicos da região Norte

A Liga Portuguesa Contra o Cancro – Núcleo Regional do Norte (LPCC-NRN) criou uma linha telefónica gratuita para apoiar os doentes oncológicos durante esta pandemia – a LINHA APOIO ONCOLÓGICO COVID-19 (800 919 232).
Grande parte dos serviços e atividades do Núcleo Regional do Norte estão suspensos devido ao plano de contingência COVID-19.

A linha telefónica permitirá à LPCC-NRN continuar a apoiar os doentes oncológicos e a reforçar os apoios disponíveis, nesta fase difícil, mas principalmente os doentes oncológicos que têm o sistema imunológico mais debilitado e suscetível a inúmeras infeções

Os doentes oncológicos residentes na região Norte, durante este período de isolamento, podem ligar para o número 800 919 232 (das 8h30 às 17h30, de 2ª a 6ª feira – chamadas gratuitas) de forma a encontrar respostas às suas dúvidas, nomeadamente de âmbito técnico e científico, de apoio social, jurídico, e poderem solicitar os serviços de apoio disponíveis: Apoio social e económico; Serviço de entrega de refeições; Consultas de psico-oncologia, via telefone; Compra e entrega de medicamentos de farmácia; Entrega de medicamentos hospitalares; Compra e entrega de bens alimentares.

“Segundas na Sede” promovem reflexão sobre o cancro

“O meu amigo tem cancro, e agora?” é o tema de mais uma sessão “Segundas na Sede”, iniciativa de debate e reflexão promovida semanalmente pela concelhia do PSD.

A psicóloga do Centro Hospitalar do Médio Ave (CHMA) Sara Barros, a autora do livro “Varinha de Condão. Consulta psicológica a doentes oncológicos. Um percurso de estágio curricular”, Carmen Araújo, e o movimento “Mulheres ComVida” do CHMA são os oradores convidados da sessão agendada 9 de março, às 21 horas, na sede do partido.

Recorde-se que a iniciativa tem mobilizado a sociedade famalicense e envolve as quatro secções do PSD local, sendo que a reflexão de segunda-feira está a cargo do núcleo local das MSD – Mulheres Social Democratas.

Estudo revela que exposição a composto químico na água da torneira está associada ao cancro da bexiga

De acordo com os resultados de um estudo de investigadores do Instituto de Saúde Pública de Barcelona (ISPB), divulgado em comunicado, Portugal está entre os países em que a concentração de trihalometanos (THM) compostos tem picos que ultrapassam o máximo de 100 microgramas por litro permitidos na União Europeia (UE) e que estão também estipulados na legislação nacional. Os dados compilados pelo estudo indicam, no entanto, que a concentração anual média de THM na água da torneira em Portugal é de 23,8 microgramas por litro.

Os trihalometanos (THM) formam-se no processo de desinfeção da água e são um conjunto de quatro compostos orgânicos: Clorofórmio (CHCl3), Bromodiclorometano (CHBrCl2), Dibromoclorometano (CHBr2Cl) e Bromofórmio (CHBr3). O potencial carcinogénico dos THM já era conhecido, mas o estudo divulgado hoje pretende estabelecer uma relação direta entre a exposição a esses compostos e casos de cancro da bexiga.

“Investigações anteriores haviam estabelecido uma associação entre a exposição prolongada a THM – seja por ingestão, inalação ou absorção dérmica – e o aumento do risco de cancro da bexiga”, refere o comunicado do ISPB.

O ISPB analisou a presença de trihalometanos na água da torneira de 26 países da UE, à exceção da Bulgária e da Roménia.

Em termos de percentagem, o ISPB lista como países com maior incidência de casos de cancro da bexiga atribuíveis a exposição a THM Chipre (23%), Malta (17%), Irlanda (17%), Espanha (11%) e a Grécia (10%). Portugal regista uma incidência de 9,1%.

No extremo oposto estão a Dinamarca (0%), a Holanda (0,1%), a Alemanha (0,2%) a Áustria (0,4%) e a Lituânia (0,4%).

Os autores do estudo, publicado no boletim científico Environmental Health Perspectives, analisaram dados recentes sobre os níveis de THM nas redes municipais de água da Europa e estimaram a carga de doença para o cancro da bexiga atribuível à exposição a este composto.

“O maior desafio foi recolher dados representativos sobre os níveis nacionais em todos os países da UE. Esperamos que estes dados estejam mais prontamente acessíveis no futuro”, disse Cristina Villanueva, investigadora que coordenou o estudo.

Os investigadores enviaram questionários a entidades responsáveis pela qualidade da água municipal a requisitar informação sobre a concentração total e individual de trihalometanos nas torneiras da rede de distribuição e nas estações de tratamento de água. Complementarmente, foram obtidos dados de outras fontes, como publicações ‘online’, relatórios e literatura científica.

Foram obtidos dados de 2015 a 2018 em 26 países da União Europeia, cobrindo 75% da população, que revelaram diferenças consideráveis entre países.

O nível médio de trihalometanos na água potável situou-se abaixo do limite máximo permitido na União Europeia em todos os países, mas os picos de concentrações máximas reportadas excederam o limite em nove países (Chipre, Estónia, Hungria, Irlanda, Itália, Polónia, Portugal, Espanha e Reino Unido).

O número potencial de casos de cancro na bexiga foi estimado através de um cálculo estatístico relacionando os níveis médios de THM com a informação internacional disponível sobre as taxas de incidência deste tipo de cancro em cada país.

No total, os investigadores concluíram que 6.561 casos de cancro da bexiga por ano na UE são atribuíveis à exposição a trihalometanos.

Os autores do estudo recomendam que os países com níveis mais elevados de THM na água tratada façam esforços para reduzir esses compostos e estimam que, se os 13 países com os níveis mais elevados de THM reduzissem essa concentração, poderiam ser potencialmente evitados 44% dos casos anuais de cancro da bexiga atribuíveis a exposição a THM.

Most Popular Topics

Editor Picks