Arcebispo de Braga não quer romagens nem celebrações comunitárias nos cemitérios

D. Jorge Ortiga, Arcebispo de Braga, comunicou, esta terça-feira, que nos dias 1 e 2 de novembro, não serão permitidas romagens e procissões aos cemitérios nem celebrações comunitárias, nestes espaços, por causa da pandemia de covid-19. No entanto, pede às autarquias que, nesses dias, os cemitérios “não sejam totalmente fechados” e que se mantenha “vigilância para impedir concentrações”

Na mensagem publicada no site da Arquidiocese – “Fiéis Defuntos em ano especial” – pede aos sacerdotes que, sem aviso prévio, se desloquem aos cemitérios para que, “pessoalmente e como pastores das comunidades, rezem por todas as pessoas falecidas”.

Quanto às celebrações nas igrejas, D. Jorge permite a sua realização, tendo em consideração a capacidade dos espaços e o cumprimento das orientações da Direção-Geral da Saúde, podendo os padres decidir da necessidade de multiplicar o número das celebrações.

D. Jorge Ortiga celebra 76 anos de vida

D. Jorge Ortiga, celebra neste dia 5 de março, o seu 76º aniversário.

O Arcebispo Primaz de Braga nasceu na freguesia de Brufe, em Vila Nova de Famalicão, no ano de 1944. Frequentou os seminários da Arquidiocese de Braga entre 1955 e 1967, tendo sido ordenado sacerdote no dia 9 de julho de 1967.

D. Jorge Ortiga foi ordenado Arcebispo Primaz de Braga na Cripta do Sameiro há 32 anos. Em 2016 recebeu a Medalha de Honra do Município de Braga que lhe conferiu o título de Cidadão Honorário do Município bracarense.

Aos 75 anos apresentou a resignação ao cargo de arcebispo que ocupa há 21 anos. O processo de substituição vai demorar vários meses e até lá o prelado famalicense vai manter-se em funções.

O próximo Arcebispo vai ser nomeado pelo Papa Francisco e, de seguida, anunciado à comunidade.

D.Jorge Ortiga reage com apreensão ao encerramento da Rádio SIM do Grupo Renascença

O Arcebispo acolheu com apreensão e surpresa a decisão, por parte da gerência da Rádio Renascença, de “descontinuar” a Rádio SIM, emitida a partir da capital, com várias frequências pelo país.

“Não podemos deixar de pensar nos trabalhadores. Esperamos que para todos se encontrem soluções de harmonia com as determinações laborais, sabendo, à partida, que isso já foi devidamente equacionado. Aos colaboradores, que em espírito de gratuidade se entregaram de corpo e alma a este projecto, testemunhamos a nossa sincera gratidão e esperamos que continuem a trabalhar connosco em projectos que venham a ser concretizados.
A Rádio SIM era uma presença da Igreja na comunicação social com grande acolhimento por parte dos cristãos.
Num tempo em que cresce o número de idosos em Portugal, a Igreja deveria ser-lhes próxima, produzindo conteúdos que lhes proporcionassem companhia e os ajudassem, muito concretamente, a viver, aprofundar e a celebrar a fé. Bem como a serem informados sobre a actualidade da Igreja.
A Arquidiocese sempre favoreceu a unidade eclesial, consciente de que a vida acontece nas grandes cidades e nas periferias. Para fomentar esta experiência, foi renunciando a diversas iniciativas de índole local. Sabe que não é possível ser Igreja sem uma abertura à universalidade, começando por vivê-la a nível nacional. Disponibilizou gratuitamente, para o efeito, espaços e motivou as pessoas para uma generosidade em prol de um projecto de abrangência nacional.
Acreditamos na força e na importância dos meios de comunicação social. A Arquidiocese repensará a sua presença na rádio — sem perder muito tempo — e garantirá aos cristãos mais simples e humildes a escuta da voz da Igreja.”
D.Jorge Ortiga

A notícia foi debatida com o Cabido Metropolita que na Arquidiocese de Braga funciona como Colégio de Consultores, e o Cabido gostaria, de igual modo, de marcar a sua incompreensão e tristeza pelo sucedido.

Fontes envolvidas no processo garantem que parte das frequências utilizadas até então pela Rádio SIM, deverão, em breve, passar a retransmitir a Mega Hits, a rádio do Grupo Renascença direcionada para o público jovem.

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