BE questiona Governo sobre falta de ortopedistas no Hospital de Famalicão

Os deputados do Bloco de Esquerda eleitos pelo círculo eleitoral de Braga, José Maria Cardoso e Alexandra Vieira, questionaram o Governo sobre a falta de ortopedistas no Centro Hospitalar do Médio Ave (CHMA), em Famalicão.

No documento entregue na Assembleia da República, os deputados recordam que «a Unidade Hospitalar de Famalicão não teve atendimento de ortopedia na noite de natal de 2019, com os utentes a serem encaminhados para Braga ou para o Porto».

Assim, pretendem saber quais as medidas já implementadas pelo CHMA para fazer face às dificuldades com a escala de ortopedia e o que está a ser feito para que este serviço seja disponibilizado na sua plenitude.

Deputado do BE vem a Famalicão para tratar de questões relacionadas com a saúde

José Maria Cardoso, deputado do Bloco de Esquerda eleito pelo círculo de Braga, está esta segunda-feira em Vila Nova de Famalicão.

Esta manhã vai marcar presença em mais uma jornada de protesto da comunidade escolar contra a instalação de uma antena de telecomunicações, nas proximidades da Escola D.Maria II, em Gavião.

De tarde José Maria Cardoso, depois de um encontro com a Comunidade Intermunicipal do Cávado, em Braga, regressa ao concelho famalicense para uma reunião com os responsáveis do Agrupamento de Centros de Saúde ACES Ave / Famalicão, em Delães.

Bloco de Esquerda apresenta projeto para comboio direto de Braga a Guimarães

O Bloco de Esquerda apresentou na Assembleia da República um projecto de resolução com vista a reforçar o investimento na ferrovia existente no distrito de Braga, propondo a requalificação das linhas ferroviárias, a ligação directa entre Braga e Guimarães, a criação de uma linha suburbana entre Barcelos e Porto e a integração modal, horária e tarifária de todos os modos de transportes públicos.

No documento, os bloquistas referem que “de acordo com o CENSOS de 2011, o distrito de Braga conta com 956 185 habitantes. As cidades mais populosas são Braga (181 494), Guimarães (158 124), Vila Nova de Famalicão (133 832) e Barcelos (120 391). Não obstante estas quatro cidades possuírem linha ferroviária, esta não se encontra interligada. Assim, uma viagem de comboio de Guimarães para Braga demora entre uma a duas horas; as cidades distam 25 quilómetros entre si”.

“A título de exemplo refira-se que em Braga e Guimarães situam-se os pólos da Universidade do Minho, como tal, diariamente centenas de alunos e profissionais deslocam-se entre estas duas cidades recorrendo a camioneta ou a viatura própria, uma vez que a ligação por ferrovia não constitui uma alternativa real”, justificam, voltando a mencionar os dados do último Censo. “Todos os dias entram em Braga 28 mil 347 pessoas, e saem para outras localidades 20 mil 309. Em Guimarães, entram 17 mil 590 pessoas e saem 18 mil 383. Em Vila Nova de Famalicão são 16 mil 229 as pessoas que saem da cidade enquanto entram 20 mil 398. Em Barcelos, todos os dias saem 9971 pessoas e são recebidas 16 mil 745. Estes intensos movimentos pendulares (ou seja, deslocamento diário de pessoas entre municípios distintos, para fins de trabalho e ou estudo) colocam em movimento milhares de pessoas, sendo efetuados essencialmente por viatura própria, autocarro ou camioneta. Esta situação sobrecarrega e congestiona as vias de acesso a estas cidades e aumenta a poluição bem como o recurso a combustíveis fósseis”, sustenta o Bloco, defendendo como “essencial fazer o caminho para inverter esta forte dependência do transporte próprio e dos meios de transporte colectivos mais poluentes, caminhando no sentido da utilização de mais transportes públicos ecologicamente sustentáveis, entre os quais se destaca a ferrovia. “O direito efetivo à mobilidade só pode ser universal com base em transportes públicos colectivos. Sem essa transição para uma mobilidade cada vez mais colectiva e mais eléctrica, nenhuma meta de descarbonização do país será cumprida”, lê-se no documento.

No comunicado enviado às redacções, o deputado do Bloco de Esquerda eleito pelo Círculo Eleitoral de Braga, José Maria Cardoso, relembra que esta iniciativa surge na sequência da campanha eleitoral, onde o partido demonstrou que “o comboio não é uma alternativa viável, porque, atualmente, uma viagem entre Braga e Guimarães, que distanciam 25km entre si, demora mais de duas horas”.
Segundo o deputado, no distrito de Braga, “residem quase um milhão de pessoas (956 mil 185), existem pólos universitários da Universidade do Minho e do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave e inúmeras zonas industriais, o que implica muitos movimentos pendulares, principalmente entre as cidades do quadrilátero – Barcelos, Braga, Famalicão e Guimarães – que justifica a aposta nos transportes ferroviários de forma a diminuir a emissão de gases com efeitos de estufa provocados pelos transportes rodoviários”.

“É fundamental não adiar mais nem encontrar desculpas para protelar medidas efetivas para desenvolver a rede de transportes públicos no distrito de Braga, porque há muito que a população ouve falar no desenvolvimento da ferrovia mas esta tarda em chegar, pelo que o Bloco de Esquerda considera essencial que não se adie mais este investimento urgente”, conclui.

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