Arriva reduz horários dos autocarros

A empresa de transportes ARRIVA decidiu, a partir do dia 17 de março, reduzir os horários dos autocarros. Passam a vigorar os horários dos sábados, o que implica uma redução substancial. A medida é aplicada a toda a rede de serviços da empresa.

Esta é uma medida no atual contexto de prevenção do Covid-19. A empresa decidiu seguir o seu plano de contingência interno e as indicações da Direção Geral da Saúde.

O principal objetivo destas medidas passa por reduzir o nível de exposição quer dos clientes quer dos colaboradores ao avanço da propagação do vírus.

A empresa refere ainda que, tendo em conta a redução da afluência por estes dias, estes horários servem perfeitamente as necessidades.

«Acreditamos que, com esta solução, poderemos contribuir para a diminuição do potencial de propagação da doença protegendo as pessoas e, ao mesmo tempo, corresponder ainda assim à parca procura existente, mantendo serviços que permitem as deslocações entre os pontos principais da rede», referem os responsáveis.

Motoristas de transporte de passageiros do Norte em greve durante dezembro

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos do Norte (STRUN), a greve é para ser feita às folgas e feriados, assim como nos restantes dias às duas primeiras e últimas horas de cada dia, entre as 00:00 do dia 02 de dezembro e as 24:00 de 01 de janeiro de 2020.

Segundo o sindicato, no passado dia 09 de novembro decorreu mais uma reunião de negociações com a ANTROP (Associação Nacional de Transportes de Passageiros), “onde depois de se ter obtido consenso em quase todas as matérias, veio por fim a ANTROP dar o dito por não dito no que diz respeito aos retroativos a atribuir aos trabalhadores”.

Inicialmente a ANTROP, refere o STRUN, afirmou, que caso chegassem a acordo, “aplicaria os retroativos a todos os associados desde fevereiro”, contudo, mais tarde “veio dizer que apenas paga a partir da assinatura do acordo”.

Na referida reunião, acrescenta o sindicato, foi possível chegar a acordo em matérias como o “agente único”, as diuturnidades ou as horas noturnas. Contudo, no que respeita à subida da disponibilidade para 04:00 e à não acumulação do subsídio de alimentação com a refeição em deslocado, foi possível chegar a um entendimento.

“Como podem verificar, o acordo estava praticamente feito. A ANTROP, no final, é que roeu a corda no que diz respeito ao pagamento dos retroativos como estava acordado”, refere o STRUN em comunicado.

Em declarações à Lusa, o coordenador do STRUN, José Manuel Silva, salientou, contudo, que ainda é possível chegar a um acordo, caso a ANTROP esteja na disponibilidade de pagar os 30 euros por mês de retroativos, tal como havia sido acordado.

“São 30 euros por mês desde fevereiro, mais o subsídio de férias, o que totaliza 10 meses até outubro”, afirmou.

O sindicato, que se vai reunir na quarta-feira por causa dos serviços mínimos, reclama o pagamento de 300 euros, um montante muito superior aos 60 euros que o STRUN diz terem sido proposto pela antrop na segunda-feira.

À Lusa, o presidente da ANTROP, Luís Cabaço Martins, salientou que este sindicato está isolado dos restantes que já assinaram o acordo, e que, apesar disso, a ANTROP sempre esteve disponível para negociar, oferecendo as mesmas condições.

“Não fazia sentido agora pagar os retroativos desde fevereiro, quando tiveram a oportunidade de assinar o acordo e não o fizeram”, afirmou.

Luís Cabaço Martins considera que aceitar este pagamento seria desrespeitar os outros sindicatos, mas admite, no entanto, “no limite” uma solução de compromisso, como por exemplo, o pagamento de um mês de retroativos.

“Esta greve é absurda. É um sindicato que rejeita aumentos salariais. É ridículo”, concluiu, afirmando que não é verdade que a ANTROP faltou ao acordado.

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