Famalicão tem ensino artístico de dança

Vinte e cinco alunos, do 5.º e do 7.º ano, estão a frequentar o ensino artístico e especializado da dança, em regime articulado. Foi possível devido a uma parceria entre o Conservatório de Dança de Vila Nova de Famalicão, o município e o Agrupamento de Escolas D. Sancho I. Projeto que foi reconhecido oficialmente pelo Ministério da Educação, através da DGEste.

As aulas são nas instalações da Escola Dr. Nuno Simões, em Calendário.

Reconhecendo a importância do ensino artístico e especializado da dança, o município está a financiar parcialmente em 50 por cento o valor da propina, reforçando depois o apoio conforme o escalão do aluno A ou B, tendo em conta que neste ano letivo ainda não foi atribuído financiamento do Estado.

Para o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, «este projeto corresponde a uma ambição da comunidade famalicense, pois são cada vez mais aqueles que se formam na dança e que gostariam de fazer parte do projeto educativo». O autarca salienta que se trata de «trazer para a educação formal aquilo que é a sua escolha formativa. É a junção dos dois mundos».

Famalicão: Presidente da Câmara satisfeito com a forma como as escolas estão a preparar o ano letivo

Na semana de abertura do ano letivo, o presidente da Câmara Municipal de Famalicão, Paulo Cunha, visitou a Escola Secundária D. Sancho I, para se inteirar do plano de segurança que está a ser implementado para a prevenção contra a covid-19.

No final, mostrou confiança de que o arranque do ano letivo vai correr bem. «Saio daqui com a certeza absoluta que tudo aquilo que resulta da ação humana está feito nesta escola. Tudo aquilo que a Câmara Municipal, a escola, as associações de pais, juntas de freguesia e comunidade educativa no seu todo, podiam fazer, está feito. A escola está de portas abertas e está pronta para receber os alunos», analisou

Paulo Cunha que esteve, esta terça-feira, na Escola D. Sancho I acompanhado do vereador da educação, Leonel Rocha, e da diretora do Agrupamento, Helena Pereira.

Aos mais jovens, o presidente da Câmara deixou uma mensagem de confiança e otimismo: «venham com muita vontade de aprender e com a certeza de que estão a fazer tudo pela vossa segurança e proteção da saúde. Hoje, a escola está mais competente e mais qualificada», afirmou.

Da parte da Escola, com a colaboração da Associação de Pais e da Junta de Freguesia, «os principais cuidados estão relacionados com a organização do próprio espaço, com a necessidade que tivemos de reforçar todas as condições de segurança, mais especificamente os circuitos que estão claramente definidos, para que os jovens possam cumprir as regras fundamentais e evitem os cruzamentos e os contactos», revela a diretora.

Helena Pereira conta que houve um reforço em todas as salas de aula, no que diz respeito aos equipamentos de higiene, nomeadamente o gel desinfetante e produtos de desinfeção de equipamentos.

Apesar de todas estas medidas preventivas, a responsável afirmou que «um aspeto fundamental é o envolvimento dos jovens no cumprimento das novas regras. Por isso, estamos a fazer uma aposta fundamental na sensibilização e na cidadania dos nossos jovens».

Refira-se que a Câmara Municipal entre outros apoios, assumiu todo o investimento com a produção e colocação de sinalética e informações nas escolas do concelho. Foi um trabalho desenvolvido em rede e em colaboração com os agrupamentos de escolas e comunidade educativa.

Ensino: Pai mantém luta «pelos nossos direitos e pelo bem dos nossos filhos»

Artur Mesquita Guimarães, pai de dois alunos de excelência que não frequentam a disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, vem, num artigo de opinião, defender-se de notícias e artigos «atentatórios contra a dignidade da minha família».

Recorde-se que os alunos, da Escola Júlio Brandão, não frequentaram a disciplina por decisão dos pais que entendem que há conteúdos que dizem respeito à família e não ao Estado. Por esta decisão, e apesar dos jovens em causa serem alunos de “5”, o Ministério da Educação manifestou vontade em reprová-los. O caso segue, agora, nos tribunais.

Leia a seguir o artigo de opinião de um pai que pede ao filhos que fiquem tranquilos, porque «nós, os pais, por certo estaremos à altura de vos proteger».

“Notícias e artigos que merecem resposta!

A semana, ou talvez as últimas semanas, têm sido ricas de opiniões, o que em si é salutar, relacionadas com o caso da “escola dos nossos filhos”, mas algumas das notícias/opiniões impõem resposta.

“A questão de fundo é se aquelas crianças devem ser reféns da teimosia desmiolada dos pais”

A estas e outras afirmações de carácter grosseiro, reveladoras de falta de cidadania e de quem se apresenta desesperado, pouco respeitadoras dos princípios da liberdade (vá-se lá saber porquê!), respondemos clara e publicamente: com a superior autoridade natural de pais (que a Constituição e os Direitos Humanos, aliás reconhecem), garantiremos a defesa da nossa liberdade e a proteção dos nossos filhos até ao limite das nossas forças, pelo superior interesse do bem deles.

Aos nossos filhos dizemos: fiquem tranquilos, nós, os pais, por certo estaremos à altura de vos proteger.

Também se tem dito por aí: mas quem é este “fulano” que aparece agora armado em herói, ou qualquer coisa semelhante. Este fulano (nem mais nem menos) é uma pessoa, cidadão de igual dignidade e plenos direitos tal como Francisco Louçã, Fernanda Câncio, Pedro Filipe Soares, João Costa, João Paulo Pedrosa, Ana Mendes Godinho ou qualquer outro cidadão, que com o trabalho de cada dia procura contribuir para o bem comum e levar a vida para a frente.

Sobre 20 deputados socialistas, repito 20 deputados socialistas, não o PS, já que há militantes do PS subscritores do abaixo-assinado em nossa defesa… o “Observador” dá a seguinte notícia: “pedem esclarecimento sobre a atuação de CPCJ” (curioso!) e refere ainda: «O progenitor (entenda-se pai) exibiu os filhos nos órgãos de comunicação social e desadequadamente, apenas com o propósito de assinalar e afirmar a sua discordância com uma disciplina do currículo de ensino”, sustentam estes deputados do PS» (afirmação triste e lamentável!). Não, senhores deputados do PS, não é a primeira vez que os nossos filhos aparecem na comunicação social, quer na impressa como mesmo na TV e sempre por boas causas. Talvez seja porque são simpáticos, bons rapazes e também talvez seja isso que vos incomoda.

Pois bem este tipo de comentários, grosseiros e agressivos, em jeito intimidatório à semelhança do Despacho emitido pelo Senhor Secretário de Estado João Costa, seguramente não nos afastarão da defesa dos nossos direitos e da nossa liberdade.

É caso para perguntar: porque será que todos estes senhores estão tão surpreendidos por nós não renunciarmos aos direitos que a Constituição, as leis da República e ainda os Direitos Humanos nos reconhecem?

Enfim, comportamentos próprios de “meninos mimalhos” burgueses, no caso adultos, que não estão habituados a ser contrariados e pensam que fazem o que querem e levam a melhor só por fazerem perrice – aquilo que às vezes se vê nos supermercados.

Pela nossa parte também entendemos que quem de direito deve tomar as medidas adequadas, na defesa dos nossos direitos e liberdades (aqui quando referimos “nossos” deve entender-se os nossos e os de todos) e por isso apresentámos uma queixa no Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga contra o Ministério da Educação e contra o Agrupamento de Escolas Camilo Castelo Branco, onde estudam os nossos filhos, que já produziu os seus efeitos.

Também apresentámos, junto do Sr. Presidente da República, as razões que nos levam a pedir que diligencie no sentido da destituição do Senhor Secretário de Estado Dr. João Costa.

Pela liberdade, pelos nossos direitos e pelo bem dos nossos filhos.

Brufe VNF, 11 Setembro 2020

Artur Mesquita Guimarães”

FENPROF diz que não estão reunidas as condições para a abertura das escolas

A Fenprof não equaciona a greve, mas considera que não estão reunidas as condições para a abertura das escolas entre 14 e 17 de setembro porque, no seu entender, faltam testes, não existem regras de distanciamento e porque não há proteção para os professores que pertencem ao grupo de risco.

O secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, diz que o Governo teve dois meses para criar as condições necessárias que permitam o ensino presencial.

O dirigente afirma, ainda, que tentou reunir com o Ministério da Educação e com a Direção-Geral da Saúde para discutir as condições para a reabertura das escolas, mas nunca obteve resposta.

A Fenprof mostra-se preocupada com o que diz serem falta de testes nas escolas, o não distanciamento no primeiro ciclo e pré-escolar (onde estão previstas turmas de mais de 20 alunos e sem máscaras) e não haver proteção para os professores em grupo de risco (cerca de 12 mil, segundo a Fenprof).

Sindicato anuncia pré-aviso de greve para funcionários e professores

O Sindicato de Todos os Professores (STOP) apresentou um pré-aviso de greve para os dias 14 a 17 de setembro, caso não estejam garantidas as condições de segurança contra o contágio pelo covid-19.

Em declarações à Agência Lusa, o coordenador nacional do STOP, André Pestana, diz que ainda há outras razões para o protesto, como a falta de assistentes operacionais e o desconhecimento dos direitos dos trabalhadores que fazem parte do grupo de risco.

«Turmas com o mesmo número de alunos, falta de assistentes operacionais e a não clarificação da situação dos trabalhadores que pertencem a grupo de risco são as situações que nos preocupam», alertou André Pestana.

Recorde-se que as aulas começam na semana de 14 a 17 de setembro, precisamente aquela em que está prevista a greve. André Pestana diz que não existem condições para um regresso em segurança, mas espera que a situação se altere nos próximos dez dias e que as greves não avancem.

Por isso, entre os dias 5 e 10 de setembro, o STOP vai fazer uma sondagem junto das escolas para perceber se há condições para haver aulas e depois anuncia uma tomada de posição.

Próximo ano letivo será mais longo

O Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, anunciou que o próximo ano letivo será mais longo porque os períodos de férias (Natal e Páscoa) serão mais curtos.

As aulas, como já foi anunciado, arrancam entre 14 e 17 de setembro, sendo que nas cinco primeiras semanas de aulas o trabalho será destinado à recuperação da matéria referente ao terceiro período que terminou recentemente.

Esta sexta-feira, o Ministro deu mais pormenores sobre o funcionamento do próximo ano letivo letivo. Assim, anunciou que estão a ser preparados três cenários: ensino presencial, misto e não presencial, «sendo que a regra será o presencial», afirmou Tiago Brandão Rodrigues.

Todos os alunos e professores devem usar máscara e manter uma distância de 1,5m de distância nas salas de aula.

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